Mussolini e a Ascensão do Fascimo Italiano
Em 1919, um ex-professor de escola primária e ex-soldado chamado Benito Mussolini, que antes da guerra fora um socialista extremado, fundou em Milão uma associação chamada Fasci Italiani di Combattimento (“Liga Italiana de Combate”). Os fascistas, como foram então chamados, formaram um movimento antissocialista e anticapitalista que buscava o poder por qualquer meio, até a violência, ‐ dirigida contra autoridades eleitas e inimigos políticos. Em 1922, Mussolini orquestrou a Marcha dos Camisas-Negras sobre Roma e foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Emanuel III, assumindo o título de Il Duce (“O Líder”) em 1925.
Mussolini organizou seu governo em bases ditatoriais, e pro mulgou uma série de medidas governamentais (como a “Batalha pela Terra”) destinadas a combater o atraso econômico e o desemprego na Itália. Tais medidas foram em grande parte malsucedidas. Uma intensa propaganda através da imprensa, do rádio e das escolas acompanhava muitas dessas iniciativas, tentando promover a ilusão de que o fascismo era mais eficiente que o liberalismo e a democracia.
A colonização ultramarina, com vistas a criar “espaço vital” para colonos italianos, foi também um ponto-chave na ideologia fascista de Mussolini. A Itália, dizia-se, era a herdeira do Império Romano e de seu legado territorial. Essas ideias iriam se alastrar pela Europa e inspirar Hitler, na Alemanha, e o general Franco, na Espanha. Mussolini adotou uma política externa agressiva, tanto na Etiópia, que invadiu e ocupou em 1935, quanto como aliado da Alemanha, na Segunda Guerra Mundial.
Em 1941, tropas britânicas expulsaram os italianos da Etió pia (assim como da Eritreia e da Somália), e depois que os Aliados invadiram a Sicília, em 1943, o rei destituiu Musso lini do cargo e mandou prendê-lo. Paraquedistas alemães o resgataram da prisão, mas em 1945 ele foi capturado e fuzilado por guerrilheiros comunistas italianos.