A Vitória no Japão e o Holocausto: O Fim de uma Guerra e o Legado de um Genocídio
Três meses após o VE-Day, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, bombardeiros norte-americanos jogaram bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Cerca de 175 mil civis japoneses morreram instantaneamente, mas muitos outros morreram mais tarde, devido a queimaduras ou envenenamento por radiação. Esse evento, somado à declaração de guerra ao país por parte da União Soviética, em 14 de agosto, forçou o Japão a se render.
Após a rendição da Alemanha, os líderes dos países Aliados mais importantes — Stalin, Truman (sucessor de Roosevelt, que morrera em abril de 1945, como presidente dos EUA) e Churchill (depois Attlee, devido à derrota de Churchill e dos conservadores nas eleições gerais) — se reuniram na Conferência de Potsdam, em julho e agosto de 1945. Foram então acertados os termos das indenizações devidas pela Alemanha e a divisão do país em quatro zonas de ocupação, divididas entre os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França e a União Soviética.
No mesmo ano, para substituir a ineficiente Liga das Nações e assegurar a paz, a segurança e a cooperação entre as nações, foi criada a instituição que recebeu o nome de Organização das Nações Unidas (ONU). Na Conferência de Ialta, que antecedeu a de Potsdam, fora estabelecido que a participação no órgão a ser criado seria aberta às nações que haviam apoiado os Aliados em março de 1945. Em junho de 1946, 50 nações assinaram a carta das Nações Unidas.
Cerca de 50 milhões de vidas foram perdidas na guerra, e muitos dos mortos — pelo menos 35 milhões — eram civis (dos quais 20 milhões na União Soviética e 4,5 milhões na Polônia). Pelo menos 10 milhões de civis (talvez até 17) foram deliberadamente exterminados em consequência da política ideológica nazista, com o sistemático genocídio de cerca de 6 milhões de judeus que ficou conhecido como Holocausto.
Nas terras ocupadas pelos alemães, os judeus eram forçados a viver em guetos (60 mil morreram de inanição ou privações no Gueto de Varsóvia, em 1940) ou em campos de trabalhos forçados. Muitos civis, judeus e não judeus, foram mortos em fuzilamentos coletivos, uma prática que atingiu horríveis proporções à medida que os nazistas avançavam na Europa Oriental e no Oeste da Rússia, durante 1941 e 1942.
A “solução final para o problema judeu”, conforme foi decidido pelos líderes nazistas em 1942, ocorreu sob a forma de campos de extermínio, seis dos quais construídos na Polônia. Nesses campos de concentração morreram mais 1,5 milhão de judeus, juntamente com soviéticos, prisioneiros de guerra poloneses, adversários políticos, deficientes físicos ou mentais, ciganos, homossexuais e outros grupos minoritários, vindos de toda a Europa ocupada pelos nazistas.