PUBLICIDADE
Idade Contemporânea

Resistência ao Domínio Colonial Europeu

Publicado em 13 de novembro de 2025

COMPARTILHE:
Resistência ao Domínio Colonial Europeu

Enquanto os europeus se apressavam em reivindicar o continente africano, os africanos subjugados se revoltavam contra seus opressores. A resistência, entretanto, carecia de coesão, e a tecnologia militar superior dos europeus esmagava a maior parte dos movimentos de oposição.

No Nordeste da África, em territórios que hoje fazem parte do Egito, Sudão e Somália, ocorreram algumas das rebeliões mais acirradas, principalmente quando a luta era em defesa do islamismo. Quando a Grande Somália foi dividida entre a Grã-Bretanha, Itália e Etiópia, durante a “Disputa pela África”, os muçulmanos do Chifre da África formaram um exército (conhecido como “os dervixes”) e criaram um Estado governado pelo líder religioso somali Mohammed Abdullah Hassan. Os dervixes conseguiram manter os britânicos a distância durante 25 anos, até que, em 1920, bombardeios aéreos os derrotaram.

Na África do Sudoeste (hoje Namíbia), de colonização alemã, os hereros, destituídos de sua terra e de seus rebanhos, organizaram um levante entre 1904 e 1907. Os alemães fuzilavam os rebeldes ou os enviavam para campos de trabalho forçado. O resultado foi que mais de 75% dos hereros pere ceram (de 80 mil, antes de 1904, ficaram reduzidos a 15 mil, em 1911).

A ocupação da África Oriental Alemã (hoje Tanzânia) também provocou uma violenta resistência africana, em particular à política alemã de plantar algodão para ser exportado. O levante ficou conhecido como Rebelião Maji Maji, nome derivado da palavra suaíli para “água” (pois um médium havia convencido os rebeldes de que sua água mágica os protegeria dos tiros inimigos). O governo alemão esmagou a revolta e destruiu sistematicamente as aldeias, plantações e depósitos de alimentos dos nativos. A fome resultante acarretou cerca de 200 mil mortes.

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Resistência ao Domínio Colonial Europeu 2 min de leitura