O Sufrágio Feminino: A Épica Luta das Mulheres pelo Direito ao Voto
Ao longo de todo o século XIX, as mulheres fizeram campanhas pelo direito de votar. A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a estender o sufrágio às mulheres, em 1893, no que foi seguida pela Austrália, em 1902. Nos Estados Unidos, em 1869, o estado de Wyoming permitiu que mulheres maiores de 21 anos votassem, mas foi somente em 1920 que todas as mulheres norte-americanas adquiriram o direito. Na Europa, o primeiro país a conceder o sufrágio às mulheres foi a Finlândia, em 1906, seguindo-se a Noruega, em 1913, e a Rússia (como resultado da revolução), em 1917.
Na Grã-Bretanha, a National Union of Women’s Suffrage Societies (União Nacional das Sociedades a Favor do Sufrágio Feminino), também conhecida como “As Sufragistas”, vinha fazendo pressão pelo sufrágio universal desde 1897. Em 1903, Emmeline Pankhurst criou a Women’s Social and Political Union (União Social e Política Feminina — “As Sufragetes”), mais militante. Com a palavra de ordem “Ações, não Palavras”, empreenderam uma campanha, muito divulgada, que incluía incêndios em prédios públicos e greve de fome quando presas. No dia 4 de junho de 1913, a sufragete Emily Davison — em um famoso incidente — parou à frente de Anmer, o cavalo do rei Jorge V, durante o Derby de Epsom. Foi atropelada e morreu quatro dias depois, em decorrência dos ferimentos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, ambas as associações quase interromperam as atividades, embora devido ao recrutamento dos homens as mulheres estivessem envolvidas em uma série de trabalhos tradicionalmente tidos como masculinos. Em 1918, mulheres acima de 30 anos que possuís ‐ sem imóveis foram agraciadas com o direito ao sufrágio, e em 1928, enfim, puderam votar nos mesmos termos que os homens. Na Alemanha, Áustria e Polônia, as mulheres obtiveram o voto após a guerra. Porém a França só lhes concedeu esse direito em 1944, e a Bélgica, em 1948. O último país europeu a estender às mulheres o direito de votar foi a Suíça, em 1971.