Idade Média: Filósofos de Deus
A maioria dos filósofos medievais eram homens da Igreja dedicados ao estudo. Conheciam algumas obras dos gregos antigos e de certa forma se sentiam continuadores deles. Por exemplo, santo Agostinho (final do século IV) tomou emprestado idéias de Platão para um pensamento original.
O principal tema era religioso. Os pensadores medievais tentavam elucidar questões filosóficas como: é possível provar racionalmente a existência de Deus? Ou será que a fé deve ser baseada apenas no sentimento místico? Se Deus é infinitamente bom, por que criou seres malvados como o diabo e os humanos pecadores? Se Deus é perfeito (e portanto completo), por que então precisou criar o Universo?
No século XII, os árabes muçulmanos e judeus da Espanha transmitiram aos europeus inúmeras obras do grego Aristóteles que eram desconhecidas pelos cristãos ocidentais. Em pouco tempo, as obras aristotélicas redescobertas entusiasmaram os jovens estudiosos. A Igreja ficou preocupada. Aristóteles não foi cristão (era grego antigo!) e ainda por cima foi admirado pelos muçulmanos. Mas tudo ficou acertado quando São Tomás de Aquino (1224-1274) conseguiu adaptar a filosofia de Aristóteles ao cristianismo (alguém já disse que ele "batizou Aristóteles").
O tomismo (filosofia de Tomás de Aquino) tornou-se a interpretação predominante na Igreja Católica. A filosofia cristã dos últimos séculos da Idade Média recebeu o nome de Escolástica.