Renascença
Na Europa do século XIV, o crescente contato com o Extremo Oriente e com o mundo islâmico estimulou novas descobertas e formas de pensar. Surgiu também um grande interesse pela cultura e pelos valores da Grécia e Roma antigas. Tal despertar artístico e intelectual – conhecido como Renascença – emergiu na Itália quando pesquisadores começaram a recuperar e a estudar textos clássicos (muitos dos quais provenientes do mundo árabe, por intermédio da Espanha muçulmana e de Bizâncio).
A Renascença também enriqueceu a escola de pensamentos conhecida como humanismo, que depositava mais importância na capacidade do indivíduo que em poderes divinos ou sobrenaturais. Artistas como Botticelli e Michelangelo começaram a representar a forma humana com incrível realismo, enquanto poetas italianos, como Dante e Petrarca, exploravam a natureza humana.
Arquitetos como Brunelleschi e Palladio criavam prédios que podiam ser comparados aos melhores exemplos do mundo antigo, enquanto o genial Leonardo da Vinci, pintor, escultor, engenheiro e mestre de inúmeras outras disciplinas, constituía o arquétipo do Homem Renascentista. Famílias ricas e poderosas, como os Médici, de Florença, forneceram o suporte financeiro para muitas das conquistas artísticas e técnicas da Renascença.
Por volta do ano 1500, a Renascença alcançou o Norte da Europa, onde assumiu caráter mais religioso. O sábio holandês Erasmo, com suas críticas à Igreja católica, ajudou a fomentar a Reforma Protestante. Fundamental par a livre circulação de ideias na Europa foi a prensa tipográfica, inventada por Guttemberg em 1450, aperfeiçoando o sistema de tipos móveis que os chineses criaram séculos antes e aproveitando os avanços na produção de papel obtidos pelos árabes.