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Idade Contemporânea

Guerras Revolucionárias e Napoleônicas da França e o Congresso de Viena

Publicado em 13 de novembro de 2025

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Guerras Revolucionárias e Napoleônicas da França e o Congresso de Viena

Entre 1792 e 1815, diversas coalizões europeias lutaram contra a França. Primeiramente foram as Guerras Revolucio nárias Francesas (1792-1802), quando a França procurou se defender e difundir o republicanismo; depois, as Guerras Napoleônicas (1803-15), nas quais Napoleão Bonaparte tentou dominar a Europa.

A Áustria, a Prússia, a Espanha, as Províncias Unidas ( antecessoras dos Países Baixos) e a Grã-Bretanha formaram a primeira coalizão contra a França, inicialmente com o propó sito de devolver o poder a Luís XVI. Em 1796, o novo comandante das tropas francesas, Napoleão Bonaparte, conquistou uma sequência de vitórias decisivas contra os austríacos no Norte da Itália.

No início de 1797, a França aniquilou a coalizão no continente e isolou a Grã-Bretanha. Em 1798, entretanto, Napoleão foi derrotado pelo almirante inglês Horatio Nelson na Batalha do Nilo, travada na costa do Egito. Um ano mais tarde, Napoleão derrotou os austríacos na Batalha de Marengo. Tratados de paz com a Áustria (1801) e a Grã-Bretanha (1802) puseram fim às Guerras Revolucionárias Francesas.

Em 1803, a guerra irrompeu novamente e, em 1805, Nelson destruiu as frotas combinadas da Espanha e da França na Batalha de Trafalgar, durante a qual foi mortalmente ferido. No mesmo ano, Napoleão derrotou a Áustria e a Rússia na Batalha de Austerlitz. Grande parte da Europa Ocidental estava agora sob o controle do Império Francês.

Em seguida, Napoleão pôs a Espanha na alça de mira, mas foi rechaçado da península Ibérica pela Espanha, Portugal e Grã-Bretanha em 1811. Napoleão foi finalmente derrotado quando atacou a Rússia, em 1812, perdendo cerca de meio milhão de homens durante o rigoroso inverno. Em 1814, foi obrigado a abdicar. Retornou ao poder brevemente, em 1815, mas foi derrotado por forças prussianas, britânicas e belgas na Batalha de Waterloo.

A seguir, o Congresso de Viena, idealizado pelo estadista e príncipe austríaco Von Metternich e realizado em 1814-15 (o congresso prosseguiu mesmo durante o retorno de Napoleão), estabeleceu um novo equilíbrio de poder na Europa, centrado nas cinco “Grandes Potências”: Grã-Bretanha, França, Prússia, Áustria e Rússia.

O mapa político da Europa foi redesenhado, e um novo rei instalado na França; a republicana Holanda se uniu à Bélgica sob um mesmo soberano; a Polônia e a Itália foram redistribuídas entre as Grandes Potências. Alguns historiadores acreditam que o acordo evitou, por quase 100 anos, uma guerra generalizada na Europa.

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