PUBLICIDADE
Pré-História

Stegosaurus: O Dinossauro de Placas que Intriga a História da Terra

Publicado em 28 de setembro de 2025

COMPARTILHE:
Stegosaurus: O Dinossauro de Placas que Intriga a História da Terra

Stegosaurus ou estegossauro é um gênero de dinossauros herbívoros tireóforos. Os fósseis deste gênero datam do período Jurássico Superior, do período Kimmeridgiano aos primeiros estratos envelhecidos do Tithoniano, entre 155 e 148 milhões de anos atrás, no oeste dos Estados Unidos e em Portugal. Das espécies que foram classificadas da parte superior da Formação Morrison no oeste dos Estados Unidos, apenas três são universalmente reconhecidas; S. stenops, S. ungulatus e S. sulcatus.

Foram encontrados os restos mortais de mais de 80 animais desse gênero. Stegosaurus teria vivido ao lado de dinossauros como Apatosaurus, Diplodocus, Brachiosaurus, Allosaurus e Ceratosaurus; os dois últimos podem ter sido predadores do gênero.

Eles eram grandes herbívoros quadrúpedes com costas arredondadas, fortemente equipados, tinham membros anteriores curtos, membros posteriores longos e tinham caudas erguidas no ar. Devido à sua combinação distinta de placas largas e verticais e cauda pontiaguda com pontas, o Stegosaurus é um dos mais facilmente reconhecíveis dinossauros. A função desse conjunto de placas e pontas tem sido objeto de muita especulação entre os cientistas.

Hoje, é geralmente aceito que suas caudas pontiagudas tenham sido mais provavelmente usadas para defesa contra predadores, enquanto que suas placas poderiam ter sido usadas principalmente para exibição, e secundariamente para funções termorreguladoras. Stegosaurus tinha uma proporção cérebro-massa corporal relativamente baixa. Tinha um pescoço curto e uma cabeça pequena, o que significa que ele provavelmente comia arbustos e moitas. Uma espécie, Stegosaurus ungulatus, é a maior entre todos os estegossauros conhecidos (maior até do que outros dinossauros relacionados como Kentrosaurus e Huayangosaurus).

Os restos de Stegosaurus foram identificados pela primeira vez durante a "guerra dos ossos", pelo paleontólogo norte-americano Othniel Charles Marsh. Os primeiros esqueletos descobertos eram fragmentados e os ossos estavam espalhados, e demoraria muitos anos para que a verdadeira aparência desses animais, incluindo sua postura e arranjo de placas, se tornasse bem compreendida. O nome Stegosaurus vem do grego, στέγος-σαῦρος (stegos-sauros), e significa "lagarto telhado", em referência às suas placas ósseas.

Apesar de sua popularidade em livros e filmes, os esqueletos montados de Stegosaurus não eram os principais nos museus de história natural até meados do século XX, e muitos museus tiveram que montar exposições compostas com fósseis de várias espécies diferentes devido à falta de esqueletos completos. Stegosaurus é um dos dinossauros mais conhecidos e já apareceu em filmes, selos postais e em muitos outros tipos de mídia.

Descoberta e história

Stegosaurus, é um dos muitos dinossauros coletados e descritos pela primeira vez na guerra dos ossos, foi originalmente nomeado por Marsh em 1877, por meio de restos recuperados no norte de Morrison, no estado do Colorado, Estados Unidos. Esses primeiros ossos se tornaram o holótipo do Stegosaurus armatus. Marsh inicialmente acreditava que os restos pertenciam a um animal aquático parecido com uma tartaruga, e a base para seu nome científico, "lagarto telhado", veio de sua crença inicial de que as placas estavam sobre as costas do animal, sobrepostas como telhas (ladrilhos) em um telhado. Ricos materiais de Stegosaurus foram sendo descobertos nos anos seguintes, e Marsh publicou vários artigos sobre o gênero de 1877 a 1897.

Em 1878, o paleontólogo norte-americano Edward Drinker Cope nomeou Hypsirhophus discurus, como pertencendo ao gênero Stegosaurus baseado em espécimes fósseis fragmentados da Pedreira 3 de Cope próximo do local conhecido como "Cope's Nipple" em Garden Park, Colorado. Muitos pesquisadores posteriores consideraram o Hypsirhophus como um sinônimo de Stegosaurus, embora Galton (em 2010) tenha sugerido que eles eram gêneros distintos com base nas diferenças entre as suas vértebras.

Marsh nomeou uma segunda espécie, Stegosaurus ungulatus, em 1879, e finalmente fez uma descrição mais detalhada de todos os fósseis de Stegosaurus coletados até o ano seguinte. Em 1881, ele nomeou uma terceira espécie, o Stegosaurus "affinis", baseada apenas no osso do quadril. Esta espécie foi amplamente aceita como tendo sido inadequadamente descrita e, portanto, é um nomen nudum (uma espécie que não tem uma descrição formal).

O espécime foi posteriormente perdido. Marsh continuou a coletar e examinar novas espécies de Stegosaurus e, em 1887, nomeou três novas espécies: S. stenops, S. duplex e S. sulcatus. Embora que ainda não tivesse sido completamente preparada, a espécie quase completa e articulada de Stegosaurus stenops permitiu que Marsh completasse a primeira tentativa de reconstrução do esqueleto de um Stegosaurus. Esta primeira reconstrução, de S. ungulatus com partes faltantes preenchidas com fósseis de S. stenops, foi publicada por Marsh em 1891. (Em 1893, o naturalista e geólogo inglês Richard Lydekker erroneamente republicou o desenho de Marsh com a indicação de um Hypsirhophus).

A próxima espécie de Stegosaurus a ser nomeada foi S. marshi, pelo zoólogo e conservador de museus norte-americano Frederic Augustus Lucas em 1901. Lucas reclassificou esta espécie no novo gênero Hoplitosaurus mais tarde naquele mesmo ano. Lucas também reexaminou a questão da aparência em vida do Stegosaurus, chegando à conclusão de que as placas estavam dispostas aos pares em duas fileiras ao longo das costas, dispostas acima das bases das costelas. Lucas autorizou que o paleoartista norte-americano Charles Robert Knight produzisse uma restauração em vida de S. ungulatus com base em sua nova interpretação.

No entanto, no ano seguinte, Lucas escreveu que naquele momento passou a acreditar que as placas provavelmente estavam conectadas em fileiras escalonadas. Em 1910, o paleontologista norte-americano Richard Swann Lull escreveu que o padrão alternado observado em S. stenops provavelmente se devia ao deslocamento do esqueleto após a sua morte.

Ele liderou a construção da primeira montagem esquelética de Stegosaurus no Museu Peabody de História Natural, que foi apresentada com placas emparelhadas. Em 1914, o paleontologista norte-americano Charles Whitney Gilmore argumentou contra a interpretação de Lull, observando que muitos exemplares de S. stenops, incluindo o então holótipo completamente montado, preservaram as placas em fileiras alternadas próximo ao topo das costas, e que não haviam evidências de que as placas tivessem se deslocado em relação ao corpo durante a fossilização. As interpretações de Gilmore e Lucas tornaram-se as padrões geralmente aceitas, tanto que a montagem de Lull no Museu Peabody foi alterada para refleti-las em 1924.

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Stegosaurus: O Dinossauro de Placas que Intriga a História da Terra 5 min de leitura