Império Franco e Carlos Magno
Os francos constituíam uma sociedade guerreira, com base no que é hoje a Bélgica. Um de seus grupos se mudou para a Gália, onde estabeleceu a dinastia merovíngia. Na formação da Europa Ocidental, os francos teriam influência maior que qualquer outro povo bárbaro.
Um de seus líderes mais poderosos, Clóvis, que se tornara governante dos francos ocidentais em 481 e se convertera ao cristianismo, submeteu ao seu domínio a maior parte do que hoje é França e metade da Alemanha. Gradativamente, a dinastia merovíngia consolidou sua influência sobre os reinos vizinhos – de modo que, ao final do século VII, os francos dominavam grande parte da Europa Ocidental.
Em 732, exércitos árabes penetraram a França através da Espanha, mas foram derrotados na Batalha de Poitiers pelo líder franco Carlos Martel, livrando a França e a maior parte da Europa Ocidental da dominação árabe. Em 768, Carlos Magno, neto de Carlos Martel, subiu ao trono do Império Franco (também chamado Império Carolíngio). Em seu zelo para cristianizar a Europa – bem como para defender e enriquecer seus domínios -, Carlos Magno tratou de estender seu império, que passou a englobar parte da Espanha, da Alemanha e uma grande porção da Itália. A leste, obteve retumbante vitória sobre os ávaros (guerreiros asiáticos semelhantes aos hunos), subjugando também alguns eslavos.
Depois que ajudou a expulsar os lombardos da Itália e a devolver ao papado as terras que ocupavam, o papa Leão III o convidou a ir até Roma, onde o coroou imperador do Sacro Império Romano no Dia de Natal do ano 800. Esse evento inaugurou o que viria a se tornar o Sacro Império Romano-Germânico, uma união de territórios do centro da Europa que constituiu importante força motriz por trás das Cruzadas.
Homem de boa escolaridade, Carlos Magno aprimorou o sistema jurídico, encorajou a educação escolar e promoveu as artes (o que impulsionou um renascimento artístico em sua corte, conhecido como a Renascença Carolíngia). Quando morreu, em 814, o império foi dividido em três reinos separados – França, Itália e Alemanha -, governados por três de seus netos e acabou se desagregando.