Iluminismo
O Iluminismo, ou Era da Razão, foi um movimento cultural e filosófico baseado no poder da razão. Em sua origem está o desenvolvimento científico no século XVII — notadamente por meio das obras do filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650) e, mais tarde, do matemático inglês Isaac Newton (1642-1727), cujas descobertas a respeito das leis da gravidade e do movimento influenciaram o trabalho de muitos outros cientistas na Europa.
Ganhando impulso no século XVIII, os pensadores do Iluminismo questionaram a ordem social estabelecida e as instituições, atacando tanto as superstições quanto a própria Igreja como inimigas da razão.
Escritores e filósofos, como Voltaire e Rousseau, começaram a aplicar os princípios do Iluminismo à sociedade, defendendo o ponto de vista de que todas as pessoas são iguais. Na Grã-Bretanha, Adam Smith e David Hume defendiam o liberalismo econômico e o empirismo, enquanto o escritor e ativista político Thomas Paine escrevia a favor da independência norte-americana e da Revolução Francesa.
A força intelectual do Iluminismo se espalhou para outros centros urbanos da Europa. Poderosos monarcas europeus começaram a receber os filósofos em suas cortes (embora nem sempre pusessem em prática suas ideias progressistas). Fre derico, o Grande, da Prússia, que patrocinou filósofos e cientistas, via a si mesmo como líder do Iluminismo. Na Rússia, principalmente sob o comando de Catarina, a Grande, o governo incentivava as artes e as ciências. Na América do Norte, os ideais iluministas influenciaram Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, dois dos fundadores dos Estados Unidos.
Ajudadas pela ampla penetração da imprensa, as teorias do Iluminismo influenciaram a política, o direito, a economia, a teoria científica e as artes, formando a base intelectual para a Revolução Francesa e a Revolução Norte-Americana.