PUBLICIDADE
Cidades do Brasil

Inhapim (MG)

Publicado em 04 de julho de 2026

COMPARTILHE:
Inhapim (MG)

Inhapim é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de 280 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 860 km², sendo que 4 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 22 925 habitantes em 2025.

Etimologia

A origem do nome da cidade vem do pássaro inhapim (Icterus cayanensis) nativo da região. Inhapim é uma palavra do tupi que significa “amanhece” ou “amanhecer”. A ave pertence à família icteridae e possui como características mais marcantes a plumagem negra com uma destacada marca amarela em cada asa. O ornitólogo e pesquisador Ronald Rocha afirma que o pássaro foi assim denominado pelos indígenas da região pela sua marca registrada, de cantar em bandos ao nascer do dia.

PUBLICIDADE

História

Em 1865, chegou à barra do córrego Santo Antônio, Joaquim José Ribeiro que, ao perceber a fertilidade da terra considerou-a propícia para o plantio de café. As primeiras safras foram boas, pelo que Joaquim e seu amigo José Ribeiro Veloso decidiram ficar no local.

Em 1880 Inhapim era um núcleo com população crescente. Destacam-se entre os primeiros moradores Francisco Silva, José Joaquim da Silva Pereira, Major José Francisco Furtado Torres e Teobaldo José Melo. O povoado surgiu em 1882, quando os moradores se reuniram para constituiu o Patrimônio de São Sebastião de Inhapim através de doações. Em 1885 o patrimônio contava com 14 casas, das quais três de comércio, uma farmácia, uma oficina de funileiro e uma capela.

Inhapim foi reconhecido como distrito pertencente a Caratinga pelo decreto estadual nº 242 de 21 de novembro de 1890. O reconhecimento como município ocorreu em 17 de dezembro de 1938, mediante o decreto-lei estadual nº 148 de 17 de dezembro de 1938. Após a emancipação, Inhapim passou por diversas modificações territoriais, com sucessivas criações e emancipações de distritos. Do município foram desmembrados Iapu (1948), Dom Cavati (1962), São Domingos das Dores (1995) e São Sebastião do Anta (1995).

Geografia

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Ipatinga e Imediata de Caratinga. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Caratinga, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce. Inhapim é cortada pela BR-116, que é a principal forma de acesso à cidade.

O bioma original predominante é a Mata Atlântica. O município está situado na bacia do rio Doce e o relevo é predominantemente ondulado. Os principais mananciais que banham Inhapim são os rios Caratinga, que corta a cidade, Manhuaçu e Preto. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos cursos d'água de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos os ribeirões Alegre e São Domingos e córregos Boa Sorte, Conceição, São Silvestre e Taquaral.

Demografia

Em 2022, a população foi estimada em 22 692 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, 13 628 habitantes viviam na zona urbana (60,06% do total) e 9 064 na zona rural (39,94%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por 16 289 católicos (80,17% do total), 3 322 evangélicos (16,35%), 492 pessoas sem religião (2,42%), 32 espíritas (0,16%), dez da umbanda e candomblé (0,05%) e 0,86% estão divididos entre outras religiões.

Distritos

O município é composto por onze distritos, além da sede. São eles: Bom Jesus do Rio Preto, Córrego Januário, Itajutiba, Jerusalém, Macadame, Novo Horizonte de Inhapim, Santo Antônio do Alegre, São José do Peixe de Inhapim, São José do Taquaral, São Tomé de Minas e Tabajara.

PUBLICIDADE

Política

A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por onze vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Inhapim abriga uma comarca de segunda entrância do Poder Judiciário estadual, que tem como termos os municípios de Dom Cavati, Iapu, São Domingos das Dores, São Joao do Oriente e São Sebastião do Anta. O município possuía, em maio de 2026, 19 740 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O município tem sua rivalidade partidária dividida entre duas classes, os "Corta-Guelas" e os "Pica-Paus", que são encabeçados pelos partidos UNIÃO e MDB, respectivamente. Esta divisão se faz antiga (os corta-guelas sendo os antigos "bacuraus""Partido Progressista Mineiro, UDN e ARENA — e os pica-paus como os antigos "caranguejos" — PRM, PSD dos anos 1950 e MDB do bipartidarismo) e divide fortes opiniões até os dias de hoje.

Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de Inhapim tem seu rendimento concentrado no setor terciário da macroeconomia. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia 2 204 empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (26,2%), seguido pelo setor de atividades de serviços pessoais (6,58%) e por serviços especializados para construção (6,49%). No mesmo ano, 3 016 pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a administração pública (41,3%), comércio varejista (20,4%) e atividades de atenção à saúde humana (5,7%).

Dentro da agricultura, o café representou a maior área ocupada pela lavoura permanente municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de 3 580 ha cultivados, seguido pela banana (445 ha) e pelo maracujá (30 ha). Enquanto isso, os cultivos temporários mais representativos foram o milho (800 ha), feijão (415 ha) e cana-de-açúcar (74 ha). Também é comum a produção de inhame, com a cidade sendo considerada a "Capital do Inhame". Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de 48 450 galináceos, 41 867 bovinos, 3 314 suínos e 1 731 equinos. Inhapim produziu 160 mil dúzias de ovos de galinha de 16 000 galinhas, 15 986 mil litros de leite de 8 437 vacas e 720 quilos (kg) de mel de abelha. Ademais, foram pescados 3 850 kg de tilápia, 1 100 kg de carpa, 1 050 kg de piau, 1 000 kg de tambaqui e 210 kg de tambacu.

Infraestrutura

Em 2022, foram registrados 224 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (33%), seguida pelos tumores (14%). Já em 2023, foram registrados 264 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi de 7,58 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos. Em 2022, segundo o IBGE, 51,58% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,94% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 35,43% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.

Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 53,55% não completaram o ensino fundamental, 15% tinham somente o fundamental completo, 20,25% tinham o ensino médio completo e 1,24% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 7,4 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 89,92%, resultando em 10,08% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade.

Cultura

Inhapim possui entre seus principais atrativos a Festa do Inhame, com espetáculos musicais e solenidades diversas, além da comercialização de diversos pratos doces e salgados feitos a partir do inhame. O evento é voltado à valorização do pequeno produtor e da agricultura familiar e atrai frequentadores de toda a região. São bens tombados como patrimônio cultural do município o Museu Histórico de Inhapim e o respectivo acervo fotográfico.

Gostou do conteúdo? Compartilhe!
Inhapim (MG) 7 min de leitura