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Cidades do Brasil

Joaquim Felício (MG)

Publicado em 04 de julho de 2026

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Joaquim Felício (MG)

Joaquim Felício é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais.

A cidade tem uma população de 3 854 habitantes, conforme o censo realizado em 2022. Situa-se na Latitude 17º45'27 S e Longitude 44º10'20 W. O município possui área de 790, 935 mil m² e localiza-se a uma altitude média de 657 metros.

Faz divisas ao norte com os municípios de Bocaiúva e Engenheiro Navarro, a oeste com Francisco Dumont e Lassance, ao sul e a leste com Buenópolis. Dista 300 km de Belo Horizonte, e o acesso é através das rodovias BR 135 e BR 040. Possui também um acesso ferroviário pela Linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, embora restritamente ao transporte de cargas.

História

Os fazendeiros João José da Rocha, Antônio Monteiro e Ranulfo Cândido de Aguiar, proprietários da Fazenda Tabua, foram os primeiros habitantes da localidade, fazenda esta, situada à margem esquerda do Riacho Embaiassaia, tendo ao fundo a Serra do Cabral.

A localidade começou a ficar em evidência, quando da inauguração da estação ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1921. Batizada inicialmente com o nome de Estação de Tábua. Próxima à "garganta do Cruzeiro", passou posteriormente a se chamar, Embaiassaia, devido ao córrego próximo. Em 1928, já tinha o nome atual, Joaquim Felício. Atualmente, o município vem crescendo culturalmente e seu turismo vem se abrangendo.

Emancipada do município de Buenópolis pela Lei nº 2764 de 1962, a cidade surgiu ao pé da Serra do Cabral, tendo como principal atividade o extrativismo de seus recursos naturais (cristal de rocha).

O topônimo Joaquim Felício originou-se de homenagem a Joaquim Felício dos Santos, cidadão natural da cidade do Serro, político, escritor, professor e jurista.

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Geografia

O Município situado no centro-norte de Minas Gerais, é famosa por suas belas cachoeiras. A cachoeira do Boqueirão fica junto à cidade e é muito visitada. Outras, um pouco afastadas, como a Cachoeira do Barro e a Cachoeira de João Corrêa, são pouco conhecidas. Existem basicamente duas estações definidas: O verão, chuvoso entre os meses de novembro e março e a seca que pode durar até sete meses. Em Joaquim Felício fica parte do Parque Estadual da Serra do Cabral, criado em 2005. A Cidade possui acesso rodoviário pela BR 135 e ferroviário pela Linha do Centro da antiga EFCB, posteriormente Rede Ferroviária Federal, linha privatizada onde hoje somente é utilizada para transporte de cargas. Fica a 140 km ao sul de Montes Claros e a 120 km ao norte de Curvelo.

É dividida ao meio pelo ribeirão de nome Embaiassaia. É uma cidade bucólica, sendo grande parte da população constituida por aposentados.

A bandeira do município, entre uma planta de açúcar e uma de milho, o escudo tem acima dois morros da Serra do Cabral de onde desce em azul uma cachoeira, à esquerda há uma planta de tabaco, a sua direita uma de Sempre-Viva, abaixo a linha do trem, e acima um chifre de boi (representando o comércio de gado) e uma drusa de cristais.

É dividido ao meio pelo ribeirão de nome Embaiassaia. É uma cidade bucólica, sendo grande parte da população constituída por aposentados.

A bandeira do município, entre uma planta de açúcar e uma de milho, o escudo tem acima dois morros da Serra do Cabral de onde desce em azul uma cachoeira, à esquerda há uma planta de tabaco, a sua direita uma de Sempre-Viva, abaixo a linha do trem, e acima um chifre de boi (representando o comércio de gado) e uma drusa de cristais.

Infraestrutura urbana

O desenvolvimento urbano e a qualidade de vida no município de Joaquim Felício são mensurados pelo seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), estipulado em 0,64, o que é considerado de médio desenvolvimento de acordo com os padrões das Nações Unidas. O município carece de uma Política Municipal de Saneamento Básico instituída por lei, porém dispõe de um Plano Municipal de Saneamento Básico estruturado para orientar as diretrizes do setor na comuna.

Saneamento e serviços básicos

Os serviços públicos de abastecimento e distribuição de água tratada na zona urbana de Joaquim Felício são operados em regime de concessão pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA). Por sua vez, o atendimento às populações residentes na zona rural é descentralizado, fazendo com que os moradores recorram historicamente ao uso de poços artesianos, cisternas domiciliares e captação direta em cursos d'água superficiais da região. O fornecimento de energia elétrica e a manutenção da rede de alta tensão em todo o território municipal são de responsabilidade da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG).

Gestão de resíduos sólidos e rede bancária

A gestão do lixo e dos rejeitos domésticos é coordenada pelo poder público local, que conta com uma estrutura própria integrada por uma Unidade de Separação de Resíduos Sólidos e Compostagem. O recolhimento de lixo nas vias públicas urbanas é executado em frequência diária com o auxílio logístico de um trator de pneus equipado com reboque acoplado. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente atua no desenvolvimento de projetos de expansão e otimização dos sistemas de coleta seletiva e destinação correta tanto para o perímetro urbano quanto para os núcleos residenciais rurais.

O setor financeiro e de transações bancárias da localidade é composto por postos de atendimento e correspondentes específicos. O município conta com os serviços do Banco do Brasil operados de forma integrada à agência local dos Correios através do modelo de Banco Postal. A oferta de serviços bancários na cidade é complementada por postos de atendimento eletrônico e correspondentes comerciais vinculados ao Banco Itaú, à Caixa Econômica Federal e ao Banco Bradesco.

Cultura

As manifestações culturais do município de Joaquim Felício são fortemente marcadas pela preservação de tradições populares, sociais e de matriz religiosa, que movimentam o calendário local ao longo de todo o ano e atuam como importantes fatores de inclusão social. Devido à sua relevância para a identidade e a memória coletiva local, a "Festa de Nossa Senhora das Dores e do Divino Espírito Santo" (popularmente conhecida como Festa de Setembro) foi oficialmente registrada como patrimônio cultural imaterial pelo município através do Decreto nº 023/2013, sendo inscrita no Livro de Registro das Celebrações. O evento estende-se por quatro dias em parceria com a Igreja Católica e engloba manifestações tradicionais como a Marujada de Nossa Senhora do Rosário e os desfiles litúrgicos.

O calendário festivo e religioso da comuna engloba os seguintes eventos tradicionais:

Janeiro e Fevereiro: No primeiro mês do ano, celebra-se a tradicional festa em honra a São Sebastião, evento que conta com o patrocínio de fazendeiros e devotos locais através da oferta de bezerros e prendas para leilões beneficentes em prol da Igreja. Entre dezembro e o dia 6 de janeiro, ocorrem os festejos e o encerramento da Folia de Reis. Em fevereiro, o município realiza as festividades do Carnaval, que atraem turistas de diferentes regiões.

Maio e Junho: Durante o mês de maio, realiza-se o "Mês de Maria", caracterizado pela reza comunitária do terço, coroações e leilões religiosos. Em junho, celebram-se as festas juninas com o acendimento de fogueiras, danças de quadrilhas e o preparo de pratos típicos da culinária regional.

Agosto e Setembro: No dia 31 de agosto, comemora-se oficialmente o aniversário de emancipação política do município de Joaquim Felício. Logo em seguida, no dia 2 de setembro, celebra-se o Dia do Evangélico. Ainda em setembro, ocorrem os festejos centenários da padroeira, Nossa Senhora das Dores, e do Divino Espírito Santo.

As folias, também denominadas ternos ou companhias, constituem um componente de considerável importância no imaginário e patrimônio cultural mineiro em Joaquim Felício. Esses grupos estruturam-se a partir da devoção popular a santos como os Reis Magos, São Sebastião e o Divino Espírito Santo, sendo formados por cantadores e tocadores que conduzem ritos como o "giro" ou "jornada". Utilizando instrumentos tradicionais — como violas, violão, cavaquinho, pandeiro, bumbos, sanfona e caixas — e portando a bandeira como principal elemento simbólico, os foliões visitam as casas de devotos para cumprir promessas, distribuir bênçãos e recolher donativos, exibindo indumentárias variadas que vão de trajes comuns a máscaras e vestes de palhaço.

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Turismo

O município de Joaquim Felício apresenta um potencial de destaque voltado para o ecoturismo, o turismo de aventura e o turismo histórico-cultural, impulsionado pelo seu rico patrimônio natural e por sua localização geográfica estratégica nas imediações da Serra do Cabral. As festividades religiosas locais atuam de forma integrada ao setor, atraindo fluxos de visitantes que complementam os roteiros de fé com visitas guiadas a monumentos urbanos e atkativos naturais estruturados por receptivos locais.

O inventário de atrativos turísticos e pontos de interesse do município divide-se em vertentes principais:

Patrimônio histórico, cultural e mirantes

Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Estação Ferroviária: Importante complexo de preservação histórica da memória ferroviária regional, refletindo a arquitetura típica da época de expansão das linhas de trem pelo interior de Minas Gerais.

Mirante do Cristo: Ponto de interesse elevado e de grande apelo panorâmico, muito procurado para contemplação da paisagem urbana e das formações serranas circundantes.

Igreja Nossa Senhora das Dores: Templo religioso de relevância histórica e cultural para a comunidade, intimamente ligado às centenárias celebrações da padroeira do município.

Igreja Nossa Senhora de Fátima: Outro importante marco da arquitetura religiosa local, integrado aos roteiros de turismo religioso da cidade.

Sons da Estação: Manifestação cultural ou espaço de memória atrelado ao patrimônio ferroviário, atuando na preservação da identidade sonora e histórica do município.

Atrativos naturais e ecoturismo

Parque Estadual da Serra do Cabral: Unidade de conservação de grande porte que abriga campos rupestres, rica biodiversidade, recursos hídricos preservados e sítios arqueológicos, consolidando-se como o principal eixo de turismo ecológico regional.

Cachoeira do Boqueirão: Queda-d'água de destaque no município, muito utilizada para banho, lazer e atividades de ecoturismo devido à qualidade de suas águas e beleza cênica.

Cachoeira de João Correia: Mais um importante recurso hídrico de apelo natural do município, integrando o circuito de cachoeiras e trilhas ecológicas locais.

Pedra Alta: Formação geológica e geossítio singular na paisagem do município, atraindo a atenção de praticantes de caminhadas e observadores da natureza.

Lago Norte: Espaço hídrico propício para atividades de contemplação, descanso e convivência integrada à matriz de atrativos da cidade.

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Joaquim Felício (MG) 9 min de leitura