Santa Efigênia de Minas (MG)
Santa Efigênia de Minas é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de 310 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 130 km², sendo que 1 km² está em área urbana, e sua população foi estimada em 4 038 habitantes em 2025.
História
A região da cidade começou a ser povoada por forasteiros no começo do século XX. Por volta de 1906, foi construída uma capela, dedicada a Santa Efigênia, em terras doadas por João Soares. Essa edificação marcou o surgimento do povoado, que era conhecido como Cruz. Pela lei n°. 336 de 27 de dezembro de 1948, foi reconhecido como distrito pertencente a Virginópolis, adquirindo o nome de "Santa Efigênia". Foi emancipado pela lei n°. 2.764 de 30 de dezembro de 1962.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Governador Valadares. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guanhães, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.
O bioma original predominante é a Mata Atlântica. O município está situado na bacia do rio Doce e o relevo é predominantemente acidentado. Os principais cursos hídricos que banham Santa Efigênia de Minas são os ribeirões Pau Pintado, que passa pela cidade, e Tronqueirinhas.
Demografia
Em 2022, a população foi estimada em 4 039 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, 2 960 habitantes viviam na zona urbana (73,29% do total) e 1 079 na zona rural (26,71%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por 2 303 católicos (65,28% do total), 839 evangélicos (23,78%), 358 pessoas sem religião (10,15%) e 0,79% estão divididos entre outras religiões.
Política
A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Santa Efigênia de Minas é termo da Comarca de Virginópolis, comarca de primeira entrância do Poder Judiciário estadual. O município possuía, em maio de 2026, 4 000 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Efigênia de Minas tem seu rendimento concentrado no setor terciário da macroeconomia. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia 592 empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (24,7%), seguido pelo setor de serviços especializados para construção (15%) e por serviços domésticos (8,95%). No mesmo ano, 481 pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a administração pública (67,6%), comércio varejista (17,9%) e telecomunicações (4%).
Dentro da agricultura, o feijão representou a maior área ocupada pela lavoura temporária municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de 220 ha cultivados, seguido pelo milho (130 ha) e pela mandioca (4 ha). Enquanto isso, o cultivos permanente mais representativo foi a banana, com 9 ha cutivados. Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de 5 383 bovinos, 4 500 galináceos, 391 suínos e 214 equinos. Santa Efigênia de Minas produziu 2 526 mil litros de leite de 1 019 vacas, 7 mil dúzias de ovos de galinha de 950 galinhas e 2 100 quilos de tilápia.
Infraestrutura
Em 2022, foram registrados 40 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (23%), seguida pelos tumores (20%). Já em 2023, foram registrados 54 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi de 18,52 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos. Em 2022, segundo o IBGE, 65,10% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,66% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 66,94% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.
Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 60,18% não completaram o ensino fundamental, 11,46% tinham somente o fundamental completo, 20,66% tinham o ensino médio completo e 7,73% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 6,4 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 83,62%, resultando em 16,38% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade.