PUBLICIDADE
Cidades do Brasil

Silveiras (SP)

Publicado em 04 de julho de 2026

COMPARTILHE:
Silveiras (SP)

Silveiras é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Bananal, no Vale do Paraíba. Sua população recenseada em 2022 era de 6.186 habitantes.

História

Por estar situada no caminho entre os portos de Mambucaba e Paraty e as jazidas de ouro de Minas Gerais, a região do município de Silveiras foi ocupada por alguns ranchos de pouso para tropeiros no século XVIII.

Por volta de 1780, a edificação de uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição no rancho da família Silveira deu origem a povoação de Silveiras, a qual servia de ponto de pouso para os tropeiros.

Nos primeiros anos do século XIX, o café chegou até o então bairro rural de Silveiras, o que proporcionou um grande crescimento à povoação, sendo um dos motivos para que, em 9 de dezembro de 1830, um decreto eleve o povoado à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Silveiras, subordinada à vila de Lorena.

Graças à luta da população local, a Lei Provincial nº 12, de 28 de fevereiro de 1842, elevou Silveira à condição de vila, desmembrando-a de Lorena. Meses depois, a vila esteve envolvida nas Revoltas Liberais de 1842, em sangrentos combates, como nos mais de 50 assassinatos cometidos pelas tropas do Conde de Caxias em 12 de julho de 1842. Devido aos combates e à destruição da vila, a mesma só foi instalada em 7 de setembro de 1844.

Em 1860, segundo relatos de Augusto Emílio Zaluar, entre Silveiras e Lorena, só o que se via eram choupanas caipiras; uma população quase nômade, que contruía albergues "toscos e mesquinhos", semelhantes às tendas árabes. Essas moradas muitas vezes tinham, à frente, apenas um alpendre de duas vigas, com lombilhos, rédeas, esporas, garruchas e violas pendurados nas colunas. No interior, uma cozinha e um quarto, separados por cortina de chita. Quando o Caipira estava em casa, sentava-se à porta do lar, fumando cigarro de fumo mineiro, olhando seu cavalo pastar.

Em 1860, também segundo Zaluar, a vila estava edificada nas duas margens da estrada geral de São Paulo, em uma planície baixa, rodeada por morros. Se destacava na paisagem a pitoresca capelinha do Patrocínio, construída em uma das colinas. A vila tinha algumas ruas e três praças, e pouco mais de cento casas, muitas cobertas de sapé. A Igreja Matriz estava em reparos, porque estava quase em ruínas.

A Casa de Câmara ficava localizada no centro de uma das praças. Internamente, tinha um salão vasto e decente; com a cadeia pouco segura no térreo do edifício. O Sr. João Henriques de Azevedo e Almeida era o juiz municipal em 1860. A terceira praça possuía um pequeno chafariz, construído com dinheiro da população, que pedia ao estado que custeasse o encanamento.

Em 1860, Silveiras tinha uma escola pública de instrução primária para cada sexo, que ensinavam 26 meninos e poucas meninas. Havia também uma escola de instrução secundária para dez alunos. Além disso, um teatro pequeno e regular, do Sr. capitão Félix de Castro. O cemitério era espaçoso, murado e fechado por um grande portão.

Em 1860, sua produção agrícola principal era de café: 150 mil arrobas por ano. O comércio estava estacionário por falta de recursos pecuniários, escassez das colheitas de café e dificuldade de obter-se meio circulante.

Em 22 de fevereiro de 1864, Silveiras foi elevada à condição de cidade.

No final do século XIX, a decadência do ciclo do café, somada a outros fatores, levou a um grande êxodo da população silveirense, que, em seu auge, era de 25 mil habitantes. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, Silveiras foi novamente palco de combates e as antigas trincheiras de 90 anos antes foram reabertas. Seis anos depois, em 1938, sua comarca foi extinta e incorporada à de Cachoeira.

O movimento tropeirista, que vem ativando a cidade desde 1978, deu grande incentivo ao artesanato e às artes locais, ficando o último domingo do mês de agosto instituído como o "Dia do Tropeiro".

PUBLICIDADE

Geografia

Localiza-se a uma latitude 22º39'52" sul e a uma longitude 44º51'10" oeste, estando a uma altitude de 615m. Possui uma área de 415,74 km². A densidade demográfica é de 13,51 hab/km².

Os municípios limítrofes são Lavrinhas e Queluz a norte, Areias a leste, Cunha a sudeste, Lorena a sudoeste, Cachoeira Paulista a oeste e Cruzeiro a noroeste.

Demografia

População

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 3.905 brancos (63,13%), 1.927 pardos (31,15%), 351 pretos (5,67%), 2 amarelos (0,03%) e 1 indígena (0,02%).

Infraestrutura

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1974 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1987 com o código de área (0125). Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.

PUBLICIDADE

Religião

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 96,12% da população do município é cristã, sendo 80,86% católicos e 15,26% evangélicos. Outras religiões representam 1,77% da população total.

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:

Igreja Católica

A igreja faz parte da Diocese de Lorena.

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:

Assembleia de Deus Ministério do Belém.

Congregação Cristã no Brasil.

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Silveiras (SP) 5 min de leitura