Budismo
O Príncipe Siddharta Gautama parecia levar a vida perfeita. Era jovem, saudável, inteligente e rico. Vivia em festas, caçadas (o esporte dos nobres), banquetes. Todas as mulheres interessantes se apaixonavam e faziam amor com ele. Músicos, poetas e pintores se empenhavam em agradá-lo. Apesar da vida de prazeres, o príncipe vivia deprimido. Não encontrava sentido para a existência. Com 29 anos de idade, saiu do palácio real pela primeira vez entrou em contato com a miséria, a doença e a morte. A partir daí, Siddharta abandonou todos os bens materiais e passou a meditar profundamente. Certo dia, ao pé de uma figueira, ele foi iluminado pela verdade. Ou seja, tornou-se um Buda. Buda ensinou que a fonte da dor é o desejo.
Porque o desejo nunca se satisfaz. Quando alcançamos uma coisa, passamos a querer outra, e assim por diante. Uma ansiedade sem fim. Só quem deixa de lado a ambição, os desejos e os sentimentos negativos (violência, ignorância, inveja etx.) e assume a vida simples e humilde poderá um dia alcançar o Nirvana, que é a paz e o sentimento de que está tudo pleno, completo.
Depois da morte de Siddharta Buda (no século V a.C.), os discípulos espalharam os ensinamentos pela Ásia. O budismo é uma crença que originalmente não cutuava nenhum deus específico. Séculos mais tarde, os seguidores budistas escreveram livros com interpretações diferentes da doutrina, de acordo com os costumes de cada região e cada nação. Hoje quase não há mais budistas na Índia. A população indiana atual se divide principalmente entre hinduístas e muçulmanos. Mas o budismo conquistou milhões de adeptos em países como Sri Lanka, Japão, China, Vietnã, Coréia e Tailândia.