Viajantes e aventureiros
No século XIX, vieram para cá inúmeros viajantes europeus. Conheceram as cidades, andaram pelo interior, enfiaram-se nas selvas e nos deixaram saborosas descrições daqueles tempos. Eram cientistas como Peter Lund, que esteve em Lagoa Santa (MG) e pesquisou o homem pré-histórico, e o botânico Saint-Hilaire, ou comerciantes perspicazes como John Luccock, que descreveu o cotidiano da Colônia.
De 1821 a 1829 uma missão científica russa, organizada por Grigori Langsdorv, da Academia de Ciências de São Petersburgo, percorreu o interior do Brasil. Junto com eles, e depois por conta própria, o artista alemão Rugendas, que nos deixou bonitos desenho, importantes numa época em que não havia fotografia.
Em 1816 chegou a Missão Artística Francesa, com mestres que ensinariam na Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Junto com ela, o retratista Debret. Se os ingleses nos influenciavam no comércio, os franceses impressionavam a cultura das classes instruídas.