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Cidades do Brasil

Varginha (MG)

Publicado em 04 de julho de 2026

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Varginha (MG)

Varginha é um município brasileiro localizado na região sul do estado de Minas Gerais, distante 314 km da capital estadual, Belo Horizonte. Localiza-se a uma altitude média de 907 metros, e ocupa uma área total de 395,396 km², sendo 34,95 km² de área urbanizada. Conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, possuía uma população de 136 467 habitantes, ocupando a 19ª colocação entre os municípios mais populosos do estado.

Em 1996, o município ganhou notoriedade na mídia em decorrência do evento que ficou conhecido como o Incidente de Varginha, no qual testemunhas relataram o suposto avistamento de uma criatura extraterrestre e de objetos voadores não identificados. O impacto do incidente refletiu-se no turismo e na cultura local ao longo dos anos, com a criação de estátuas e outras edificações que fazem referência ao evento, tornado patrimônio imaterial do município em 5 de junho de 2023.

Etimologia

O nome do município tem origem na palavra "vargem", em alusão à geografia de campos, planícies e áreas de inundação, que são predominantes na região.

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História

A formação do atual núcleo urbano de Varginha tem sua origem por volta de 1808, com a fundação do então arraial "Espírito Santo das Catanduvas". Na época, o Brasil ainda era uma colônia portuguesa, e tinha sua economia baseada na agricultura e na extração mineral, utilizando-se de mão de obra escrava.

Em 1832, a população do arraial já somava cerca de 1.855 habitantes, um crescimento pequeno em relação ao início do século. O núcleo de povoamento foi fortemente influenciado pela religiosidade e pelos costumes e tradições portuguesas da época, com o trânsito frequente de tropeiros pela região, que aos poucos contribuiu para o crescimento e consolidação do arraial. Essa consolidação foi posteriormente exemplificada pela construção de importantes igrejas, como a Matriz do Divino Espírito Santo e a Igreja do Rosário.

O distrito de Espírito Santo da Varginha, subordinado ao município de Três Pontas, foi criado em de 1 de julho de 1850, pela Lei Provincial n.º 471. A partir dessa fase, a economia local começa a se intensificar, dando início à realização das primeiras obras públicas locais, como a construção de escolas e da cadeia. Na data de 22 de julho de 1881, o local é elevado à categoria de vila, e no ano posterior, mais precisamente no dia 7 de outubro de 1882, é elevado à categoria de cidade.

Com a abolição da escravatura no Brasil, a região de Varginha experimentou outro surto de crescimento populacional, quando, em 1888, recebeu uma grande leva de imigrantes, em sua maioria italianos, mas também portugueses, espanhóis, turcos e alemães, que contribuíram de maneira significativa para a evolução local, especialmente na agricultura, com destaque para as plantações de café e cana-de-açúcar.

Passados dez anos desde sua elevação à categoria de cidade, Varginha ganha um novo impulso econômico em 1892, com a inauguração de sua linha ferroviária, operada pela Estrada de Ferro Muzambinho. A ferrovia dinamiza a economia local, facilitando o transporte de mercadorias e pessoas e incentivando o estabelecimento de novos comércios, e o desenvolvimento da infraestrutura como o calçamento de ruas e a instalação de iluminação pública a gás. Todo o movimento econômico começa a predominar em torno da estação ferroviária, com destaque para a Rua Alves e Silva, que durante muito tempo foi o centro comercial e financeiro da cidade. Nessa rua operaram importantes instituições de comércio, como agências bancárias, e centros comerciais como a "Casa Navarra", inaugurada pelos irmãos Navarra em 1912.

Como parte do entretenimento da comunidade, entre 1904 e 1910, são inaugurados o Theatro Municipal, e o Cinema Brasil, este último sendo pioneiro no sul de Minas Gerais. Em 1913, a Empresa Telefônica Varginhense conecta 150 linhas telefônicas na cidade, e em 1914 é instalada a iluminação elétrica da cidade, em cerimônia realizada no Theatro Municipal. Ainda em 1914, o Colégio dos Maristas é inaugurado.

No início do século XX, a economia de Varginha ainda era predominantemente agrícola, com ênfase na cultura do café, que se tornou o principal motor econômico da cidade e da região. A indústria do café transformou Varginha em um importante centro de exportação, tornando-a a segunda maior praça de comércio de café do mundo, atrás apenas de Santos. Entretanto, Varginha sentiu o impacto da crise na cafeicultura brasileira com a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, momento em que o governo norte-americano desistiu de seu empréstimo de 50 milhões de dólares aos cafeicultores brasileiros.

Durante a década de 1920, foram inaugurados em Varginha uma agência do Banco do Brasil e a Casa de Caridade de Varginha, esta última doada ao estado em 1928, transformando-se no Hospital Regional do Sul de Minas, assim batizado desde 1932. No ano de 1923, por força da Lei Estadual n.º 843, o município então chamado de “Espírito Santo da Varginha” passa a ser denominado apenas como "Varginha".

O progresso de Varginha foi impulsionado após 1925, com a visita do então presidente do estado de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, que viabilizou um empréstimo equivalente a cem fazendas da época, para a terraplenagem e reestruturação da cidade, iniciando o asfaltamento das principais ruas e seu definitivo processo de urbanização. Com o fomento da industrialização e a expansão dos comércios a partir da década de 1930, a reestruturação da infraestrutura urbana da cidade avança, alterando seu perfil econômico, que antes era predominantemente agrícola, para industrial.

A partir da década de 1970, o processo de industrialização se intensifica com a chegada de novas empresas e a criação de centros de educação profissional, como o SESI, o SENAI e o SENAC, que atuaram como importantes centros de formação de mão de obra qualificada.

Na atualidade, Varginha é reconhecida no Sul de Minas Gerais pela importância de sua rede de serviços públicos e por sua economia diversificada, com ênfase na industrialização e no setor de serviços, incluindo sua proeminência no cenário brasileiro como um dos maiores produtores de café.

Notas sobre a formação do município

Um documento de doação datado de 12 de novembro de 1806 registra o povoado como "Espírito Santo", sem referências aos nomes "Catanduvas" ou "Varginha". Esse documento tinha como objetivo assegurar o status de curato para a localidade, o que garantiria a nomeação de um pároco no local. As terras, então sob posse de Francisco Alves da Silva e sua esposa, Teresa Clara Rosa da Silva, foram adquiridas pela população do arraial por 400 mil réis. Mais tarde, essas terras foram doadas à Diocese de Mariana para constituir o patrimônio da Igreja Matriz.

Diferentes pesquisadores divergem quanto à verdadeira data de origem do município. Alguns autores, como Lefort (1950) e Sales (2003, 2007, 2009), sugerem que o assentamento ocorreu a partir de 1763. Outros, incluindo Rubião (1919) e Ávila (1983), indicam 1785 como o ano de referência. O IBGE, em registros publicados em 1959 e 1985, corrobora a data de 1785, utilizando dados de Rubião.

No que se refere à origem do nome da cidade, há variações documentadas ao longo do tempo:

"Divino Espírito Santo das Catanduvas", citada como a designação oficial em 1795, conforme Lefort (1950);

"Divino Espírito Santo da Varginha", registrado no Tratado de Geografia Descritiva Especial da Província de Minas Gerais, de 1886;

"Espírito Santo da Varginha", mencionado no Decreto Imperial de 14 de julho de 1832, sancionado por Diogo Feijó, e também referenciado no Guia Postal do Império do Brazil (1880, p. 43), além de outros documentos legais, como o Decreto Provincial nº 8117, de 21 de maio de 1881, e a Lei Provincial nº 2785, de 22 de setembro de 1881. O Guia Postal do Império do Brazil também faz menção às denominações "Divino Espírito Santo da Varginha" (p. 40) e "Espírito Santo da Varginha" (p. 43).

Geografia

O município ocupa uma área de 395,3 km² e está situado no domínio geomorfológico do Planalto Atlântico do Sudoeste. Apresenta um relevo bem diversificado, verificando-se desde uma topografia com declives suaves até o relevo de aclives mais vigorosos, com o afloramento de maciços montanhosos muito acidentados. O território é 4% plano, 80% ondulado e 16% montanhoso. A altitude máxima é 1.239 m, no Morro do Chapéu, e a altitude mínima é de 868 m, na foz do córrego Tijuco.

O município de Varginha está situado na bacia do Rio Grande e é banhado pelo Rio Verde, que é formador do braço sul da Represa de Furnas, juntamente com o Rio Sapucaí. A vegetação que cobria o município era a tropical, campo-cerrado, com matas tropicais nas encostas das nascentes. Devido à extensa atividade cafeeira e outras atividades, como extrativismo vegetal e culturas como o milho, a maior parte foi devastada, porém recoberta com pastagens naturais. O solo é propício para a cafeicultura e demais agriculturas.

As estações do ano são bem definidas com inverno frio e seco e verão quente com chuvas. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde julho de 2006, a menor temperatura registrada em Varginha foi de 0,8 °C em 20 de julho de 2021 e a maior atingiu 36,2 °C em 15 de outubro de 2014. A maior rajada de vento alcançou 22 m/s (79,2 km/h) em 4 de fevereiro de 2010. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi registrado na tarde de 6 de setembro de 2021, com 8%.

Demografia

Sua população em 2022 foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 136 467 habitantes, e uma densidade populacional de 345,14 habitantes por quilômetro quadrado. Foram contabilizadas 60.249 residências, 119 instituições de ensino, 469 centros de saúde (distribuídos entre hospitais, consultórios, e unidades básicas de saúde) e 9.735 construções comerciais, culturais e públicas. Em 2015, foi considerada a sétima cidade no ranking dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal do estado.

Composição étnica

Em 2022, a composição étnica do município foi representada pelos seguintes números: 73.543 pessoas se identificando como brancas (53,89%), 46.630 como pardas (34,17%), 15.870 como pretas (11,63%), 343 como amarelas (0,25%) e 79 como indígenas (0,06%).

Religião

De acordo com o Censo de 2010, a população religiosa em Varginha era composta por 97.752 católicos apostólicos romanos, 17.423 evangélicos, 2.392 espíritas, 3.250 pessoas sem religião, 1.138 testemunhas de Jeová, 348 adeptos de religiões afro-brasileiras, 124 mórmons, 251 adeptos de outras denominações cristãs, 98 budistas e 73 muçulmanos.

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Economia

Varginha é um dos principais polos econômicos no sul de Minas Gerais, atuando como centro regional de média influência, sobretudo na área da saúde. O Produto Interno Bruto (PIB) é o 173.º maior do Brasil e o 14.º maior de Minas Gerais. De acordo com dados do IBGE relativos a 2023, o PIB do município era de 10 068 568,20 mil reais e o PIB per capita era 73 780,24 reais.

A economia do município é majoritariamente representada pelo setor de serviços, que responde por 62,7% da renda total. Em seguida, aparecem a indústria (24,8%) e a administração pública (11,1%), enquanto a agropecuária possui a menor participação, representando 1,4% da economia municipal. Segundo o IBGE em 2021, o setor terciário gerou R$ 3.920.605,76 mil reais em termos de valor adicionado bruto no PIB municipal. O setor secundário foi responsável por R$ 1.549.368,07 mil, e o setor primário representou R$ 88.572,38 mil reais para a economia local. De acordo com o Cadastro Central de Empresas do IBGE, a cidade possuía, no ano de 2023, 9 484 unidades locais e 9 003 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes, sendo 58 792 trabalhadores ocupados e 46 664 trabalhadores ocupados assalariados. Em relação aos salários, juntamente com outras remunerações, somavam 1 692 502 reais; o salário médio mensal do município era de 2,2 salários mínimos. Entre os maiores empregadores da cidade, encontram-se a administração pública (3.314 trabalhadores), o transporte intermunicipal de cargas (1.847 trabalhadores) e o atendimento hospitalar (1.702 trabalhadores).

O Porto Seco Sul de Minas foi inaugurado no município em 1993, sendo a primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI) a ser instalada no interior do Brasil. O primeiro grande salto nas exportações ocorreu em 1998, com o volume de sacas de café saltando de 25 mil para 280 mil, correspondendo a um crescimento de 1020% sobre o ano anterior. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 2023, o município liderou o ranking dos maiores exportadores de grãos de café do Brasil, ultrapassando US$ 1,5 bilhão em exportações.

Infraestrutura

De acordo com o censo de 2022 do IBGE, Varginha possuía 60 249 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos com uma média de 2,75 moradores por domicílio. Em 2010 foram contabilizados 32 564 domicílios, sendo 21 543 próprios (66,2% do total), 8 992 alugados (28,95%), 1 865 cedidos (4,65%) e 164 em outras condições. Dos domicílios em 2023, 44,1% localizavam-se em vias arborizadas, enquanto 68,4% contavam com urbanização completa.

Em 2022, 99,18 % dos domicílios possuíam coleta de lixo, 96,75 % possuíam esgotamento sanitário, 99,97 possuíam banheiro e 90,88% possuíam acesso à Internet. O abastecimento de água e esgoto no município é feito pela Copasa, enquanto a coleta de resíduos sólidos, e a drenagem urbana fica a cargo da prefeitura. O abastecimento de água adequado cobria 99,92% da população nos domicílios, com recuperação de 11,07% dos resíduos coletados. A drenagem de águas pluviais alcançava 55,8% da população.

A distribuição de energia elétrica é realizada pela Cemig. Em 2018, a capacidade de sua subestação no município foi ampliada de 25 para 50 MVA para atender a demanda municipal, incluindo o Distrito Industrial e as áreas próximas ao Shopping Via Café Garden.

Saúde

A rede de saúde em Varginha contava com aproximadamente 17 unidades de saúde integradas por meio de Unidades de Saúde da Família (USF) e de Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS), segundo informações de 2020. Haviam três centros de atenção psicossocial (CAPS). A assistência à saúde contava com o suporte de unidades especializadas de média e alta complexidade, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o censo demográfico de 2022, foram registrados 1 665 nascidos vivos, a taxa média de mortalidade infantil na cidade foi de 13,81 para cada 1.000 nascidos vivos, enquanto as internações por diarreia somavam 9,5 para cada 1.000 habitantes.

O Hospital Regional do Sul de Minas (HRSM) é a instituição de saúde mais antiga da cidade e uma das principais referências na região sul do estado, servindo a 50 municípios sob a supervisão da Superintendência Regional de Saúde de Varginha. O hospital localiza-se na região central do município e completou cem anos de existência em 2023. Na ocasião, disponibilizava 125 leitos de UTI adulto e 35 leitos de UTI neonatal, com foco no atendimento materno-infantil. Outro hospital público de importância no município é a Fundação Hospitalar do Município de Varginha (FHOMUV), também conhecida como Hospital Bom Pastor. Foi inaugurado em 1989, e funciona como uma instituição sem fins lucrativos. A estrutura atende exclusivamente pacientes do SUS e oferece atendimento médico-hospitalar geral para 176 municípios, tendo como destaque a oncologia. No período de 2024, atuava em 55 especialidades médicas e 122 leitos, incluindo terapia intensiva. No município, o atendimento por meio de convênios privados é ofertado através de redes como o Hospital Humanitas, inaugurado em 1994, e o Hospital Varginha, fundado em 2009. Ambos neste caso disponibilizam pronto atendimento 24 horas.

Varginha abriga dois cemitérios principais, sendo o Cemitério Municipal de Varginha, o mais antigo da cidade contendo o maior número de jazigos. No município, existe um crematório localizado no Cemitério Campal Parque da Saudade. Segundo o censo de 2022, foram registrados 1 071 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes com 245 registros (22,8%), seguida pelos tumores com 195 óbitos (18,2%).

Educação

De acordo com o IBGE, em 2010, a taxa de escolarização de pessoas de 6 a 14 anos em Varginha era de 97,9%. Em 2023, foram registradas 15.086 matrículas no ensino fundamental em 48 escolas e 4.636 matrículas no ensino médio em 21 escolas. O total de educadores foi de 880 para o ensino fundamental e 424 para o ensino médio. Ainda em 2023, o município contabilizava 14 escolas municipais, sendo 10 localizadas na área urbana, e 4 na zona rural.

Em 2023, a cidade recebeu o Centro de Excelência em Cafeicultura, sendo este o primeiro do Brasil focado na capacitação de profissionais e na pesquisa no setor cafeeiro. A criação do centro foi possibilitada através do Senar, em cooperação com o Sistema Faemg e a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O espaço é composto por salas de aula, uma biblioteca, um auditório e laboratórios, além de acolher eventos relacionados ao segmento cafeeiro.

Varginha dispõe de instituições de ensino, em âmbito federal, e privado, incluindo modalidades de ensino técnico, e educação a distância. De caráter federal, o município abriga uma unidade do CEFET-MG, como escola técnica, e um campus da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Entre os centros universitários de graduação privada em Varginha, destacam-se o Centro Universitário do Sul de Minas (a partir da fusão da Faculdade de Engenharia de Varginha - FENVA, e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Varginha - FAFI); a Faculdade de Direito de Varginha (FADIVA); a Faculdade Cenecista de Varginha (FACECA); e a Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas). Em 2012, Varginha foi a terceira cidade da região Sul de Minas Gerais a criar uma Unidade da AIESEC, ao lado de Itajubá e Poços de Caldas.

Transportes

==== Ferroviário ====

Na atualidade, as atividades ferroviárias no município estão sob responsabilidade da VLI Multimodal S.A., que passou a operar a Ferrovia Centro-Atlântica após a concessão da malha pertencente à Rede Ferroviária Federal, em 1996. O transporte ferroviário em Varginha teve início em 1892, com a chegada da Estrada de Ferro Muzambinho. Ao longo das décadas, a ferrovia passou por sucessivas administrações, incluindo a Rede Mineira de Viação. Com o declínio dos trens de passageiro em meados do século XX, o transporte regular em Varginha começou a ser desativado gradualmente e o último trem de passageiros operou no município em 1978. Em 2000, o prédio que ocupou a primeira estação do município, que fora atendido pela Estrada de Ferro Muzambinho, foi tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Varginha, e passou a funcionar como sede da Fundação Cultural do município. Para a malha ferroviária municipal, existem projetos de estratégia econômica voltados ao escoamento da produção agrícola local para o litoral do Rio de Janeiro. Outras discussões incluem o reaproveitamento dos trilhos para conectar Varginha a municípios vizinhos, como Três Corações, com extensão até Lavras.

==== Aéreo ====

Varginha abriga o Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky (IATA: VAG, ICAO: SBVG), inaugurado em 1948. O terminal a está localizado a cerca de 920 metros de altitude, estando credenciado pela ANAC para o recebimento de aeronaves na categoria 3C. É também utilizado para treinamentos e transporte de cargas.

==== Rodoviário ====

A cidade é atendida pelo Terminal Rodoviário Nova Varginha, que oferece diariamente rotas intermunicipais e interestaduais. O município é conectado pela BR-491 e pela MG-167, esta última possuindo um entroncamento ao sul com a BR-383, no município de Três Corações.

Cultura

Em Varginha, o folclore e as manifestações culturais são representados por expressões reconhecidas como patrimônio imaterial do município, entre elas a Folia de Reis, e a Capoeira. A homologação dos registros é realizada pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Varginha (CODEPAC).

Eventos

Festivais de música e eventos culturais como o Festival do Café, e o Oktoberfest Varginha, tem destaque entre a comunidade, e mesclam a gastronomia com a presença de artistas nacionais e locais. Varginha também integra o IGR Encantos de Minas, que promove o desenvolvimento do turismo e da cultura no sul de Minas Gerais, através de eventos culturais como o "Encontro da Frente da Gastronomia Mineira".

O município também promove o Projeto 5ª da Boa Música, que tem como finalidade incentivar e valorizar a cultura musical na cidade e região, promovendo o intercâmbio entre grupos musicais de variados estilos. O projeto, que é de caráter cultural e sem fins lucrativos, ocorre geralmente a cada quinze dias, e é mantido pela Fundação Cultural de Varginha.

Também se destaca por ser o berço da banda Tuatha de Danann, uma das pioneiras do folk metal no Brasil, e de destaque internacional. Fundada em 1994, é conhecida por combinar o heavy metal com os ritmos folclóricos celtas. A banda é também responsável pela idealização do "Roça N' Roll", festival regional de música rock que acontece anualmente desde 1998.

Para o destaque da música clássica, a cidade também conta com a Orquestra Filarmônica de Varginha, que recebe seu apoio do Ministério da Cultura.

Atrativos culturais e turísticos

Varginha localiza-se na porta de entrada do Circuito do Lago de Furnas e, como parte do Sul de Minas, atua como um ponto de acesso para viajantes dos estados vizinhos, como São Paulo e Rio de Janeiro.

O Caso do ET de Varginha conferiu notoriedade internacional à cidade, tornando-se seu principal atrativo turístico. A "Rota do ET" é um evento criado pela prefeitura da cidade em colaboração com a Secretaria Municipal de Turismo e Comércio de Varginha. Com enfoque temático, a rota tem como objetivo promover o acervo relacionado ao incidente, incluindo pontos turísticos como a Nave Espacial de Varginha, e o Memorial do ET. A rota também apresenta eventos e exposições que exploram o caso, atraindo entusiastas da ufologia.

Entre os principais espaços de interesse cultural e turístico destacam-se o Museu Municipal de Varginha, instalado em um edifício de 1920 que sediou a primeira agência do Banco do Brasil na cidade, e tombado pelo patrimônio municipal em 1999. O museu preserva um acervo com milhares de itens relacionados à memória da cidade e também abriga exposições temporárias. Outro espaço artístico é o Theatro Capitólio, inaugurado em 1927 em estilo eclético e projetado pelos irmãos Navarra, que imigraram da Itália para o Brasil. O teatro é utilizado para apresentações de música e dança, sendo um dos mais antigos em funcionamento no estado de Minas Gerais.

As áreas de mata com fauna nativa na zona urbana de Varginha incluem o Parque Zoobotânico e o Zoológico, além do Parque São Francisco, e do Parque Municipal Novo Horizonte. A zona rural abriga a Cachoeira dos Tachos e a Cachoeira dos Possidônios, além de oferecer trilhas para caminhadas e cavalgadas, e ser ponto de encontro para ciclistas e motociclistas.

Esportes

O futebol possui uma tradição popular entre os habitantes do município. O Varginha Esporte Clube (VEC), fundado em 1985, é uma das equipes mais representativas da cidade, com participações em torneios regionais. Outras equipes atualmente extintas, mas que tiveram destaque histórico no futebol municipal, são o Navarra Esporte Clube, e o Flamengo de Varginha. Além do futebol, o rugby é representado na cidade pelo Varginha Rugby Clube, fundado em 2001. As equipes mandam seus jogos no Estádio Dilzon Luiz de Melo, que é o principal estádio da cidade inaugurado em 1988, também conhecido como "Melão".

No município, a SEMEL – Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, é o órgão da prefeitura responsável pelo planejamento e execução de políticas públicas voltadas ao esporte e ao lazer. Entre suas atribuições estão a oferta de atividades esportivas, a manutenção dos equipamentos públicos da área e a realização de eventos e parcerias. O complexo esportivo da secretaria dispõe de piscinas, quadras, campo de futebol e ginásio de lutas e ginástica.

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Varginha (MG) 20 min de leitura