As cartas de Tarô fascinam a humanidade há séculos. Mais do que um simples jogo de adivinhação, elas carregam um universo de símbolos, arquétipos e significados ocultos que remontam a tradições milenares. Neste artigo, vamos desvendar a origem misteriosa do Tarô, seus significados profundos e como ele se entrelaça com a história das grandes civilizações. Prepare-se para uma viagem que liga o esoterismo ao passado remoto da humanidade, passando por culturas como a Civilização Sumeriana c. 4500-1900 a.C., o Antigo Egito Antigo Império c. 2686-2181 a.C. e até influências da Fenícia c. 1500-300 a.C..
As Origens Misteriosas do Tarô: Egito, Índia ou Europa Medieval?
A origem exata das cartas de Tarô é um dos grandes enigmas da história esotérica. Muitos acreditam que o Tarô nasceu no Antigo Egito Médio Império c. 2055-1650 a.C., onde sacerdotes guardavam conhecimentos secretos em hieróglifos que mais tarde seriam transformados em imagens simbólicas. Outra teoria aponta para a Civilização do Vale do Indo c. 3300-1300 a.C., cujos selos e símbolos podem ter influenciado os arquétipos do Tarô.
No entanto, a primeira evidência documental aparece na Europa do século XIV, possivelmente ligada a tradições ciganas ou a jogos de cartas importados do Oriente durante as Cruzadas 1096-1291. O baralho mais antigo conhecido, o Visconti-Sforza, data de meados do século XV na Itália renascentista – época marcada pelo Renascimento e Reformas Protestantes c. 1300-1600.
“O Tarô não é apenas um instrumento de adivinhação; é um livro pictórico da sabedoria antiga, preservado através dos tempos.”
— Atribuído a ocultistas do século XIX
Se você quer aprofundar mais sobre como o conhecimento esotérico sobreviveu às mudanças culturais, confira o artigo sobre a Civilização Minoica c. 2700-1450 a.C., onde símbolos semelhantes aos arcanos aparecem em afrescos.
A Estrutura do Baralho: Os Arcanos Maiores e Menores
O Tarô tradicional é composto por 78 cartas, divididas em:
- 22 Arcanos Maiores: Representam grandes forças arquetípicas da vida (O Louco, A Maga, O Imperador, A Morte, O Sol, etc.).
- 56 Arcanos Menores: Divididos em quatro naipes (Copas, Espadas, Ouros, Paus), semelhantes aos baralhos comuns.
Os Arcanos Maiores são os mais misteriosos. Cada carta carrega camadas de interpretação que ecoam mitologias antigas. Por exemplo:
- O Imperador remete à autoridade de faraós como os do Antigo Egito Novo Império c. 1550-1070 a.C. ou imperadores como Augusto.
- A Sacerdotisa evoca as sacerdotisas de templos misteriosos, talvez inspiradas na Civilização Etrusca c. 900-27 a.C..
- A Roda da Fortuna reflete ciclos cósmicos presentes na cosmologia da Babilônia c. 1894-539 a.C..
Para entender melhor esses símbolos, explore também a página sobre Alexandre o Grande e o Período Helenista, onde a fusão de culturas gregas, persas e egípcias criou um caldo perfeito para o surgimento de tradições esotéricas.
Simbologia Oculta: Conexões com Civilizações Antigas
Influência Egípcia e o Livro de Thoth
Uma das teorias mais populares, popularizada por ocultistas como Antoine Court de Gébelin e Eliphas Lévi, afirma que o Tarô deriva do mítico “Livro de Thoth” – deus egípcio da sabedoria. Thoth seria o guardião do conhecimento hermético, e suas 78 lâminas teriam sido preservadas por iniciados durante a destruição da Biblioteca de Alexandria.
Embora historiadores questionem essa ligação direta, é inegável a semelhança entre símbolos do Tarô e artefatos do Antigo Egito. A carta “A Estrela”, por exemplo, lembra representações da deusa Nut derramando água celestial.
Influência Hebraica e a Cabala
Outro pilar fundamental é a Cabala judaica. As 22 letras do alfabeto hebraico correspondem aos 22 Arcanos Maiores, e os caminhos da Árvore da Vida se conectam diretamente com as cartas. Isso reforça a ideia de que o Tarô chegou à Europa através de comunidades judaicas durante a Idade Média.
Veja mais sobre a origem monoteísta em Os Hebreus e seu Deus Único e Verdadeiro 1200.
Tradições Indianas e Orientais
Alguns pesquisadores apontam paralelos entre os naipes do Tarô e conceitos hindus ou budistas. Os quatro naipes podem corresponder aos quatro elementos ou aos quatro castas indianas. A carta “O Enforcado” lembra posturas de ioga ou sacrifícios rituais da Era Védica e o Hinduísmo.
Não deixe de ler sobre Sidarta Gautama e o Budismo c. 500 a.C. – presente para compreender essas conexões orientais.
O Tarô na História Europeia: Do Jogo à Adivinhação
Inicialmente, as cartas eram usadas como jogo de salão pela nobreza italiana e francesa. Só no século XVIII, com o surgimento do ocultismo moderno, o Tarô ganhou função divinatória.
Figuras como Etteilla (primeiro tarólogo profissional) e mais tarde a Ordem Hermética da Aurora Dourada (com membros como Aleister Crowley) sistematizaram os significados. Crowley criou o famoso baralho Thoth, fortemente inspirado em temas egípcios – tema que você pode explorar em Thoth e a sabedoria hermética.
Durante o Iluminismo c. 1715-1789, o interesse pelo oculto cresceu paralelamente ao racionalismo, criando uma tensão fascinante.
Significado Oculto dos Principais Arcanos Maiores
Vamos analisar alguns dos arcanos mais poderosos:
- O Louco (0) – Representa o início da jornada, a inocência e o salto no desconhecido. Ecoa a figura do herói em mitologias como a de Gilgamesh da Suméria.
- A Maga (I) – Domínio das forças criativas. Liga-se diretamente ao deus Thoth ou a Hermes Trismegisto.
- A Imperatriz (III) – Fertilidade, natureza. Semelhança com deusas-mães da Civilização Çatalhöyük ou Isis.
- A Torre (XVI) – Destruição súbita. Lembra a Torre de Babel da Babilônia.
- O Mundo (XXI) – Conclusão do ciclo. Representa a totalidade, semelhante à cosmologia da Civilização Asteca c. 1345-1521.
Para uma visão mais ampla dos ciclos históricos, recomendo o artigo sobre a Roda da História.
O Tarô e as Grandes Figuras Históricas
Muitos líderes e pensadores teriam consultado o Tarô:
- Napoleão Bonaparte supostamente usava as cartas antes de batalhas.
- Marie Anne Lenormand, famosa cartomante, leu para Josefina Bonaparte.
- No século XX, figuras como Carl Gustav Jung (embora não tenha página específica ainda) viu no Tarô um mapa do inconsciente coletivo.
Explore a vida de Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e outros iluministas que flertaram com o esoterismo.
O Tarô Hoje: Da Tradição à Cultura Pop
Atualmente, o Tarô está mais popular do que nunca. Baralhos temáticos (feministas, LGBTQ+, mitológicos) multiplicam-se. Influenciadores no Instagram e YouTube ensinam tiragens diárias.
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Perguntas Frequentes sobre o Tarô
O Tarô é coisa do diabo?
Não. Embora algumas religiões o condenem, o Tarô é essencialmente um sistema simbólico neutro. Seu uso depende da intenção do leitor. Assim como a história pode ser usada para o bem ou mal – veja Adolf Hitler versus Mahatma Gandhi.
Qual o baralho mais autêntico?
Os mais respeitados são:
- Marselha (tradição francesa)
- Rider-Waite-Smith (mais didático)
- Thoth (de Aleister Crowley)
Posso aprender Tarô sozinho?
Sim! Comece estudando os símbolos e praticando tiragens simples. Complemente com leituras sobre Hermetismo e Cabala.
O Tarô prevê o futuro com exatidão?
O Tarô reflete tendências, possibilidades e conselhos. O livre-arbítrio sempre prevalece. Como diria Heráclito, ninguém se banha duas vezes no mesmo rio.
O Tarô como Espelho da Alma Humana
As cartas de Tarô são muito mais do que papel impresso: são um portal para compreender a jornada humana através dos tempos. Elas conectam o microcosmo individual ao macrocosmo histórico, unindo Suméria ao Renascimento, o Egito faraônico à modernidade.
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