Lagoa d'Anta (RN)
O povoamento da região onde hoje se situa o município de Lagoa d’Anta se intensificou no final do século XVIII, com o surgimento de fazendas de criação de gado estrategicamente instaladas às margens de lagoas, aproveitando a disponibilidade de água e a fertilidade das terras.
A história local registra como um dos principais marcos a chegada de Narciso da Silva, por volta de 1875, vindo da região do Seridó. Ao chegar, ele se estabeleceu na localidade denominada Baixa Grande, situada entre o sítio Pau-Queimado de Cima e a lagoa do Pedro.
Segundo relatos de Joaquina Narciso, neta de Narciso da Silva, naquela época as terras eram obtidas principalmente por meio da posse. O fazendeiro para quem Narciso trabalhava lhe indicou uma área onde existia uma grande lagoa frequentada por diversas antas. Considerada uma região fértil e promissora, a localidade passou a ser conhecida como Lagoa das Antas. O ambiente era favorável tanto para a criação de gado quanto para o cultivo de feijão, milho, mandioca, batata e outros produtos agrícolas.
Por volta de 1895, Narciso da Silva teria remarcado suas terras, abrangendo uma área que se estendia da atual igreja católica até as proximidades do Pau-Queimado de Cima. De acordo com a tradição oral preservada pela família, Narciso se uniu a uma mulher indígena, com quem formou família. O casal teve treze filhos, dos quais sete chegaram à idade adulta: Francisco Narciso da Silva, Antônio Narciso da Silva, Manoel Narciso da Silva, José Narciso da Silva, Josefa Narciso da Silva, Mariana Narciso da Silva e Paulina Narciso da Silva. Essa família é considerada uma das primeiras a se estabelecer permanentemente no território que deu origem ao município.
Já no início do século XX, o processo de povoamento e desenvolvimento da localidade ganhou impulso com a ampliação da infraestrutura viária do estado. Esse avanço ocorreu especialmente durante o governo de Alberto Maranhão e, posteriormente, no governo de Ferreira Chaves (1914–1919), quando foram construídas estradas que integraram os núcleos populacionais da região aos principais centros urbanos do Rio Grande do Norte.
A partir desse período, o desenvolvimento de Lagoa d’Anta foi fortalecido pela melhoria das ligações rodoviárias com Nova Cruz, município ao qual pertencia, e com outras cidades potiguares, favorecendo a circulação de pessoas, mercadorias e serviços.
No âmbito político-administrativo, Lagoa d’Anta foi elevada à categoria de município em 1962.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Lagoa d’Anta, pela Lei Estadual n.º 2.788, de 11-05-1962, desmembrado de município de Nova Cruz.
Sede no atual distrito de Lagoa d’Anta. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-03-1963.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.