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Idade Moderna

A Guerra do Ópio e a Rebelião Taiping na China

Publicado em 13 de novembro de 2025

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A Guerra do Ópio e a Rebelião Taiping na China

Quando a autoridade da dinastia Qing (manchu) começou a enfraquecer, a China foi se tornando cada vez mais vulnerável a intervenções internacionais, enquanto guerras civis e rebeliões devastavam sua economia e provocavam a perda de milhões de vidas.

No início do século XIX, decididos a abrir as portas do comércio na China, mercadores britânicos começaram a exportar para esse país o ópio proveniente da Índia, que trocavam por chá e tecidos de seda. O ópio era popular entre a elite britânica, além de ajudar no combate à disenteria, infecção comum na China. Para impedir tal comércio, os chineses destruíram 20 mil caixas com ópio e 42 mil cachimbos que encontraram nos armazéns britânicos. Esses enviaram uma frota de 16 navios de guerra, que sitiaram Cantão (hoje Guang zhou) e, em 1842, capturaram Xangai. A guerra terminou com o Tratado de Nanquim, no qual a cidade de Hong Kong foi cedida aos britânicos.

A Segunda Guerra do Ópio (1856 a 1860) eclodiu quando as autoridades Qing se recusaram a negociar condições mais favoráveis para o Tratado de Nanquim. Dessa vez os franceses se uniram aos britânicos em um ataque conjunto: Pequim foi ocupada e, em 1860, os chineses acabaram subscrevendo o Tratado de Tianjin, que abria dez novos portos para o comércio com o Ocidente.

Paralelamente, os Qing enfrentavam diversos levantes camponeses, provocados em parte por sua administração corrupta e pelo crescimento populacional (por volta de 1850 beirava os 500 milhões de habitantes). Os levantes culminaram em uma guerra civil, em 1850, quando o fanático religioso Hong Xiuquan, determinado a libertar a China do domínio manchu, liderou um exército rebelde com cerca de 1 milhão de homens em direção a Nanquim.

Em 1853, os rebeldes a ocuparam, formando nos territórios conquistados o “Reino Celestial de Taiping”. A revolta então se alastrou para 15 outras províncias. Porém, em 1864, com o auxílio de tropas britânicas e francesas, Nanquim foi reconquistada, e a rebelião, dominada. A guerra custou cerca de 20 milhões de vidas, de civis e militares (foi a guerra civil mais destrutiva da história); cidades inteiras foram dizimadas, e a dinastia Qing jamais recuperou sua autoridade ou status.

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