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5 Medicamentos do Passado Feitos de Coisas Nojentas

Publicado em 29 de maio de 2026

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5 Medicamentos do Passado Feitos de Coisas Nojentas

Você já parou para pensar como a medicina evoluiu ao longo dos séculos? Enquanto hoje recorremos a comprimidos, vacinas e tratamentos baseados em evidências científicas, nossos antepassados não tinham tanto pudor na hora de escolher ingredientes para curar doenças. Muitos remédios eram feitos de substâncias que hoje nos causam nojo só de imaginar: pó de múmia, fezes humanas e animais, sangue fresco, urina e até partes de cadáveres. Esses "medicamentos" eram comuns desde o Antigo Egito até a Europa do Renascimento e além.

Neste artigo, vamos explorar cinco exemplos chocantes de remédios históricos que usavam ingredientes repugnantes. Prepare-se para uma viagem pelo lado mais bizarro da história da medicina! E se você gosta de mergulhar no passado, confira mais conteúdos no Canal Fez História, onde exploramos civilizações antigas como a Civilização Romana e a Civilização Egípcia no Antigo Império.

1. Pó de Múmia (Mumia) – O "Remédio" Mais Famoso e Macabro

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Imagine moer múmias egípcias antigas e transformar em pó para tratar tudo, desde dores de cabeça até epilepsia e envenenamentos. Isso não é ficção: a mumia (ou mumiyo) foi um dos medicamentos mais populares na Europa entre os séculos XII e XVII, e seu uso persistiu até o século XIX.

Originalmente, "mumia" referia-se a um betume natural do Oriente Médio, mas logo passou a significar literalmente pó de múmias humanas embalsamadas. Boticários europeus importavam múmias do Egito ou fabricavam falsificações com cadáveres recentes, embalsamados com ervas e resinas. O pó era misturado em bebidas ou aplicado em feridas.

"A mumia era vista como uma substância milagrosa, capaz de curar quase tudo, pois continha a 'força vital' dos mortos."

Curiosamente, enquanto a Civilização Egípcia no Novo Império preparava múmias para a vida após a morte, séculos depois elas viravam remédio na Europa. Se você curte mistérios do Antigo Egito, leia mais sobre o Antigo Egito no Médio Império no site.

Quer saber mais sobre como antigas práticas influenciaram a medicina? Acesse o artigo completo sobre a construção da história e veja como o conhecimento evoluiu.

2. Fezes Humanas e Animais – De Laxantes a Tratamentos para Infecções

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Um dos ingredientes mais nojentos da história da medicina era… fezes! No Antigo Egito e na Mesopotâmia (como na Sumeria e Babilônia), excrementos eram usados em pomadas para tratar feridas e infecções oculares. A ideia era que "o que sai do corpo cura o corpo" – uma lógica estranha, mas comum na época.

Na Europa medieval, fezes de pombo, ovelha ou até humanas eram prescritas para dores de cabeça, gota e icterícia. Um remédio popular envolvia misturar esterco com ervas e aplicar na pele ou ingerir em infusões. No século XIX, ainda havia relatos de uso em tratamentos para infecções intestinais.

"Embora pareça loucura hoje, alguns compostos em fezes continham bactérias que, por acaso, combatiam certas infecções – mas o risco de contaminação era altíssimo!"

Essa prática ecoa em culturas antigas como a Civilização Maia ou a Civilização Inca, onde remédios naturais eram comuns. Para entender melhor as medicinas indígenas, confira as culturas indígenas na América.

Se você se interessa por como o Brasil colonial lidava com doenças, veja o artigo sobre os escravos e as práticas medicinais da época.

3. Urina Humana – O "Enxaguante Bucal" dos Romanos e o "Tônico" Europeu

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Os antigos romanos adoravam urina! Eles importavam urina de Portugal para usar como enxaguante bucal, acreditando que o amoníaco branqueava os dentes e desinfetava a boca. O imperador Nero até taxava o comércio de urina engarrafada!

Na Idade Média e Renascimento, urina era bebida como tônico para tratar icterícia, feridas e até como cosmético. Algumas receitas incluíam urina fermentada misturada com ervas. Até o século XVIII, era comum.

"Urina era barata, acessível e, segundo a teoria humoral, ajudava a 'equilibrar' o corpo."

Essa prática aparece em contextos como a Civilização Romana e a República Romana. Para mais sobre higiene antiga, explore os etruscos e a fundação de Roma.

No Brasil, durante a colônia, remédios populares misturavam ingredientes semelhantes – confira o açúcar e sua influência na saúde.

4. Sangue Humano Fresco – Bebido em Execuções Públicas

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Sangue fresco era outro ingrediente "poderoso". Na Europa renascentista, pessoas se aglomeravam em execuções para coletar sangue de condenados, acreditando que curava epilepsia e outras doenças. O sangue era bebido quente ou seco em pó.

Na Era Vitoriana e antes, sangue de gladiadores era vendido como remédio. A ideia vinha da homeopatia primitiva: "o sangue vital cura doenças do sangue".

"Muitos reis e nobres consumiam sangue para prolongar a vida – uma prática que chocaria qualquer um hoje."

Essa crença liga-se a figuras como Carlos Magno ou ao Império Franco. Para contextos semelhantes, leia sobre os vikings.

Ingredientes animais nojentos eram comuns: fezes de crocodilo como contraceptivo no Antigo Egito; ratos mortos moídos para dor de dente; sangue de tartaruga para boca; espermacete (gordura de baleia) em pomadas.

Na China antiga e na Civilização Chinesa, partes de animais exóticos eram usadas. Na Europa, sapo ou aranhas em receitas.

"Esses remédios mostram como a desesperança levava a experimentos extremos."

Para mais sobre animais na história, veja o califado abássida ou o império otomano.

Por que as pessoas usavam esses ingredientes nojentos?
Acreditavam na teoria dos humores ou na "assinatura" (plantas semelhantes a órgãos curam esses órgãos). Muitos eram placebo ou tinham efeitos reais, mas perigosos.

Esses remédios funcionavam?
Alguns sim, por acaso (antibióticos em mofo), mas a maioria causava mais mal do que bem.

Ainda usamos algo parecido hoje?
Transplante de fezes para infecções intestinais é moderno e eficaz – uma versão "limpa" dos antigos!

Onde aprender mais sobre história da medicina?
No Canal Fez História! Confira artigos sobre a Peste Negra ou a Revolução Científica.

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