PUBLICIDADE
Curiosidades

Em nome da razão

Publicado em 27 de agosto de 2026

COMPARTILHE:
Em nome da razão

Os três principais pensadores iluministas foram os franceses Voltaire, Montesquieu e J.J. Rousseu.

O mais acessível doi Voltaire (1694-1778), que escrevia de forma simples, engraçada e irônica. Seu livro Cândido ridiculariza o otimismo ingênuo dos que acham que vivemos "no melhor dos mundos possíveis". Voltaire empenhou-se em mostrar que havia muitos sábios e pessoas honestas nos povos com costumes e religiões diferentes dos europeus. Portanto, os homens de todo o mundo poderiam dialogar e chegar a um acordo. Em vez da guerra e do preconceito, a paz e o entendimento. Afinal de contas, existe algo que iguala os homens: todos são dotados de razão.

Montesquieu (1689-1755) escreveu Do Espírito das Leis onde argumentava que sempre que o governante acumula muitos poderes, há risco de se tornar opressos. Por isso, o próprio poder deve limitar o poder por meio da separação dos três poderes. Montesquieu pertencia a uma família nobre, o que mostra que nem sempre o indivíduo interpreta a realidade de acordo com os interesses da classe social a que pertence.

Nem sempre iluminista soava como democracia. A maioria dos filósofos iluministas preferia o regime do Despotismo Esclarecido. Foi o caso de Voltaire, Montesquieu e Diderot, por exemplo. Se houve um pensador de primeira linha que defendeu a democracia abertamente foi Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). Defensor de um governo baseado em assembléias populares, acreditava que só poderia haver direitos de cidadania quando as pessoas participassem das decisões do governo. Na sua obra O Contrato Social, Rousseau condenou a concetração de propriedades: quando existem diferenças sociais profundas, a própria liberdade fica em perigo.

Grande parte das ações mais radicais do partido jacobino durante a Revolução Francesa foi inspirado nas obras de J.J. Rousseau. Por exemplo, quando os jacobinos confiscaram terras dos nobres e deram para os camponeses e quando estabeleceram o sufrágio universal (direito de voto para todos).

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Em nome da razão 2 min de leitura