Marechal Deodoro (AL)
Marechal Deodoro é um município brasileiro do estado de Alagoas. Foi a primeira capital de Alagoas e continua a ser todo dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República, em homenagem a Manuel Deodoro da Fonseca, que nasceu também na cidade, e que foi marechal do Exército Brasileiro que liderou o golpe que proclamou a República e foi o primeiro presidente do Brasil. O município faz parte da Região Metropolitana de Maceió.
É conhecida pelas construções de valor histórico, como igrejas, casarões, entre outras edificações.
A população, de acordo com estatísticas do IBGE em 2022, foi de 60 370 habitantes, sendo a 5ª (quinta) cidade mais populosa de Alagoas.
História
Foi fundada em 5 de agosto de 1591 com o nome de povoado de Vila Madalena do Sumaúma. Servia para proteger o pau-brasil do contrabando e da ação de piratas e outros. O município foi criado em 12 de abril de 1636, passou a ser denominada de Vila Santa Madalena da Lagoa do Sul.
Em 16 de setembro de 1817 passou a ser a capital da capitania de Alagoas, criada nesse ano, sendo o nome da vila alterado para Alagoas da Lagoa do Sul. Em 08 de março de 1823 foi elevada a cidade.
A capital da província de Alagoas passou para Maceió em 1839. Cem anos depois, em 1939 o nome da cidade foi mudado para o atual, em homenagem ao filho ilustre Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, alagoano que proclamou a república e se tornou o primeiro presidente do Brasil, nascido na cidade em 5 de Agosto de 1827.
Em 16 de setembro de 2006, dia da emancipação política de Alagoas, foi considerada pelo Ministério da Cultura como Patrimônio histórico nacional, em virtude do seu passado e de ter sido berço do Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira.
Atualmente o IPHAN está restaurando as igrejas de Marechal Deodoro.
Origem
Depois do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os franceses começaram a se interessar pelo pau-brasil. Aportaram, então, numa praia perto da mata, onde hoje está situada a Praia do Francês, e passaram a contrabandear a madeira com a ajuda dos índios Caetés.
Com o objetivo de defender a sua nova colônia, a Coroa Portuguesa dividiu o país em 15 lotes, ou Capitanias Hereditárias, que eram entregues a donatários que tinham o direito de guardá-la militarmente, fundar vilas e povoados. Tinham a obrigação, porém, de pagar impostos à Coroa.
Coube a Duarte Coelho Pereira a Capitania de Pernambuco, que continha o território do que hoje é o Estado de Alagoas.
O donatário, resolvendo pôr fim ao contrabando do pau-brasil, combateu os franceses e todos os índios que os ajudaram, fazendo, desta forma, inimizade com os Caetés.
Em 1554, acreditando tudo estar sob controle, Duarte Coelho foi a Portugal, vindo a falecer lá. Quando tomaram conhecimento da morte do donatário, os Caetés começaram a atacar os povoados. Atribuí-se a esse contexto o episódio em que os índios antropófagos mataram e comeram o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, que tinha naufragado no Rio Coruripe.
Capitania dividida em Sesmarias
A Capitania começou a desenvolver-se com o plantio de cana-de-açúcar, o que levou ao aparecimento de muitos engenhos. Em pouco tempo foi necessário reordenar a capitania, dividindo-a em sesmarias.
A Sesmaria de Madalena ficou sob a responsabilidade de Diogo de Melo e Castro, e tinha os seguintes limites: cinco léguas do litoral da Pajuçara, ao Porto do Francês, com sete léguas de frente a fundos para o Sertão e mais quatro léguas da boca do Rio Paraíba.
Mas, não cumprindo as regras de povoamento da sesmaria em cinco anos, o primeiro sesmeiro perdeu a concessão, sendo substituído por Diogo Soares da Cunha. Esse fundou a vila denominada Madalena de Subaúma, deixou-a aos cuidados do Capitão-mor Henriques de Carvalho, e voltou para Portugal. Foi então que seu filho, Gabriel Soares da Cunha, assumiu a chefia do patrimônio, com o título de Alcaide-mor de Madalena.
A vila começou a desenvolver-se onde hoje é o bairro de Taperaguá, uma planície em volta ao Rio Sumaúma e a Lagoa Manguaba. Um lugar de visão privilegiada permitia que o inimigo fosse vigiado.
Em 1630, os holandeses invadiram a Capitania de Pernambuco, mas mesmo assim a sesmaria de Madalena de Subaúma crescia, tendo a agricultura como principal fator de desenvolvimento. Muitos engenhos surgiam e já era fabricado e exportado o açúcar da região. Neste cenário, o quarto Donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte de Albuquerque Coelho, criou a Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul.
Independência
Esta comarca teve 17 ouvidores, sendo o último António José Ferreira Batalha, o temido Ouvidor Batalha. Devido à sua administração, o Rei D. João VI assinou o Decreto Régio que separou politicamente Alagoas de Pernambuco, no dia 16 de Setembro de 1817.
A situação econômica da recém-criada capitania destacava duas vilas: a de Alagoas da Lagoa do Sul (atual Marechal Deodoro) e Maceió.
Em 8 de Março de 1823, num cenário de lutas para consolidar a independência do Brasil, a Vila de Alagoas recebeu o foral de cidade e passou a ser sede da capital da Província, sendo o primeiro Presidente Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz.
Em abril de 1838, Agostinho da Silva Neves assumiu o governo da Província e, no ano seguinte, transferiu o cofre do tesouro para Maceió. Era o início da mudança de capital. No dia 9 de dezembro de 1839, foi sancionada a resolução legislativa 11, determinando como capital Maceió.
Cultura
Museu
O Museu Marechal Deodoro da Fonseca expõe peças e documentos que pertenceram a Deodoro da Fonseca.
Biblioteca
A Biblioteca Municipal Dr Tavares Bastos está na lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura.
População
População (2022): 60.370 pessoas
Densidade demográfica (2022): 177,05 hab/km²
População nos últimos 14 anos
- Números de 2022 obtidos do censo demográfico do Brasil de 2022, todos os outros são estimativas.
- Rodovias
Rodovia Divaldo Suruagy (AL-101 Sul)
Rodovia Edival Lemos Santos (AL-2189)
BR-424 entre BR-316/AL-10
Emprego e renda
A cidade de Marechal Deodoro tem como principais fontes de renda e geração de empregos as indústrias da Cadeia Produtiva da Química e do Plástico implantadas em seu distrito industrial, usina sucroalcooleira, varejo, artesanato, pesca e o turismo.
Turismo
O turismo é fonte de emprego e renda da cidade, considerada uma das mais belas do litoral alagoano, contando com diversos atrativos turísticos principalmente no litoral como a Praia do Francês, a Praia do Saco da Pedra e a Prainha, assim como a orla da Lagoa Manguaba.
O povoado Massagueira é considerado polo gastronômico de Alagoas — às margens da lagoa Manguaba localizam-se os restaurantes da região.
Usina Sumaúma
É o segundo engenho de açúcar mais antigo do grupo Toledo. Preparada para moagem cerca de 6.200 toneladas de cana-de-açúcar por dia, produz açúcares do tipo VHP e cristal e álcool anidro, hidratado e refinado.
Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela
O Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela situa-se na Rodovia Divaldo Suruagy (BR-424), km 12, no distrito industrial.
O polo industrial conta com diversas indústrias da cadeia produtiva da química e do plástico, e se expande atualmente na Cadeia Produtiva da Cerâmica (CPC) e na área tecnológica, com a produção de cabos de fibra óptica.
O local, que antes da industrialização era ocupado pelo cultivo da cana-de-açúcar, possui parte de sua área destinada às indústrias com 17 empresas que, juntas, são responsáveis pela geração de 2.500 empregos diretos. Calculando-se os postos criados indiretamente, são 10 mil empregos. O polo possui uma área destinada à reserva e preservação ambiental e uma central integrada de efluentes líquidos e resíduos.
Subdivisões
Marechal Deodoro é dividida em 20 bairros e 11 loteamentos, além de vilas.
Bairros
Baixa da Sapa
Barra nova
Barro Vermelho
Cabreiras
Cajazeiras
Cajueiro
Carmo
Centro
Fazenda Barreiros
Francês
Gislene Matheus
Massagueira
Matriz
Mucuri
Pedras
Poeira
Porto Grande
Santa Rita
Taperaguá
Tuquanduba
Loteamentos
Lot. Dênissom Amorim
Lot. El Dourado
Lot. Encontro do Mar
Lot. João de Deus
Lot. Massagueira
Lot. Porto Manguaba
Lot. São José
Lot. Cajazeiras
Lot. Terra dos marechais
Lot. Veleiros
Lot. Veleiros do Francês
Lot. Village