Os Celtas: Uma Jornada pela Cultura, História e Legado de um Povo Místico
Os celtas eram tribos indo-europeias que por volta do ano 500 a.C. habitavam o sudoeste da Alemanha, o nordeste da França (onde eram conhecidos como gauleses) e a Boêmia. Cavaleiros e metalúrgicos habilidosos, os celtas devem ter vivido originalmente na região do mar Cáspio. Os mais antigos registros arqueológicos que se conhecem dos celtas – túmulos de chefes em Hallstatt, Áustria – datam de 700 a.C.
Escavações arqueológicos revelaram que os celtas formaram uma das primeiras culturas da Idade do Ferro na Europa, e que comerciavam com a Grécia antiga e a Etrúria. Por volta de 400 a.C., tribos celtas entraram na Itália, estabelecendo-se no vale do rio Pó e saquenado Roma em 390. Ao mesmo tempo, outras tribos celtas rumavam para o sul, invadindo a França e a Espanha. A leste, penetraram a Anatólia (onde fundaram a Galácia), e a oeste, as Ilhas Britânicas. Entre meados do século V e o século I, o povo celta provavelmente atingiu o ápice de seu poder, com destaque para o estilo característico da cultura La Tène (padrões geométricos e desenhos estilizados de animais), presente em grande parte de suas jóias e utensílios de metal.
Os celtas, em sua maior parte, eram povos agrícolas que desenvolveram o arado puxado a bois em vez do equipamento manual, e cujos ritos religiosos eram conduzidos por sacerdotes, os druidas. Viviam em aldeias bem defendidas e fortalezas no alto de colinas. Não tinham, no entanto, um sistema de escrita nem coesão política. Assim, legiões romanas altamente treinadas e tribos germânicas acabaram por sobrepujá-los. Bolsões de cultura e língua celta sobreviveram apenas nas fimbrias da Europa: Bretanha, País de Gales, Escócia, Irlanda e Ilha de Man (o bretão, o galês, o gaélico escocês e o gaélico irlandês são línguas celtas).