Os Britânicos na Índia
A invasão do território indiano promovida pelo xá Nader expusera a fragilidade dos imperadores mongóis, cujo poder decrescera progressivamente nas mãos dos vice-reis das províncias. Por volta do ano 1700, a Companhia Britânica das Índias Orientais já estabelecera importantes postos comerciais em Madras, Bombaim (hoje Mumbai) e Calcutá.
Em meados da década de 1700, a hostilidade anglo-francesa provocara uma guerra entre britânicos e franceses pela supremacia na Índia. O general britânico e administrador colonial Robert Clive (“Clive da Índia”) conseguiu derrotar os franceses no Sul, depois que as forças da França já haviam tomado a cidade de Madras. Em 1757, ele retomou Calcutá de Nawab (Nabob) Siraj ud daula, e sua vitória na Batalha de Plassey (Palashi), nesse mesmo ano, colocou Bengala — a província mais rica da Índia, com cerca de 20 milhões de habitantes — sob o controle da Companhia das Índias Orientais.
Ao longo das décadas seguintes, os britânicos expandiram firmemente seu domínio sobre a região, embora sofrendo forte competição francesa. Em 1806, toda a Índia já estava sob o controle direto, ou pelo menos sob a influência da Companhia das Índias Orientais. A companhia mantinha um exército próprio, de 300 mil homens, o mais temível da Ásia, que a ajudou a sustentar o domínio sobre a Índia e que também lutou intensivamente em outras regiões.
Quando a Revolução Industrial se firmou na Grã-Bretanha, a Índia começou a exportar matérias primas (como índigo e algodão cru, além de ópio para a China), em vez de tecidos manufaturados. A Companhia das Índias Orientais, por sua vez, começou a atuar mais como um instrumento do governo colonial, tendo perdido o monopólio do comércio com a Índia em 1813. Insurreições generalizadas durante a Revolta dos Cipaios, em 1857, fizeram com que o controle da Índia passasse da Companhia das Índias Orientais para o governo britânico, o que ocorreu em 1858. Em 1876, a rainha Vitória foi proclamada Imperatriz da Índia.