Migrações Populacionais
O crescimento dos impérios europeus provocou também uma larga emigração a partir da Europa, sobretudo durante o século XIX, quando a população europeia mais do que dobrou. Na década de 1830, a emigração europeia para outros continentes ultrapassou, pela primeira vez, a casa de 100 mil indivíduos por ano. Entre 1840 e 1930, estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas tenham deixado a Europa.
A maioria dos emigrantes europeus foi para a América do Norte (muitos britânicos, alemães e irlandeses). Entre 1800 e 1917, cerca de 36 milhões de europeus partiram para os EUA; 6 milhões foram para a América do Sul, principalmente para a Argentina e o Brasil, em sua maioria espanhóis, italianos, portugueses e alemães; e 5 milhões, sobretudo britânicos e franceses, dirigiram-se para o Canadá.
Muitos emigrantes iam em busca de uma vida melhor, terras baratas e abundantes, e emprego. Alguns, no entanto, partiam contra a vontade: prisioneiros britânicos eram enviados para a Austrália; prisioneiros franceses, para a Nova Caledônia e para a Guiana Francesa; e judeus-russos partiam para escapar a perseguições, geralmente com destino à Ásia ou aos Bálcãs.
Entre 1845 e 1851, cerca de 1 milhão de pessoas perderam a vida durante a fome na Irlanda, e outro milhão deixou o país. A maioria dos imigrantes irlandeses foi para a Amé rica do Norte: por volta de 1850, os irlandeses formavam um quarto da população de muitas cidades norte-americanas, enquanto milhares de outros emigraram também para o Canadá e a Austrália, assim como para a Inglaterra e a Escócia.
Enquanto a população europeia crescia, a população da Irlanda despencava de 5,5 milhões, em 1871, para 4,4 milhões, em 1911. A fome na Irlanda, provocada por um fungo que atacou as plantações de batatas, foi a maior crise de subsistência ocorrida na Europa, afetando não só esse país, como outras áreas no Norte da Europa.