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Idade Moderna

Os Europeus Exploram o Interior da África

Publicado em 13 de novembro de 2025

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Os Europeus Exploram o Interior da África

Na segunda metade do século XVIII, as nações europeias já haviam explorado grande parte da costa da África, onde estabeleceram postos de comércio e implementaram o tráfico de escravos. O vasto interior africano, entretanto, ainda permanecia quase desconhecido dos europeus, até que, no final do século XVIII e no XIX, exploradores e missionários começaram a se aventurar terra adentro.

Dois escoceses estão entre os primeiros europeus a desbravar o interior. Um deles foi James Bruce, que em 1770, durante suas viagens na Abissínia (Etiópia), descobriu a nascente do Nilo Azul. Outro foi Mungo Park, que em 1795 explorou a Gâmbia e, segundo os registros, foi o primeiro europeu a alcançar o rio Níger.

No século seguinte, a Société de Géographie, sediada em Paris, ofereceu um prêmio de 10 mil francos ao primeiro não muçulmano que voltasse da África com informações sobre Timbuctu. O prêmio foi reclamado em 1828 pelo francês René Caillié, após regressar são e salvo dessa cidade da África Ocidental. Por volta de 1835, a maior parte do noroeste da África já fora mapeada pelos europeus.

No século XIX, o mais famoso explorador europeu foi o missionário protestante escocês David Livingstone, que em 1855 descobriu as Cataratas de Vitória e as batizou em homenagem à então monarca britânica. Em 1866, ele liberou uma expedição à procura da nascente do rio Nilo (o Nilo Azul é apenas um de seus tributários). Sua morte desencadeou uma obsessão pelo interior da África.

Em 1858, os exploradores britânicos John Hanning Speke e sir Richard Burton se tornaram os primeiros europeus a alcançar o lago Tanganica, Speke também descobriu outro grande lago, que batizou, não muito surpreendente, de lago Vitória (que mais tarde se comprovou ser a nascente do Nilo). Em 1875, o viajante britânico Verney Cameron se tornou o primeiro europeu a cruzar o continente africano de leste a oeste.

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