Não só café
A exoportação de açúcar sofria a concorrência de Cuba e de Porto Rico, colônias espanholas na América Central. Desde 1830 que os europeus produziam muito açúcar de beterraba, e por isso compravam menos de nosso país. No Brasil, por volta de 1870, surgiram os engenhos contrais, que recebiam os engenhos tradicionais (banguês). Mais tarde, apareceram as usinas, inclusive com máquinas a vapor. Desde o tempo da colonização que parte do açúcar era vendido para o mercado interno. Esta tendência se acentuou no século XIX.
O algodão, produzido no Nordeste, foi mais exportado no período da Guerra Civil Americana (1861-65), que prejudicou a produção daquele país. Mas a guerra acabou, e os ingleses voltaram a comprar dos EUA e, também, da Índia e do Egito. No final do século XIX, havia mais outro motivo para o Brasil exportar menos - e um motivo razoável: estavam se desenvolvendo as primeiras fábricas de tecidos nacionais.
A borracha, extraída pelos seringueiros da Amazônia, começou a se tornar destaque na pauta de exportações. No período de 1871 a 1880, esse produto já representava 5,5% do total e, na década seguinte, subiria para 8,0%. O apogeu seria nos primeiros anos do século XX, já na República.