Lagoa Real (BA)
Lagoa Real é um município brasileiro do sudoeste do estado da Bahia. Está localizado no Alto Sertão Baiano. Sua população, segundo dados do Censo do IBGE em 2022, é de 14 105 habitantes.
Lagoa Real tem o apelido de "Terra da Vaquejada".
A emancipação política de Lagoa Real ocorreu em 1989. Até esse ano, foi um dos maiores e mais importantes distritos de Caetité.
História
O povoado de Lagoa Real se formou no século XIX em fazenda de mesmo nome, anteriormente pertencente ao latifúndio da Casa da Ponte.
O povoado foi elevado à categoria de freguesia, dentro da cidade de Caetité, por meio da Lei Provincial nº 2.211, de 16 de julho de 1881.
Um importante episódio da história lagoa-realense foi a passagem da Coluna Prestes que, evitando a sede municipal de Caetité, atacou o então distrito.
Na década de 1980, a população de Lagoa Real, na época um dos distritos mais importantes de Caetité, mobilizou-se em uma associação pela emancipação, obtida por meio da Lei Estadual n° 5025, de 13 de junho de 1989.
Geografia
Os municípios limítrofes a Lagoa Real são Caetité (oeste), Ibiassucê (sul), Livramento de Nossa Senhora (leste ou norte) e Rio do Antônio (sul).
Política e administração
O Município de Lagoa Real possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um Prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Lagoa Real, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por 11 vereadores também eleitos por sufrágio universal.
Poder Executivo
O prefeito de Lagoa Real é José Carlos Trindade Duca, também conhecido como Bida, do União Brasil, que assumiu o cargo em 2025 para seu primeiro mandato. O vice-prefeito é Arlecio Neves Soares, do União Brasil.
Economia
A economia de Lagoa Real tem como base a agricultura e a pecuária.
Jazidas de urânio
Lagoa Real tem uma das maiores jazidas de urânio do Brasil.
Em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 25 de agosto de 2015, a estatal federal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) declarou que encontrou água contaminada com alto teor de urânio na zona rural do município. A primeira checagem da água foi feita em outubro de 2014 e a segunda, em março de 2015, imprópria para o consumo humano.