Educação das Elites
O historiador José Murilo de Carvalho mostrou a importância dos membros da elite terem feito curso superior. Naquela época, eram raros os que faziam faculdade no Brasil (só 0,01% da população. Cerca de 80% eram analfabetos). Muitos da elite se formavam em Direito, nas duas únicas faculdades: em São Paulo ou Recife. Portanto, quase todos tinham sido colegas.
O estudo em conjunto, as conversas de madrugada entre copos e sonhos, as conquitas amorosas, a visão do Brasil, tudo era aprendido nessa vida universitária em comum. Parte importante dessa elite política seria constituída por magistrados (advogados do governo, juízes, desembargadores), o que aumentava mais ainda a oportunidade de pensarem da mesma maneira. Tudo isso facilitou o entendimento nacional entre os diversos grupos da classe dominante no Brasil imperial.