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Cidades do Brasil

Piúma (ES)

Publicado em 04 de julho de 2026

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Piúma (ES)

Piúma é um município brasileiro no litoral sul do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se a sul da capital estadual, distando desta cerca de 90 km. Ocupa uma área de aproximadamente 70 km², sendo que 6 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 23 912 habitantes em 2025.

A sede tem uma temperatura média anual de 24,7 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica, com presença de manguezais às margens dos cursos hidrográficos. Com 98% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com vinte estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,727, classificado como alto.

A área onde hoje está situado o município de Piúma era ocupada originalmente pelos goitacazes e começou a ser desbravada no século XIX. Um povoado se formou devido às terras férteis e ao desenvolvimento da pesca e em 1883, foi criado o distrito, subordinado a Anchieta, desmembrando-se em 1891. Em 1904, sua sede foi transferida para o até então distrito de Iconha, adotando este nome, mas Piúma foi emancipada em 1963.

A cidade se desenvolveu principalmente à base da pesca, que continua a ser a principal fonte de renda municipal, aliada ao artesanato e ao turismo. Piúma reúne milhares de turistas na alta temporada, que vêm em busca de suas praias, atrativos como o Monte Aghá e a culinária. Aliada ao turismo está a produção artesanal, baseada em grande parte nas conchas coletadas no próprio município, gerando o apelido de "Cidade das Conchas". Eventos como o Carnaval de Piúma e a Festa de São Pedro também se fazem presentes como atrativos culturais.

História

A área onde hoje está situado o município de Piúma era ocupada originalmente pelos goitacazes, que habitavam todo o litoral do Espírito Santo. Além dos goitacazes, que ocupavam grande parte do litoral do Espírito Santo, a região onde hoje se localiza Piúma também foi habitada por grupos do povo Puri, pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê. Estudos etno-históricos indicam que os Puris ocuparam áreas do litoral sul capixaba antes da colonização e, com o avanço das frentes coloniais e das missões jesuíticas, migraram gradualmente para o interior do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No século XIX, observou-se a chegada dos primeiros desbravadores, que se afixaram no local devido à fertilidade das terras em seu interior, dando início a um povoamento mais tarde denominado Iconha. Vieram italianos, que se ocupavam predominantemente na agropecuária e, após algum tempo, na exploração turística da orla; os libaneses, que se sustentavam a partir do comércio local; e os ingleses, que atuaram na pecuária. As terras foram apossadas por coronéis, principais responsáveis pela ratificação dos indígenas e suas culturas.

Dado o desenvolvimento econômico e demográfico, pela lei provincial nº 14, de 4 de maio de 1883, o povoado foi elevado à categoria de freguesia, subordinada ao município de Benevente (atual Anchieta) e com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Piúma. Segundo a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, o nome da freguesia foi uma homenagem à Nossa Senhora da Conceição Aparecida e "Piúma" é derivado do vocábulo tupi Pi'uma, que significa "pele negra". Em 2 de janeiro de 1891, foi criada a vila, desmembrando-se de Benevente com a denominação de Piúma, sendo constituída dos distritos de Iconha e Piúma (sede) e se instalado a 19 de janeiro do mesmo ano.

Pelo decreto estadual nº 81, de 18 de novembro de 1904, a sede foi transferida para Iconha e o então município passou a ter a denominação do ex-distrito pela lei estadual nº 1.428, de 3 de julho de 1924. Em 24 de dezembro de 1963, pela lei estadual nº 1.908, Piúma foi emancipada de Iconha, instalando-se em 6 de julho de 1964 composta pela sede municipal e pelo distrito de Aghá. Ao longo do século XX, a agricultura perdeu espaço na participação econômica municipal, que passou a ser baseada na pesca, no turismo e artesanato.

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Geografia

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 74,046 km², sendo que 5,64 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°50'16" de latitude sul e 40°43'19" de longitude oeste e está a uma distância de 89 quilômetros a sul da capital capixaba. Faz limites com os municípios de Anchieta, a norte; Iconha, a oeste; Rio Novo do Sul, a sudoeste; e Itapemirim, a sul; além do Oceano Atlântico, a leste.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.

Relevo e meio ambiente

O relevo varia de semiplano a ondulado, tendo oito quilômetros de litoral, banhados pelo Oceano Atlântico. Apenas 3% do território municipal apresenta acima de 75% de declividade, com 50% da área total tendo menos de 8% de declividade e 45% da área apresentando de 8% a 75%. O ponto mais elevado é o Monte Aghá, situado na divisa com o município de Itapemirim, que chega aos 300 m. Em 2011, 38,68% da área total apresentava terras quentes, acidentadas e de transição úmida-seca, 31,57% eram terras quentes, planas e de transição úmida-seca, 19,53% eram terras quentes, planas e secas e 10,42% eram terras quentes, planas e acidentadas. A umidade do solo sofre influência das marés, sendo constituído pelo Vale do Orobó e banhado pelos rios Novo e Iconha.

A vegetação predominante no município é a Mata Atlântica, com presença de manguezais às margens dos cursos hidrográficos, sendo que boa parte das áreas nativas, que cobrem cerca de 5% do território piumense, estavam presentes em ilhas ou em reservas ambientais como o Parque Natural dos Puris — que tem 36,63 hectares de cobertura vegetal — e a área de proteção ambiental (APA) Guanandy — que conta com cerca de 10 mil hectares que abrangem os municípios de Piúma, Itapemirim e Marataízes. As principais ilhas pertencentes a Piúma são a Ilha do Gambá, Ilha do Meio e Ilha dos Cabritos, todas consideradas como refúgios para aves e animais marinhos, além da Ilha dos Franceses, que também abriga um farol construído em 1730 por franceses é alimentado por energia solar.

Desde o começo do século XXI a cidade vem sendo afetada pelo avanço do mar e pelas ressacas, que danificaram severamente as praias e avenidas costeiras. Ocasionalmente obras e reparos emergenciais precisam ser realizados.

Clima

O clima piumense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21 °C. Outono e primavera são estações de transição, embora condições de umidade relativa elevada prevaleçam na maior parte do ano. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 170 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso.

Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar. O Monte Aghá também é alvo desses incêndios. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Piúma é o último colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 0,4804 raios por quilômetro quadrado.

Demografia

Em 2022, a população foi estimada em 22 300 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, a população era de 18 123 habitantes. Segundo o censo de 2010, 8 956 habitantes eram homens e 9 167 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 17 449 habitantes viviam na zona urbana e 674 na zona rural. Da população total em 2010, 4 305 habitantes (23,75%) tinham menos de 15 anos de idade, 12 499 habitantes (68,97%) tinham de 15 a 64 anos e 1 319 pessoas (7,28%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 76,1 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,1.

Em 2010, a população piumense era composta por 9 516 brancos (52,51%), 924 negros (5,10%), 91 amarelos (0,50%), 7 559 pardos (41,71%) e 33 indígenas (0,18%). Considerando-se a região de nascimento, 16 886 eram nascidos no Sudeste (93,18%), 43 na Região Norte (0,24%), 902 no Nordeste (4,98%), 79 no Centro-Oeste (0,43%) e 94 no Sul (0,52%). 13 967 habitantes eram naturais do estado do Espírito Santo (77,07%) e, desse total, 7 588 eram nascidos em Piúma (41,87%). Entre os 4 156 naturais de outras unidades da federação, Minas Gerais era o estado com maior presença, com 1 484 pessoas (8,19%), seguido pelo Rio de Janeiro, com 1 256 residentes (6,93%), e pela Bahia, com 560 habitantes residentes no município (3,09%).

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Piúma é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo que seu valor é de 0,727 (o 3201º maior do Brasil). A cidade possui a maioria dos indicadores próximos à média nacional segundo o PNUD. Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,643, o valor do índice de longevidade é de 0,852 e o de renda é de 0,702. De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 51,53% e em 2010, 88,16% da população vivia acima da linha de pobreza, 6,87% encontrava-se na linha da pobreza e 4,97% estava abaixo e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,51, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 54,83%, ou seja, 13 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 4,08%.

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de Piúma está composta por: 9 588 católicos (52,9%), 5 857 evangélicos (32,32%), 1 825 pessoas sem religião (10,07%), 224 espíritas (1,24%) e 3,47% estão divididos entre outras religiões. Em alguns períodos de alta temporada, com a vinda de turistas, a população municipal chega a quintuplicar, podendo passar dos 100 mil habitantes.

Política e administração

A administração municipal se dá pelos Poderes Executivo e Legislativo. O Executivo é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários. O atual prefeito é José Ricardo Pereira da Costa, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), eleito nas eleições municipais de 2016 com 51,31% dos votos válidos e empossado em 1º de janeiro de 2017, ao lado de Martha Scherrer como vice-prefeita. O Poder Legislativo, por sua vez, é constituído pela câmara municipal, composta por onze vereadores. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Em complementação ao processo Legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais em atividade, entre os quais dos direitos da criança e do adolescente, criado em 2007, e tutelar (1998). Piúma se rege por sua lei orgânica, que foi promulgada em 1990, e abriga uma comarca do Poder Judiciário estadual, de primeira entrância, que funciona no Fórum Desembargador Gilson Veira de Mendonça. O município possuía, em fevereiro de 2017, 16 042 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que representa 0,589% do eleitorado capixaba.

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Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de Piúma é um dos maiores de sua região, com importante participação da pesca e do turismo. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2011, o PIB do município era de R$ 304 705 mil. 9 441 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 16 592,50. Em 2010, 68,45% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 7,43%.

Salários juntamente com outras remunerações somavam 14 971 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,5 salários mínimos. Havia 563 unidades locais e 560 empresas atuantes. Segundo o IBGE, 61,39% das residências sobreviviam com menos de salário mínimo mensal por morador (3 529 domicílios), 27,09% sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa (1 557 domicílios), 4,02% recebiam entre três e cinco salários (231 domicílios), 3,06% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos (176 domicílios) e 4,38% não tinham rendimento (252 domicílios).

Setor primário

Em 2011, de todo o PIB da cidade, 9 243 mil reais era o valor adicionado bruto da agropecuária, enquanto que em 2010, 9,47% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor. Segundo o IBGE, em 2012 o município possuía um rebanho de dois asininos, 5 943 bovinos, 42 caprinos, 242 equinos, 16 muares, 386 ovinos, 89 suínos e 3 100 aves, entre estas 690 galinhas e 2 410 galos, frangos e pintinhos. Neste mesmo ano, a cidade produziu 910 mil litros de leite de 800 vacas, 5 mil dúzias de ovos de galinha e 620 quilos de mel de abelha. A pesca, no entanto, apresenta-se como principal fonte de renda do setor primário.

Na lavoura temporária, são produzidos principalmente a mandioca (300 toneladas produzidas e cinco hectares cultivados), o milho (28 toneladas e dez hectares) e o feijão (seis toneladas e oito hectares). Já na lavoura permanente, destacam-se o café (588 toneladas produzidas e 340 hectares cultivados), a banana (200 toneladas produzidas e dez hectares cultivados) e o látex (70 toneladas e 50 hectares), além da manga e do coco-da-baía.

Setores secundário e terciário

Em 2011, 168 455 mil reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário. Grande parte deste valor é oriunda das instalações da Samarco Mineração, presente também nos municípios de Anchieta e Guarapari. A Usina de Pelotização da Samarco está situada no povoado de Ubu, em Anchieta, mas muitos de seus trabalhadores residem em Piúma ou em cidades próximas, que recebem receitas tributárias e parte das ações sociais promovidas pelas indústrias. Em 2012, de acordo com o IBGE, também foram extraídos 460 m³ de madeira em lenha e 1 150 m³ de madeira em toras e segundo estatísticas do ano de 2010, 1,33% dos trabalhadores de Piúma estavam ocupados no setor industrial extrativo e 8,64% na indústria de transformação.

Também em 2010, 12,88% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 2,04% nos setores de utilidade pública, 20,76% no comércio e 42,32% no setor de serviços e em 2011, 117 566 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário. As praias de Piúma são os principais atrativos do município, havendo, consequentemente, bastantes hotéis, pousadas e restaurantes, que na alta temporada e durante feriados prolongados hospedam e atendem a vários turistas que vêm principalmente do Rio de Janeiro e Minas Gerais, favorecendo o desenvolvimento do movimento comercial piumense, que tem se expandido nos últimos anos.

Infraestrutura

Habitação e criminalidade

No ano de 2010, a cidade tinha 5 748 domicílios particulares permanentes. Desse total, 4 713 eram casas, 1 005 eram apartamentos, 24 eram casas de vila ou em condomínio e seis eram habitações em casas de cômodos ou cortiços. Do total de domicílios, 4 243 são imóveis próprios (4 179 já quitados e 64 em aquisição), 1 138 foram alugados, 355 foram cedidos (85 cedidos por empregador e 270 cedidos de outra forma) e 12 foram ocupados sob outra condição. Parte dessas residências conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. 5 451 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água (94,83% do total); 5 710 (99,33%) possuíam banheiros para uso exclusivo das residências; 5 565 (96,88% deles) eram atendidos por algum tipo de serviço de coleta de lixo; e 5 721 (99,53%) possuíam abastecimento de energia elétrica.

A criminalidade ainda é um problema presente em Piúma. Entre 2009 e 2011, foram registrados 17 homicídios (nove em 2009, três em 2010 e cinco em 2011) e oito óbitos por acidentes de trânsito (um em 2009, três em 2010 e quatro em 2011). De 2006 a 2008, também foi registrada uma taxa de 2,0 suicídios a cada 100 mil habitantes, sendo o 53º colocado a nível estadual e o 2159º a nível nacional.

Saúde e educação

Em 2009, o município possuía 20 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 15 públicos municipais e cinco privados. Do total, 16 eram integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, 96,9% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2011, foram registrados 264 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 3,79 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. Em 2010, 9,38% das adolescentes de 10 a 17 anos tiveram filhos, sendo 0,44% delas entre 10 e 14 anos e a taxa de atividade nesta faixa etária de 5,10%. Do total de crianças menores de dois anos pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2012, 0,25% estavam desnutridas.

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Piúma era, no ano de 2011, de 4,7 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,3 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,1; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,0. Em 2010, 1,59% das crianças com faixa etária entre seis e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 45,76% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 97,86%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 19,4% para os anos iniciais e 34,6% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 23,4%. Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 54,12% tinham completado o ensino fundamental e 35,13% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 9,04 anos esperados de estudo.

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 5 144 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 158 frequentavam creches, 701 estavam no ensino pré-escolar, 228 na classe de alfabetização, 46 na alfabetização de jovens e adultos, 2 669 no ensino fundamental, 642 no ensino médio, 114 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 96 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 49 na especialização de nível superior, 436 em cursos superiores de graduação e seis em mestrado. 12 979 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 1 363 nunca haviam frequentado e 11 616 haviam frequentado alguma vez. O município contava, em 2012, com 4 221 matrículas nas instituições de ensino da cidade, sendo que dentre as onze escolas que ofereciam ensino fundamental, nove pertenciam à rede pública municipal, uma à rede estadual e uma à rede privada. Dentre as duas escolas que forneciam o ensino médio, uma pertencia à rede estadual e a outra era o campus do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) na cidade, que oferece cursos técnicos e superiores nas áreas de pesca e aquicultura e abrange a região da costa sul do estado.

Comunicação e serviços básicos

O código de área (DDD) de Piúma é 028 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) vai de 29285-000 a 29289-999. No dia 3 de novembro de 2008, o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outros municípios com o mesmo DDD. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.

A responsável pelo serviço de abastecimento de energia elétrica é a EDP Espírito Santo (antiga Escelsa), que atende ainda a outros 69 municípios do estado, dentre os 78. Já o serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade é feito pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (CESAN), sendo que em 2008 havia 12 643 unidades consumidoras e eram distribuídos em média 9 929 m³ de água tratada por dia.

Transportes

A frota municipal no ano de 2012 era de 7 512 veículos, sendo 3 424 automóveis, 224 caminhões, 32 caminhões-trator, 578 caminhonetes, 193 caminhonetas, 33 micro-ônibus, 1 743 motocicletas, 1 120 motonetas, 15 ônibus, 49 utilitários e 101 classificados como outros tipos de veículos.

A ES-060, mais conhecida como Rodovia do Sol, é a principal ligação de Piúma e outros municípios do litoral sul capixaba à Região Metropolitana de Vitória e à BR-101.

A cidade conta com um terminal rodoviário, que é o Terminal Rodoviário Juracy Bassul, oferecendo saídas diárias regulares para Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e a outros municípios capixabas, fluminenses e ainda mineiros através de empresas como Gontijo, Viação Itapemirim, Viação Planeta e Viação Riodoce, além da Viação Sudeste, que também oferece linhas municipais.

Cultura

Espaços e instituições culturais

Piúma possui legislações municipais de proteção ao patrimônio cultural material, ministradas por uma secretaria municipal exclusiva, que é o órgão gestor da cultura no município. Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca mantida pelo poder público municipal e estádios ou ginásios poliesportivos, segundo o IBGE em 2005 e 2012. Há existência de equipes artísticas de manifestações tradicionais populares, equipes de dança e música, bandas, corais, grupos de capoeira, bloco de carnaval e grupos artísticos de desenho e pintura, de acordo com o IBGE em 2012.

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural piumense, sendo que, segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas em Piúma são o bordado e a culinária local, além do artesanato produzido com as conchas coletadas nas ilhas e praias do município, que faz com que a cidade tenha o título de "Cidade das Conchas". São produzidos colares, brincos, pulseiras e diversos objetos de decoração e o setor representa uma das principais fontes de renda da economia local.

Atrativos e eventos

Dentre os principais eventos realizados regularmente em Piúma, que configuram-se como importantes atrativos, destacam-se o Carnaval, realizado em fevereiro ou março com trios elétricos, desfiles de blocos carnavalescos e espetáculos musicais ao longo da Avenida Beira Mar, sendo um dos maiores do litoral sul capixaba e atraindo centenas de pessoas de várias cidades dentro e fora do estado; a Festa de São Pedro, também conhecida como Festa dos Pescadores, no final de junho, com missas, celebrações religiosas, espetáculos musicais e mostras culturais voltadas à tradição religiosa, em homenagem ao padroeiro São Pedro; e a Festa de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro, em homenagem à Nossa Senhora da Conceição.

Durante a alta temporada turística, que normalmente vai de novembro a janeiro e se estende até o carnaval, a prefeitura também organiza uma programação que envolve shows com trios elétricos, esportes radicais e de aventura e arenas esportivas nas praias de Piúma, que atrai um forte fluxo turístico todos os anos. Conforme citado acima, em certas ocasiões a cidade chega a abrigar mais de 100 mil turistas, com grande parte oriunda de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, além do próprio Espírito Santo. O Monte Aghá também é um dos principais atrativos, sendo possível avistá-lo de toda a orla piumense.

Feriados

Em Piúma há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são a Sexta-Feira Santa, que em 2026 é comemorada no dia 3 de abril; o dia do pescador e de São Pedro, celebrado em 29 de junho; e o dia de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro. De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.

Bibliografia

Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) (2020). «Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROATER) 2020-2023: Piúma» (PDF). Consultado em 25 de setembro de 2023. Cópia arquivada (PDF) em 8 de março de 2022

Lopes, Adriana Tiago (2016). «Piúma (ES) - "Cidade das Concha"s: uma análise do artesanato como ícone de patrimônio local» (PDF). Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Consultado em 25 de setembro de 2023. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2023

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