Bem-vindo ao Canal Fez História, o seu portal dedicado à exploração profunda da história mundial e brasileira. Neste artigo extenso, mergulhamos na vida e no legado de Hermes da Fonseca, o oitavo presidente do Brasil, uma figura controversa que marcou a transição da Primeira República com intervenções militares, reformas e crises sociais. Explore conosco essa jornada, conectando-a a outros capítulos da nossa história, como a Proclamação da República e as oligarquias do café com leite.

Origens e Formação Militar: Raízes Gaúchas e Tradição Familiar

Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu em 12 de maio de 1855, na cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, em meio às vastas planícies gaúchas que moldaram tantos líderes militares brasileiros. Filho do marechal Hermes Ernesto da Fonseca e de Rita Rodrigues Barbosa, ele veio de uma família com forte tradição no Exército. Seu tio, o marechal Deodoro da Fonseca, seria o protagonista da Proclamação da República em 1889, e Hermes, desde cedo, seguiu os passos familiares.

Crescendo em um ambiente militar, Hermes ingressou na carreira das armas jovem. Participou ativamente da Guerra do Paraguai, embora indiretamente influenciado pelas narrativas familiares. Sua ascensão foi rápida: comandou regimentos e destacou-se pela disciplina prussiana, inspirada em modelos europeus. Para entender melhor o contexto militar da época, vale explorar páginas como Assíria ou Império Hitita, que mostram como tradições bélicas antigas influenciavam as forças modernas.

“A família Fonseca representava o braço armado da nação, pronto para defender a pátria em tempos de crise.”

Hermes era positivista, maçon e republicano convicto. Ao lado do tio Deodoro da Fonseca, ajudou a derrubar a monarquia, marcando o fim do Império e o início da era republicana. Essa conexão familiar o projetou nacionalmente, similar a como figuras como Getúlio Vargas mais tarde usariam laços militares para ascender ao poder.

Ascensão Política: De Ministro da Guerra a Candidato Presidencial

No início da República, Hermes consolidou sua carreira. Durante o governo de Prudente de Morais e Campos Sales, ele apoiou a estabilização oligárquica. Seu momento decisivo veio com Afonso Pena, que o nomeou Ministro da Guerra em 1906.

Como ministro, Hermes modernizou o Exército: introduziu o serviço militar obrigatório (sorteio), enviou oficiais à Alemanha para treinamento e promoveu manobras em grande escala. Essas reformas ecoavam as de nações como o Império Alemão ou o Japão Meiji, que transformavam forças tradicionais em modernas.

Em 1908, após viagem à Europa onde observou manobras alemãs, Hermes foi lançado como candidato à sucessão de Nilo Peçanha. Sua candidatura rompeu a política do café com leite, aliança entre São Paulo e Minas Gerais.

A Campanha Civilista x Militarista: Um Divisor de Águas

A eleição de 1910 foi a mais disputada da República Velha. Hermes representava o militarismo, apoiado por Pinheiro Machado e oligarcas de Minas e Rio Grande do Sul. Seu opositor, Rui Barbosa, liderou a Campanha Civilista, defendendo um presidente civil contra o “militarismo”.

Rui, apoiado por São Paulo (Rodrigues Alves), denunciava fraudes eleitorais e o coronelismo. Hermes venceu com fraudes e apoio oligárquico, apesar da ruptura inicial. Essa campanha antecipou polarizações vistas em eras como a Revolução de 1930.

Se você gosta de eleições históricas, confira Juscelino Kubitschek ou Jair Bolsonaro para comparações modernas.

O Governo Hermes da Fonseca (1910-1914): Reformas, Crises e a Política das Salvações

Empossado em 15 de novembro de 1910, com Venceslau Brás como vice, o governo de Hermes foi turbulento. Seu lema: “salvar” estados do coronelismo via intervenções federais, a Política das Salvações.

Essa política derrubou oligarquias em estados como Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas, instalando aliados. No Rio de Janeiro, apoiou a eleição de seu sucessor. Críticos viam hipocrisia: usava força militar para combater corrupção, mas perpetuava fraudes.

Economicamente, o Brasil vivia o auge do café (o terceiro milagre brasileiro: o café). Hermes renegociou a dívida externa, mas enfrentou crises como a Revolta da Vacina ecoando em tensões urbanas.

A Revolta da Chibata: O Grito Contra a Escravidão na Marinha

Logo no início, em novembro de 1910, eclodiu a Revolta da Chibata. Marinheiros, majoritariamente negros, liderados por João Cândido (o “Almirante Negro”), amotinaram-se contra castigos corporais, herança escravocrata (os escravos).

Controlando encouraçados como o Minas Gerais, ameaçaram bombardear o Rio. Hermes concedeu anistia e aboliu a chibata, mas traiu a promessa: muitos revoltosos foram presos ou mortos. Esse episódio expôs racismo e desigualdades, similar à abolição da escravatura tardia.

“Não queremos o retorno da chibata”, clamavam os marinheiros em telegrama ao presidente.

A Guerra do Contestado: Conflito Messiânico e Fronteiras

Outro conflito foi a Guerra do Contestado (1912-1916), rebelião camponesa messiânica na fronteira Paraná-Santa Catarina. Caboclos, liderados por José Maria, lutavam contra latifundiários e a ferrovia. Hermes enviou tropas, resultando em milhares de mortes.

Essa guerra reflete tensões sociais da República, comparáveis à Revolução Francesa ou Revolução Russa.

Legado e Últimos Anos: Do Exílio à Morte

Hermes não conseguiu eleger seu sucessor direto; Venceslau Brás venceu, restaurando o café com leite. Após o mandato, Hermes enfrentou oposição: em 1914, envolveu-se em tentativas de golpe.

Exilado na Europa durante a Primeira Guerra Mundial (Primeira Guerra Mundial 1914-1918), retornou em 1920. Promovido a marechal, faleceu em Petrópolis em 9 de setembro de 1923.

Seu legado é ambíguo: modernizou as Forças Armadas, mas seu militarismo abriu caminho para intervenções futuras, como o golpe de 1964. Comparado a líderes como Napoleão Bonaparte ou Getúlio Vargas, Hermes simboliza o tenentismo e o intervencionismo.

Para mais sobre presidentes, visite Humberto Castello Branco ou Emílio Garrastazu Médici.

Conexões com a História Mundial: Paralelos Fascinantes

A era de Hermes coincide com transformações globais. Enquanto ele intervém em estados, a Europa via a Revolução Industrial e o Iluminismo influenciando ideias republicanas.

No Oriente, a Ascensão do Japão modernizava suas forças, similar às reformas de Hermes. Na América Latina, guerras de independência ecoavam no republicanismo brasileiro.

Explore civilizações antigas que influenciaram o mundo moderno, como Civilização Minoica, Civilização Olmeca ou Império Persa.

Figuras como Alexandre o Grande, Genghis Khan ou Carlos Magno mostram líderes militares moldando nações.

Perguntas Frequentes sobre Hermes da Fonseca

Quem foi Hermes da Fonseca e qual sua relação com Deodoro da Fonseca?

Hermes era sobrinho de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente. Ambos participaram da Proclamação da República.

Qual foi a principal política do governo Hermes da Fonseca?

A Política das Salvações, com intervenções federais em estados para combater oligarquias.

O que foi a Revolta da Chibata e como Hermes lidou com ela?

Rebelião de marinheiros contra castigos corporais em 1910. Hermes prometeu anistia, mas reprimiu os líderes posteriormente.

Hermes da Fonseca foi um bom presidente?

Opiniões dividem-se: modernizou o Exército, mas seu governo foi marcado por autoritarismo e crises como a Guerra do Contestado.

Por que a campanha de 1910 foi chamada de Civilista?

Porque Rui Barbosa defendia um presidente civil contra o militar Hermes.

Para mais FAQs, explore Luiz Inácio Lula da Silva ou Fernando Henrique Cardoso.

Um Capítulo Essencial da História Brasileira

Hermes da Fonseca representa o militarismo na política brasileira, bridging a República da Espada com a Oligárquica. Seu governo expôs fragilidades da República Velha, pavimentando o caminho para 1930.

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