Migrações Bárbaras
Por volta de 350, “hordas bárbaras” – que incluíam as tribos indo-europeias dos godos e dos vândalos, oriundas das regiões do Baixo Danúbio e do mar Negro – penetraram a Europa Ocidental em busca de novas terras e riquezas. Mudanças climáticas e um aumento na população os impeliram a migrar para oeste; outro motivo foi a invasão de seus territórios pelos hunos, nômades temíveis que provinham da Ásia central e que haviam conquistado grandes áreas entre o Reno e o mar Cáspio.
Os ataques dos povos bárbaros ensejaram três vezes o saque de Roma: primeiramente pelos gauleses, em 387, depois pelos visigodos (godos originários da Dácia, região hoje situada na Romênia), em 410, e finalmente pelos vândalos, em 455 – que permaneceram na cidade duas semanas e pilharam muitas obras de arte. Tais invasões acabaram provocando o colapso do Império Romano na Europa Ocidental. Esses distúrbios propiciaram o aparecimento de novos domínios, como o reino franco, na França, e a fixação na Inglaterra de anglos, saxões e jutos, vindos da Alemanha e da península da Jutlândia (hoje dividida entre a Dinamarca e o extremo norte da Alemanha). Os hunos, que haviam assolado a Gália e a Itália, desapareceram do cenário europeu após a derrota e posterior morte de Átila, seu grande líder, ocorrida em 453.
No século seguinte, os bizantinos subjugaram tanto os vândalos, no Norte da África, quanto os ostrogodos (godos da área do mar Negro), que haviam se estabelecido na Itália. Os visigodos, que haviam ocupado grande parte da Espanha, foram derrotados pelos francos, em 507; depois, no século VIII, foram absorvidos pelos invasores muçulmanos. A tribo germânica dos lombardos, que haviam se estabelecido nas planícies húngaras, invadiu e ocupou a Itália em 568. O reino lombardo permaneceu independente até os francos entrarem na península Itálica, em 773.