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Cidades do Brasil

Imbé (RS)

Publicado em 04 de julho de 2026

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Imbé (RS)

Imbé é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. O município faz parte da Aglomeração Urbana do Litoral Norte instituída pela Lei Complementar Estadual 12.100/2004.

Sua praia é muito procurada por esportistas, especialmente surfistas, devido às ondas que se formam nas suas águas. Os melhores pontos para se surfar estão na altura do calçadão.

O animal-símbolo do município é o boto (Tursiops truncatus).

História

No ano 1000 somente havia indígenas no Brasil.

Por volta do ano 1000, a região foi invadida por povos tupis-guaranis procedentes da Amazônia, que expulsaram os antigos habitantes para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros navegadores europeus chegaram à região, esta estava ocupada pelos carijós, um ramo dos guaranis.

Os navegadores europeus foram logo sucedidos pelos padres jesuítas, que procuravam catequizar os carijós, e pelos paulistas, que vinham escravizar os carijós para que estes trabalhassem em suas fazendas. No século XVIII, a pecuária se desenvolveu na região. Em 1737/40, André Ribeiro Coutinho criou, em terras onde futuramente seria Imbé, a guarda de registro, com o objetivo de disciplinar a extração de couro e o trânsito de mercadorias, gado e pessoas. O imbé, uma planta abundante na região, daria, mais tarde, origem ao nome do município.

Em 1939, ao atravessar uma ponte de madeira que ligava Tramandaí e Imbé, o corretor de imóveis Cezar Bergamash voltou-se para os amigos Alfredo Rodolpho Mariath e Osvaldo Coufal e disse que aquele local formado por campo, banhado e dunas daria um belo loteamento. Então, naquele momento, formou-se a Sociedade Territorial Praia do Imbé, que, logo, adquiriu as terras de Virgulina Lemos Mury, viúva de Jorge José Mury, e dos seus herdeiros, conforme consta na certidão nº 6 277 de 4 de agosto de 1939. Os pescadores que por ali moravam foram assentados no bairro Tiroleza, em Tramandaí, para que fosse possível iniciar a construção do loteamento, um arrojado projeto arquitetônico.

O grande crescimento populacional, com a consequente formação de novos núcleos habitacionais e o desenvolvimento do comércio, fez com que houvesse um grande desejo de parte da população de Imbé de se emancipar do município de Tramandaí.

Em 1987, lideranças iniciavam reuniões para eleger uma comissão pró-emancipação, que foi criada em 13 de janeiro do mesmo ano. A comissão ficou assim constituída: presidente, Pedro Jurandir Vedovato; vice-presidente, Quinto Dosssena; 1º secretário - Sylvio Contino Nunes; 2º secretário - Jorge Luis Maganin; tesoureiro - Jurandir Peroni; 2º tesoureiro - Daniel Pereira. O conselho fiscal foi formado por João Adolfo Curtis da Silveira, José Pedro Barbosa, Romeu José Jotz, Manoel Santos Neves, Ely Vianna e Osório Martinho Cardoso. Como relações-públicas, atuou Sadi Martins Salbego e o presidente de honra foi João Carlos Wender, que viria a ser o primeiro prefeito de Imbé.

Em 10 de abril de 1988, aconteceu a consulta em plebiscito e os eleitores de Tramandaí optaram pelo Sim, emancipando o município de Imbé. Em 9 de maio, o então governador do Estado, Pedro Simon promulgou a lei nº 8 600, criando o município de Imbé. Em 15 de novembro de 1988, foi eleito o primeiro prefeito, João Carlos Wender, tendo, como seu vice, Pedro Jurandir Vedovato.

Em 1º de janeiro de 1989, houve a instalação do município no Salão Medianeira, ocasião em que houve a eleição e posse da mesa diretora do Legislativo Municipal e, em seguida, a posse do prefeito e vice.

A cidade abriga o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (CECLIMAR). O CECLIMAR está envolvido na condução e suporte de projetos de pesquisa por meio de seus especialistas e instalações laboratoriais. Além disso, promove programas de extensão que compartilham com a comunidade informações técnico-científicas e iniciativas relacionadas à Educação Ambiental. No âmbito da conservação da fauna marinha do Litoral Norte, o centro opera o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos (CERAM). Além disso, desempenha um papel fundamental no apoio a diversas atividades de ensino da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Entre essas atividades, destacam-se os cursos de Ciências Biológicas, que oferecem duas ênfases: Biologia Marinha e Costeira, e Gestão Ambiental Marinha e Costeira.

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Geografia

O Município de Imbé foi criado pela Lei Estadual nº 8.600 de 09.05.1988 cujos limites foram alterados pela Lei nº 9.014 de 11.01.1990.

Demografia

O município de Imbé possuía 26.824 habitantes, em 2022.

A estrutura etária da população conforme os dados do Censo do IBGE do ano de 2022 se apresenta na forma da pirâmide. Vê-se que há um baixo número de nascimentos e uma redução de população a partir dos 70 anos de idade e uma leve preponderância feminina em quase todas as faixas.

Desenvolvimento humano

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do município era 0,677, em 2000, e passou para 0,764, em 2010, sendo considerado um IDHM alto, com uma evolução do índice de 12,85%. A desigualdade de renda medida pelo índice de Gini passou de 0,53, em 2000, para 0,68, em 2010, indicando, portanto, que houve aumento na desigualdade de renda.

Administração

João Carlos Wender (1989-1992)

Pedro Jurandir Vedovato (1993-1994)

Paulo Andriola - (1994-1996)

Darcy Luciano Dias - (1997-2000)

Darcy Luciano Dias - (2000-2004)

Jadir Fofonka - (2005-2008)

Darcy Luciano Dias - (2009-2012)

Pierre Emerim - (2013-2016)

Pierre Emerim - (2016-2020)

Luis Henrique Vedovato (Ique Vedovato) - (2021-2024)

Luis Henrique Vedovato (Ique Vedovato) - (2025-2028)

Capital Enxadrista Brasileira

Imbé é frequentemente referida como a “Capital do Xadrez no Brasil”, título de caráter simbólico associado à sua atuação na promoção e difusão do xadrez em âmbito educacional e esportivo.

O reconhecimento está ligado, sobretudo, à implementação de políticas públicas que incentivam a prática do xadrez nas escolas da rede municipal de ensino. O jogo é utilizado como ferramenta pedagógica, com o objetivo de estimular o raciocínio lógico, a concentração e a capacidade de resolução de problemas entre os estudantes.

Além do ambiente escolar, o município também se destaca pela realização de torneios e eventos enxadrísticos ao longo do ano. Competições de nível municipal, estadual e nacional são organizadas regularmente, atraindo participantes de diversas regiões e contribuindo para a consolidação da cidade como um polo da modalidade.

Projetos sociais e iniciativas comunitárias complementam essas ações, ampliando o acesso ao xadrez e incentivando a formação de novos jogadores. Clubes e oficinas abertas ao público desempenham papel relevante na disseminação da prática e na integração social por meio do esporte.

Apesar da ampla utilização do título em contextos locais e regionais, a designação de “Capital do Xadrez no Brasil” não possui reconhecimento oficial em nível federal, sendo empregada principalmente como forma de destacar o protagonismo do município na área.

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Feriados Municipais

O município de Imbé possui quatro feriados municipais instituídos pela Lei Municipal 106/91 (e suas alterações), sendo eles:

19 DE MARÇO - Dia de São José, padroeiro do município

02 DE ABRIL - Sexta-feira Santa

03 DE JUNHO - Corpus Christi

29 DE JUNHO - Dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores

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Imbé (RS) 6 min de leitura