Civilização Persa
Os persas viviam numa região onde hoje está o Irã. Por volta de 550 a.C., o rei Ciro unificou as tribos, formou um exército que contava com hábeis arqueiros a cavalo e tratou de invadir territórios vizinhos. Ciro foi o fundador do Império persa, também chamado de aquemênida (o nome de família dos reis persas). Ano após ano, o império se expandiu. Chegou a dominar toda a Mesopotâmia, os territórios onde hoje estão Turquia, Líbano, Síria e Istael. Depois de Ciro, o rei mais destacado foi Dario I. Dividiu o império em províncias governadas por homensde confiança (os sátrapas), mas recorria a espiões que faziam relatórios secretos sobre os governos provinciais ("os olhos e ouvidos do rei").
O Estado realizou grandes obras públicas como canais de irrigação e redes de estradas que tinham mais de 2500 km! (Para você ter uma idéia, de Porto Alegre a São Paulo, são 1109 km, e do Rio a Recife são 2338 km.) Pelas estradas, corriam emissários, em cavalos velozes, que passavam a correspondência para outros emissários, em postos especiais para isso. Era como se houvesse um único cavalo, que jamais se cansava!
Os persas permitiam que os povos dominados conversassem seus costumes, idioma e religião, e chegaram a absorver muitos aspectos dessas culturas. Também tiveram o cuidado para estudar as condições dos povos dominados e cobrar impostos sem "exageros" que pudessem gerar rebeliões deserperadas. Os persas eram politeístas, mas no século VI a.C. se desenvolveu uma crença, baseada nos ensinamentos de Zaratustra (chamado de Zoroastro pelos gregos), que dizia que só havia dois deuses principais, o do bem e do mal.
Quem seguisse o deus do bem seria premiado depois da morte. Os seguidores de Zaratustra não se importavam com o corpo. O cadáver nem era enterrrado, podia ser comido pelos abutres. O que valia era a alma. Para eles, em breve o mundo acabaria e os maus seriam punidos para sempre. Para alguns historiadores, o zoroastrismo influenciou os primeiros cristãos.