PUBLICIDADE
Curiosidades

Os Deuses do Olimpo

Publicado em 14 de agosto de 2026

COMPARTILHE:
Os Deuses do Olimpo

A religião era um fator de unidade entre os gregos. Mas não havia livros sagrados, nada parecido com uma Bíblia dos hebreus. Também não havia sarcedotes como no Egito, na Pérsia ou na Babilônia. As crenças eram baseadas na tradição oral (contada de pai para filho) e nos poemas de autores notáveis como, por exemplo, Homero e Hesíodo. Os cultos religiosos eram dirigidos pelo Estado e normalmente se confundiam com manifestações patrióticas.

Para os judeus (e depois também para os cristãos e muçulmanos), Deus criou o universo a partir do nada. Para os gregos, essa seria uma hipótese absurda. Para eles, o que havia inicialmente era o caos. Do caos surgiram Urano (céu) e Gaia (Terra). Da união dos dois, nasceram os titãs, entre eles Cronos, o deus do tempo, que devorava os próprios filhos! (Não é isso que o tempo faz? Nascemos dele e por ele somos consumidos...)

A religião grega era politeísta. Para os gregos, os deuses tinham um comportamento muito parecido com o dos humanos. Nada tinham de perfeito, a não ser o fato de serem imortais. Podiam até sentir ciúmes e inveja. Alguns deuses se apaixonavam por humanos e tinham filhos com eles!

Os deuses gregos viviam no monte Olimpo. Zeus era uma espécie de rei dos deuses. Casado com Hera, protetora do casamento, que, ironicamente, volta e meia é traída por Zeus com alguma mortal (teve inúmeros filhos assim). Posêidon, irmão de Zeus, era o deus dos mares. O outro irmão de Zeus, Hades, era o responsável pelo mundo subterrâneo. Quando os homens e mulheres morriam iam para o reino de Hades, onde se tornavam humildes sombras sem memória. Somente os grandes heróis é que podiam viver planamente depois da morte, Iam viver nos Campos Elísios.

Os filhos de Zeus e de Hera também eram deuses destacados. Palas Atena era deusa da inteligência, protetora dos sábios e, claro, da cidade de Atenas. Ensinou os homens a elaborar leis e a fabricar o azeite de oliva. O belíssimo Apolo era o deus do equilíbrio e da verdade. Protegia os músicos, poetas e médicos. Irmã gêmea de Apolo, a deusa Artêmis era protetora dos caçadores e das mulheres virgens. Suas flechas sempre atingiam o alvo. A linda Afrodite era a deusa do amor. O deus da guerra era o terrível Ares. Odiado pelos pais, mas amada pelo tio Hades. Os gregos o respeitavam e o temiam, mas jamais o cultuavam. O mais habilidoso era Hefaísto.

Ele era feio e mancava, mas de sua oficina saíam objetos e máquinas maravilhosas. Foi ele quem ensinou o artesanato aos humanos. Hermes era o deus mensageiro, protetor dos comerciantes... e dos ladrões. Dionísio era um deus oposto a Apolo. Enquanto Apolo era o deus da razão (da racionalidade) e do equilíbrio, Dionísio era o deus do vinho, da loucura, das paixões desenfreadas, do prazer sem compromisso. O ser humano não seria uma mistura desses dois deuses?

Havia também algumas criaturas fantásticas como as ninfas, que não eram imortais mas viviam longamente, mulheres lindas que se divertiam na natureza, cantavam e dançavam e podiam ter poderes especiais. Muitos deuses se apaixonaram por algumas delas, mas algumas podam ser terríveis. Os sátiros (que os romanos chamavam de faunos) eram criaturas grotescas e bem-humoradas, com corpo de homem misturado com corpo de bicho (bode, cavalo), e que acompanhavam o deus Dionísio nas farras com vinho e, se pudessem, com as belas ninfas.

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Os Deuses do Olimpo 3 min de leitura