Descubra as explicações científicas para as vozes e visões que guiaram a Donzela de Orléans durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453)

Joana d’Arc, a jovem camponesa que mudou o rumo da história francesa, continua a fascinar o mundo séculos depois. Nascida por volta de 1412 em Domrémy, no contexto caótico da Guerra dos Cem Anos (1337-1453), ela afirmava ouvir vozes divinas e ver visões de santos como São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. Essas experiências a impulsionaram a liderar exércitos, aliviar o cerco de Orléans e coroar Carlos VII. Mas o que a neurociência moderna diz sobre essas “visões”? Seriam milagres divinos, alucinações patológicas ou algo intermediário?

Neste artigo, exploramos as principais hipóteses científicas, desde epilepsia parcial até migrâneas, sem negar o impacto histórico de Joana. Para entender melhor o período medieval, confira páginas como a Civilização Minoica (c. 2700-1450 a.C.) ou a Civilização Micênica (c. 1600-1100 a.C.), que contextualizam a evolução das sociedades europeias antigas.

O Contexto Histórico: Uma França Dividida na Guerra dos Cem Anos

A vida de Joana d’Arc foi moldada pela longa conflito entre França e Inglaterra, conhecido como Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Os ingleses, sob reis como Henrique V, reivindicavam o trono francês, conquistando territórios como Normandia após vitórias como Agincourt (1415). A França estava fragmentada: o delfim Carlos VII era deserdado pelo Tratado de Troyes (1420), e alianças com borgonhenses complicavam o cenário.

Em meio a essa crise, surge Joana, uma adolescente iletrada de família camponesa. Aos 13 anos, ela relata sua primeira visão no jardim de casa: uma luz brilhante e uma voz ordenando que ela salvasse a França. Essas experiências se repetem, guiando-a até o delfim. Para mais sobre líderes históricos, veja biografias como Carlos Magno ou Alexandre, o Grande.

Joana convence Carlos VII, recebe armadura e lidera o exército. Em 1429, alivia Orléans, virando o jogo da guerra. Vitórias seguem em Jargeau e Patay, culminando na coroação em Reims. Capturada em 1430, é julgada por heresia e queimada em 1431. Reabilitada em 1456 e canonizada em 1920, sua história inspira até hoje.

As Visões de Joana: Relatos do Julgamento de 1431

Os detalhes das visões vêm principalmente do julgamento de condenação em Rouen, controlado pelos ingleses, e do processo de reabilitação. Joana descreve:

“Eu tinha treze anos quando ouvi uma Voz de Deus para me ajudar e guiar. A primeira vez, fiquei muito assustada. Ouvi essa Voz à minha direita, e raramente sem uma luz acompanhando.”

As vozes pertenciam a São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, aparecendo com luzes brilhantes, cheiros agradáveis e mensagens claras: expulsar os ingleses e coroar o rei. Elas ocorriam acordada ou dormindo, às vezes desencadeadas por sinos de igreja.

Comparando com outras figuras históricas, como Paulo de Tarso ou Sidarta Gautama, muitas experiências místicas envolvem vozes e visões. Explore mais em Budismo (c. 500 a.C. – presente) ou Nascimento do Cristianismo (c. 30-100 d.C.).

Hipóteses Neurocientíficas: Epilepsia como Explicação Principal

A neurociência moderna sugere explicações neurológicas para as visões de Joana, sem reduzir seu impacto.

Epilepsia Parcial Idiopática com Características Auditivas (IPEAF)

A hipótese mais aceita é a epilepsia parcial, focando no lobo temporal. Neurologistas italianos como Giuseppe d’Orsi e Paola Tinuper propõem IPEAF: crises curtas com alucinações auditivas e visuais, desencadeadas por estímulos como sinos.

Sintomas batem: vozes claras, luzes, duração segundos/minutos, sem confusão mental entre crises. Joana era funcional, liderando batalhas – incompatível com esquizofrenia grave.

Outros sugerem epilepsia reflexa por música ou sinos. Para mais sobre o cérebro, veja Sigmund Freud ou Marie Curie, pioneiros em ciências relacionadas.

Epilepsia do Lobo Temporal e Experiências Religiosas

Epilepsia temporal associa-se a hiper-religiosidade e visões extáticas, como em Dostoiévski. Joana tinha convicção divina intensa, mas sem delírios desorganizados.

Migrâneas com Aura e Outras Hipóteses

Alguns propõem migrâneas: auras visuais (luzes) e auditivas. Ou tuberculoma temporal de tuberculose bovina, comum na época rural.

Críticos argumentam: Joana era ativa fisicamente, improvável com doença grave. Visões eram coerentes e úteis, não caóticas.

Comparando com civilizações antigas, como Antigo Egito – Antigo Império (c. 2686-2181 a.C.), onde visões eram interpretadas como divinas.

Por Que Não Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar?

Hipóteses psiquiátricas incluem esquizofrenia (alucinações) ou bipolar (mania religiosa). Mas Joana não mostrava desorganização pensamento, isolamento ou disfunção – liderava exércitos com clareza.

Estudiosos como Philip Mackowiak rejeitam esquizofrenia: visões positivas, coerentes e motivadoras. Em contexto medieval, alucinações religiosas eram comuns, como em místicas.

Veja mais em Reforma Protestante e Contrarreforma (1517) ou Martinho Lutero.

O Debate: Ciência vs. Espiritualidade

A neurociência explica mecanismos cerebrais, mas não invalida significado espiritual. Para Joana e contemporâneos, eram divinas. Hoje, alucinações ocorrem em pessoas saudáveis, especialmente religiosas.

Alguns argumentam: visões deram coragem em crise nacional. Outros: contexto cultural moldou interpretação.

Explore eras semelhantes em Era Vitoriana e o Império Britânico (1837-1901) ou Revolução Industrial (c. 1760-1840).

Impacto Histórico: De Camponesa a Símbolo Nacional

Independentemente da origem, visões transformaram Joana em líder. Inspirou tropas, uniu França e virou maré da guerra. Após morte, tornou-se mártir, acelerando vitória francesa em 1453.

Influenciou figuras como Napoleão Bonaparte ou Mahatma Gandhi.

Para presidents brasileiros, veja Getúlio Vargas ou Juscelino Kubitschek.

Perguntas Frequentes

As visões de Joana d’Arc eram reais ou alucinações?

Depende da perspectiva. Religiosamente, divinas; cientificamente, prováveis alucinações neurológicas como em epilepsia.

Joana d’Arc sofria de esquizofrenia?

Improvável. Não apresentava sintomas clássicos como desorganização ou deterioração cognitiva.

A epilepsia explica tudo sobre Joana?

Explica sintomas, mas não coragem ou impacto. Muitos com epilepsia têm experiências religiosas intensas.

Por que sinos de igreja desencadeavam visões?

Em epilepsia reflexa, sons específicos trigger crises.

A neurociência nega o divino nas visões?

Não necessariamente. Explica “como”, não “por quê”. Muitos veem compatibilidade.

Para mais FAQs históricas, explore Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

O Legado Eterno da Donzela de Orléans

As visões de Joana d’Arc permanecem mistério fascinante. Neurociência oferece explicações plausíveis como epilepsia, mas essência – coragem, fé, liderança – transcende diagnósticos.

Joana inspira resiliência em tempos difíceis. Visite o Canal Fez História para mais artigos sobre civilizações como Suméria (c. 4500-1900 a.C.), Babilônia (c. 1894-539 a.C.) ou líderes como Abraham Lincoln e Adolf Hitler.

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