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Idade Contemporânea

A Gripe Espanhola: A Pandemia que Abalou o Mundo em 1918

Publicado em 13 de novembro de 2025

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A Gripe Espanhola: A Pandemia que Abalou o Mundo em 1918

Quando um dos conflitos mais mortíferos da história se aproximou do final, um surto de gripe, que ficou conhecido como “a pandemia de gripe de 1918” (ou “gripe espanhola”), acrescentou entre 20 e 40 milhões de mortes a um mundo já devastado pela guerra.

Acredita-se que a primeira onda da pandemia se originou em Camp Funston, um campo de treinamento militar no Kansas, em março de 1918. No mês seguinte, um enorme contingente de tropas norte-americanas começou a chegar à Europa Ocidental trazendo o vírus da gripe. Em agosto de 1918, a doença adquiriu uma mutação mais letal.

Uma terceira onda mortífera ocorreu no inverno seguinte, quando o vírus se alastrou rapidamente, matando 20% das pessoas infectadas, muitas vezes apenas dois dias após o aparecimento dos sintomas. Inusitadamente, em se tratando de gripe, a maior parte das vítimas era de adultos saudáveis, com idades entre 20 e 40 anos, cujo sistema imunológico não impediu que o vírus devastasse o organismo. A pandemia afetou quase todas as partes do mundo habitado, matando cerca de 3% da população mundial, o que a tornou um dos maiores desastres naturais da história humana.

Na Índia, entre 10 e 17 milhões de pessoas pereceram; na Indonésia, cerca de 1,5 milhão (de uma população de 30 milhões). Nos Estados Unidos, em torno de 675 mil pessoas morreram em decorrência do vírus, e na Grã-Bretanha, mais de 200 mil. Na primavera de 1919, o vírus já quase encerrara seu ciclo; outros surtos ocorreram na década de 1920, mas os índices de mortalidade foram bem menores.

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