O Rococó e o Neoclássico
O gosto europeu do século XVIII não era mais o barroco. Agora, a nova maneira de fazer arte e de ver o mundo era o rococó. O estilo rococó tem muito a ver com aquela aristocracia (nobreza) que vivia despreocupada, curtindo seu luxo e alegria, parecendo imaginar que seus privilégios seriam eternos. Muitas pessoas confundem o barroco com o rococó, porque os dois estilos abusam dos ornamentos. Mas o rococó não é um estilo tenso e pasado, cheio de movimento e contradições como o barroco.
O rocoó é tranquilo, gracioso, refinado, elegante como a nobreza do século XVIII. Era uma arte par causar prazer sem excessos. O rococó é leve, delicado, alegrezinho. Curiosamente, o rococó tem a ver com as Luzes do século XVIII. Por exemplo, no gosto pela simplicidade, pelas cenas cheias de luminosidade e cores suaves, pelos temas da natureza e dos pastorezinhos que lembram o "homem é bom por natureza".
No final do século XVIII o estilo rococó conviveu com o estilo neoclássico. Em da alegria, da leveza e da aparente superficialidade rococó, a cena despojada (sem enfeites nem artifícios). A inspiração é a Roma antiga, idealizada como uma sociedade na qual não havia o luxo da nobreza, nem a imoralidade ou a corrupção. Apesar de tão diferente do estilo rococó, o neoclássico da época compartilhava a visão de mundo iluminista porque valorizava a clareza e a simplicidade, as formas equilibradas que sugerem a racionalidade do mundo.
Portanto, devemos tomar cuidado com as simplicações. As mentalidades, assim como os estilos artísticos, combinam inúmeras visões de mundo. Como vimos acima, os valores da aristocracia e do iluminismo puderam se combinar. No rocoó e no neoclassicismo.
As mudanças na música parecem mais lentas. Enquanto a arquitetura, a porcelana e a pintura já eram rococós, a música ainda seria feita no estilo barroco até a metade do século XVIII (Vivaldi morreu em 1741). No século XVIII, os países alemãos eram o berço de grandes músicos. Ali haviam nascido J. S. Bach, G. Haendel, J. Haydn, na cidade austríaca de Salzburgo, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Menino-prodígio e compositor de criatividade inesgotável, Mozart aderiu à maçonaria.
Em suas óperas, os nobres muitas vezes apareciam como tolos ou tiranos, e os criados como bons e espertos. Na famosa Die Zauberflote (A Flauta Mágica), a Rainha da Noite vê as trevas serem engolidas pela luz enquanto o coro anunciava a vitória da razão.