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Idade Contemporânea

Revolução Chinesa de 1911 e a Guerra Civil Chinesa

Publicado em 13 de novembro de 2025

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Revolução Chinesa de 1911 e a Guerra Civil Chinesa

A dinastia Qing (manchu), da China, jamais se recuperou totalmente da Rebelião Taiping (1853-64, págs. 119-20), e ao longo dos anos seguintes enfrentou crescente intervenção das potências europeias, ansiosas por estender suas atividades comerciais no país.

Essa intrusão estrangeira, somada às atividades cada vez maiores dos missionários cristãos, despertou profundos ressentimentos e ensejou um movimento popular liderado por integrantes de uma organização secreta, a Sociedade dos Punhos Justiceiros e Harmoniosos. Esse movimento ficou conhecido como a Rebelião dos Boxers (1898-1901). Iniciado no Norte da China, onde a importação de mercadorias estrangeiras provocara uma crise de desemprego, os boxers começaram a atacar embaixadas e até matar missionários estrangeiros, cristãos e chineses; destruíam também ferrovias e linhas de telégrafo.

Depois que os estrangeiros tiveram de se refugiar no Bairro das Missões Diplomáticas, em Beijing, e depois que o embaixador alemão foi morto, as potências europeias enviaram à China, em agosto de 1900, uma força aliada de 20 mil homens. Em setembro de 1901, Cixi, a Imperatriz Viúva, ‐ viu-se forçada a aceitar os duros termos do Protocolo de Paz, que concedia aos estrangeiros controle ainda maior da renda do país. A Rússia aproveitou a oportunidade para se apoderar da Manchúria (o que provocou a Guerra Russo-Japonesa de 1904-5), e os britânicos invadiram o Tibete. A própria China não sofreu nenhuma partilha pelas potências europeias, em parte porque o fanatismo dos boxers demonstrara que qualquer tentativa nesse sentido suscitaria enorme resistência popular.

Irrecuperavelmente enfraquecida, a dinastia Qing acabou sendo varrida pela Revolução Chinesa de 1911. Os revolucionários, liderados por Sun Yat-Sen, haviam formado uma aliança antimanchu em 1905, quando também começaram a divulgar sua propaganda revolucionária. Após o levante de Wuchang, em outubro de 1911, representantes das províncias chinesas proclamaram a república, tendo Sun Yat-Sen como presidente provisório do Kuomintang (Par tido Nacionalista). Em fevereiro de 1912, Puyi, o último imperador Qing, de apenas 6 anos de idade, foi forçado a abdicar, terminando assim 2 mil anos de governo imperial na China.

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