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Curiosidades

Ciência no começo do século XIX

Publicado em 03 de setembro de 2026

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Ciência no começo do século XIX

A Revolução Industrial estimulou e foi estimulada pelas descobertas na ciência e na tecnologia. O capitalismo transformou o conhecimento numa mercadoria valiosa e a capacidade de criá-lo numa fonte de lucros.

A Física desenvolveu pesquisas sobre calor, campo importante para o desenvolvimento das máquinas. Coincidência? O alemão Helmholtz (1847) descobriu a lei da conservação da energia, também chamada de primeira lei da termodinâmica, que diz que a energia total do Universo não pode ser criada nem destruída. O mesmo acontece num espaço fechado totalmente isolado do exterior. Em compensação uma forma de energia pode ser transformada energia elétrica em calor, a lâmpada transforma em outra. Por exemplo, um chuveiro elétrico transforma energia elétrica em luminosa, o gerador transforma a energia do combustível ou da eletricidade em energia mecânica.

A segunda lei da termodinâmica foi descoberta pelo francês Carnot e pelo alemão Clausius (1850). Ela mostra que quando se converte um forma de energia em outra, sempre se perde um pouco de energia em forma de calor. O que significa que a quantidade de energia do Universo que pode ser convertida tende a descrever.

O dinamarquês Orsted (1820) e o francês Ampère mostraram que uma corrente elétrica produz um campo magnético. Pronto, estava descoberto o eletromagnetismo, que mais tarde levou a construir motores elétricos. O inglês Faraday (1821) mostrou que o campo magnético diminui com a distância, e que poderíamos imaginar caminhos em que o campo magnético seria o mesmo, as chamadas linhas de força. A física de nossos dias vê o Universo composto por campo originados de partículas.

A Química orgânica nasceu com o alemão Wohler (1828). Acreditava-se que os compostos químicos existentes nos seres vivos (chamados de orgânicos) só podiam ser produzidos por seres vivos. Pois Wohler conseguiu fazer em laboratório dos cristais de uréia, que até então existiam apenas na urina dos animais. A partir daí outros químicos passaram a sintetizar compostos orgânicos.

Na biologia, o inglês Brown (1831) descobriu os núcleos das células. O francês Dutrochet (1837) mostrou a ligação entre a clorogila e a fotossíntese nas células vegetais. Os alemães Schleiden e Schwann (1837) descobriram que todos os tecidos vivos eram compostos de células, o que alargou enormemente a compreensão da vida.

Os avanços tecnológicos na primeira metade do século XIX

Os transportes melhoraram demais com a invenção das estradas pavimentadas com pedras grandes e cobertas com pedrinhas e cascalho fino, o famoso macadame, criado pelo engenheiro inglês McAdam (1815). O cimento Partland, que usamos até hoje nas construções, foi inventado pelo pedreiro inglês Aspdin (1824). O inglês Stephenson (1825) fez uma locomotiva que funcionava decentemente, carregando vagões a 25 km por hora, mais rápido do que um cavalo faria em algumas horas. Pouco depois, a Europa e os EUA estariam cobertos de ferrovias. O norte-americano Fulton (1807) inventou barcos a vapor que logo integraram sua companhia de navegação.

Os navios a vapor eram apelidos por grandes rodas propulsoras, cheias de pás, colocadas num bordo. O engenheiro britânico Robert Wilson (1827) inventou o hélice, colocado na popa do navio, que era mais eficiente do que a roda com pás. Os ingleses Faraday e Henry (1831), respectivamente, descobriram o gerador e o motor elétrico, que seriam largamente empregados na indústria do final do século XIX. As comunicações puderam viajar na velocidade da luz quando o norte-americano Morse instalou o telégrafo (1844).

As máquinas agrícolas foram aperfeiçoadas pelos norte-americano McCormick (1834), podendo ceifar e colher mais rapidamente do que muitos homens juntos. A agricultura utilizava fezes de animais (esterco) como adubo. Os cientistas pensaram, então, em isolar as substâncias úteis às plantas e colocá-las em outros compostos, menos fedorentos e perigosos à saúde: seriam os fertilizantes químicos. O primeiro deles foi criado pelo inglês Lawes (1842).

A fotografia foi inventada pelo francês Daguerre (1839). A borracha, extraída da seiva de uma árvore, pôde ser utilizada na indústria depois da descoberta da vulcanização pelo norte-americano Goodyear (1839). A bicicleta foi uma invenção do operário inglês Macmillan (1839) e no fim do século XIX era moda em todas as classes sociais. As peças construídas por uma fábrica geralmente eram incompatíveis com as peças feitas em outra fábrica. Por exemplo, o parafuso feito aqui não entrava na porca fabricada lá. Foi o inglês Whitworth (1841) que criou a padronização das peças, que hoje é indispensável na indústria mundial.

O estetoscópio, um canudo que aumenta os sons, tão útil para os médicos auscultarem, foi criado pelo francês Laennec (1816). A anestesia, fundamental para uma medicina com sofrimentos menores, surgiu com o uso do éter e do clorofórmio por médicos norte-americanos em 1842. O problema é que a inalação desses produtos pode provocar danos sérios ao coração e ao cérebro.

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