A Ascensão do Estado Nacional
O nacionalismo — a ideia de que grupos de pessoas unidas pela raça, idioma ou história deveriam governar seu próprio país — transformou-se em uma poderosa força política na Europa do século XIX. O Congresso de Viena, em sua preocupação para estabelecer um equilíbrio de poder na Europa, ignorou em grande parte os impulsos nacionais.
O nacionalismo geralmente triunfava quando era apoiado por uma grande potência europeia. Em 1930, a Bélgica conseguiu sua independência da Holanda ajudada pela França e a Grã-Bretanha; a Grécia se libertou do Império Otomano, em 1832; e no final do mesmo século, sérvios, búlgaros, romenos e armênios estabeleceram seus Estados.
O conde de Cavour, estadista italiano, conseguiu expulsar os austríacos da Itália com o auxílio de Napoleão III. Assim, em 1870, após a vitória de Giuseppe Garibaldi na Sicília e no sul do território italiano, a Itália foi unificada.
Na Alemanha, a Guerra Austro-Prussiana, de 1866, resultou no controle da Prússia sobre os Estados alemães e no impulso para a unificação alemã — sem a Áustria. A derrota na guerra foi um golpe significativo para o Império Austríaco, enfraquecido por revoltas nacionalistas. A província austríaca de Venécia foi entregue à França e depois à Itália (aliada da Prússia).
Em 1867, o Compromisso Austro-Húngaro criou os Estados autônomos da Hungria e da Áustria, sob o controle do imperador austríaco; esse acordo discriminatório (pois atendia somente aos desejos dos nobres húngaros) começou a sofrer pressão dos integrantes das diversas minorias étnicas do império, como os sérvios, os croatas, os tchecos e os poloneses. O fracasso em atender a essas aspirações nacionalistas foi uma das causas da Primeira Guerra Mundial.
A Guerra Franco-Prussiana (1870-71) terminou com a derrota da França (que perdeu a Alsácia e a Lorena para os alemães). Em uma onda de euforia nacionalista, os Estados alemães firmaram um acordo e, em 1871, proclamaram união sob o novo imperador, o prussiano Guilherme I, tendo o estadista Bismarck, de mesma nacionalidade, como primeiro- -ministro. O novo império da Alemanha rapidamente se tornou a potência dominante na Europa continental.