Artesanato e Manufatura
A partir do século XVII, em países como Holanda, França e Inglaterra, a produção nas manufaturas começava a superar a dos artesãos individuais.
O artesão era o dono das ferramentas de trabalho e da matéria-prima. Ele trabalhava por conta própria, mas podia ter aprendizes e jornaleiros (assaliarados pagos por jornada) trabalhando para ele. Os artesãos se associavam em corporações de ofício para a defesa de preços de mercado e de segredos profissionais, e para evitar que aprendizes e jornaleiros pudessem modificar as relações de trabalho.
No sistema de manufatura, os artesãos estavam subordinados aos burgueses, que eram os donos da matéria-prima, de alguns instrumentos de produção e do monopólio (autorização do rei) para produzir aquele tipo de mercadoria. Os patrões pagavam aos artesãos pela quantidade frabricada ou pelas horas de serviço. Para alguns historiadores, as relações entre patrões e empregados assalariados nas manufaturas podiam ser consideradas capitalistas.