Explore a vida e o legado de Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil, que moldou os primeiros anos da República com mão firme em meio a crises e rebeliões. Descubra como ele sucedeu Deodoro da Fonseca e consolidou o novo regime.
Floriano Vieira Peixoto permanece uma das figuras mais controversas e impactantes da história contemporânea do Brasil c. 1800-presente. Nascido em Alagoas, ele ascendeu de origens humildes a herói militar e, finalmente, a presidente que estabilizou — ou, para alguns, impôs — a jovem República. Conhecido como “Marechal de Ferro”, seu governo marcou o fim da República da Espada, período em que militares dominaram a política nacional após a Proclamação da República.
Neste artigo detalhado, mergulhamos na trajetória de Floriano Peixoto, analisando seu contexto histórico, ações e legado. Para entender melhor os presidentes que o precederam e sucederam, confira as biografias de Prudente de Morais, Campos Sales e Rodrigues Alves, que deram continuidade à estabilização republicana.
Origens Humildes e Formação Militar
Floriano Vieira Peixoto nasceu em 30 de abril de 1839, na vila de Ipioca, em Maceió, Alagoas. Filho de Manuel Vieira de Araújo Peixoto e Ana Joaquina de Albuquerque, veio de uma família pobre. Criado pelo tio, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto, recebeu educação que o preparou para a carreira militar.
Ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro, onde se destacou em ciências exatas. Formou-se em engenharia e matemáticas, habilidades úteis em sua trajetória. Comparando com outras civilizações antigas, como a civilização minoica c. 2700-1450 a.C. ou a civilização micênica c. 1600-1100 a.C., que valorizavam conhecimento técnico, Floriano representou o militar ilustrado do século XIX brasileiro.
Sua juventude coincidiu com tensões imperiais, semelhantes às que levaram à abolição da escravatura e à crise da monarquia. Para mais sobre o fim do Império, veja a abdicação de D. Pedro I e o segundo reinado no Brasil D. Pedro II.
Herói da Guerra do Paraguai
A Guerra do Paraguai (1864-1870) forjou a reputação de Floriano. Ele comandou batalhões de Voluntários da Pátria, participando de batalhas decisivas como Tuiuti, Itororó, Lomas Valentinas e Angostura. Sua bravura lhe valeu promoções rápidas, alcançando tenente-coronel.
Esse conflito, um dos mais sangrentos da América Latina, ecoa em comparações com guerras antigas, como a Guerra dos Cem Anos 1337-1453. Ao retornar, Floriano concluiu estudos e assumiu cargos administrativos, como presidente da província de Mato Grosso em 1884.
Sua experiência militar o preparou para o papel na transição republicana, contrastando com líderes civis como Afonso Pena ou Humberto Castello Branco.
O Papel na Proclamação da República
Em 15 de novembro de 1889, a República proclamou-se com o golpe liderado por Deodoro da Fonseca. Floriano, então comandante superior do Exército, recusou-se a defender o Imperador Pedro II, facilitando o sucesso do movimento.
Embora não líder direto, sua neutralidade foi crucial. No governo provisório de Deodoro, Floriano tornou-se Ministro da Guerra e ascendeu a marechal. Em 1891, eleito vice-presidente ao lado de Deodoro.
Esse período liga-se a eventos como a vinda da família real portuguesa e a independência do Brasil. Para contexto global, veja a Revolução Americana 1775-1783 ou as guerras de independência na América Latina c. 1808-1825.
Ascensão ao Poder: A Renúncia de Deodoro
Em novembro de 1891, Deodoro dissolveu o Congresso, provocando crise. Pressionado, renunciou, e Floriano assumiu como vice. A Constituição de 1891 exigia novas eleições se a vacância ocorresse nos primeiros dois anos, mas Floriano recusou-se, alegando necessidade de estabilidade.
Essa decisão gerou controvérsias e oposições, incluindo da Marinha. Seu governo marcou autoritarismo para consolidar a República, similar a transições em outras nações, como a Revolução Russa e a ascensão da União Soviética 1917-1922.
O Governo de Floriano Peixoto: Políticas e Reformas
Floriano enfrentou desafios econômicos herdados do Encilhamento, política de especulação de Rui Barbosa no governo Deodoro. Ele centralizou emissões monetárias e promoveu industrialização, facilitando créditos e importações de máquinas.
Socialmente, aproximou-se de setores populares, contrastando com oligarquias. Reprimiu opositores, ganhando o apelido “Marechal de Ferro”.
Para mais sobre economia republicana inicial, veja o Barão de Mauá ou o censo de 1872. Em contexto mundial, compare com a Revolução Industrial c. 1760-1840.
As Grandes Rebeliões: Revolta da Armada e Revolução Federalista
Duas rebeliões ameaçaram o governo.
A Revolta da Armada (1893-1894)
Marinheiros, liderados por Custódio de Melo e Saldanha da Gama, rebelaram-se contra o autoritarismo de Floriano e exigiram eleições. Bombardearam o Rio de Janeiro, mas Floriano, com apoio internacional (inclusive norte-americano), sufocou o movimento.
A Revolução Federalista (1893-1895)
No Sul, federalistas gaúchos, liderados por Gaspar Silveira Martins, opuseram-se ao positivista Júlio de Castilhos, aliado de Floriano. A revolta espalhou-se para Santa Catarina e Paraná, aliando-se à Armada. Repressão brutal incluiu massacres; Desterro renomeada Florianópolis como humilhação aos rebeldes.
Esses conflitos destacam instabilidade inicial da República, similar à Guerra Civil Norte-Amerana 1861-1865.
“O Marechal de Ferro não hesitou em usar a força para preservar a unidade nacional, consolidando a República contra ventos monarquistas e divisionistas.”
Legado e Morte de Floriano Peixoto
Floriano transmitiu o poder a Prudente de Morais, primeiro presidente civil, em 1894. Morreu em 29 de junho de 1895, em Barra Mansa, vítima de cirrose hepática, aos 56 anos.
Seu legado como “Consolidador da República” perdura, apesar de críticas ao autoritarismo. Criou o “florianismo”, culto popular. Florianópolis homenageia-o.
Compare com outros líderes: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek ou modernos como Luiz Inácio Lula da Silva.
Perguntas Frequentes sobre Floriano Peixoto
Quem foi Floriano Peixoto e por que é chamado de Marechal de Ferro?
Floriano Peixoto foi o segundo presidente (1891-1894), conhecido pela repressão firme às rebeliões, consolidando a República.
Qual a diferença entre o governo de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto?
Deodoro proclamou a República, mas enfrentou crises econômicas; Floriano estabilizou-a com autoritarismo.
O que foram a Revolta da Armada e a Revolução Federalista?
Duas rebeliões contra seu governo: uma naval no Rio, outra no Sul, ambas sufocadas violentamente.
Floriano Peixoto foi ditador?
Muitos o veem como autoritário, mas defensores argumentam que suas ações foram necessárias para a unidade.
Por que Florianópolis tem esse nome?
Renomeada em homenagem a Floriano após derrota dos federalistas em Desterro.
Para aprofundar em civilizações antigas que influenciaram o mundo moderno, explore Sumeria c. 4500-1900 a.C., antigo Egito antigo império c. 2686-2181 a.C. ou civilização olmeca c. 1500-400 a.C..
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