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Revoltas, revoltas, revoltas

Publicado em 11 de setembro de 2026

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Revoltas, revoltas, revoltas

Existiram muitas outras revoltas populares na Regência. Elas eram espontâneas, movidas pela miséria e pelo ódio contra as grandes proprietários. Entretanto, não tinham um objetivo político claro, como a exigência de um governo republicano, com sufrágio universaç ou a abolição imediata da escravidão.

No Ceára (1831), época de crise nos preços do algodão e da pecuária, os caboclos se armaram no sertão, tomaram Crato e ameaçaram alcançar Fortaleza. Foram massacrados pelas tropas do mercenário francês Labatut. Em Pernambuco, na bela Recife, os liberais exaltados (calangos) estimulavam a insurreição. Então, na Setembrada (1831), soldados se juntaram ao povo e saquearam armazéns de grandes comerciantes portugueses. Foram dizimados por futuros membros da Guarda Nacional. No mesmo ano, ocorreu a Novembrada exaltada. Os líderes foram algemados até a ilha de Fernando de Noronha, quem sabe, para aprender a nadar com bola de ferro presa nos pés.

Estanha revolta começou em Pernambuco e chegou a Alagoas. Eram soldados, vaqueiros, gente da roça. Queriam, acredite se quiser, a volta de D. Pedro I. A realidade deles era tão distante do Rio de Janeiro, que viam em D. Pedro I uma figura mítica, uma espécie de São Sebastião que traria apoio do céu para libertar os pobres. Por isso, o historiador Décio Freitas os chamou de guerrilheiros do imperador. Foram massacrados pela Guarda Nacional.

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Revoltas, revoltas, revoltas 2 min de leitura