Brodowski (SP)
Brodowski é um município brasileiro localizado na região nordeste do estado de São Paulo, fazendo parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto. Sua população estimada pelo IBGE em 2025 era de 26.314 habitantes.
História
O surgimento da cidade de Brodowski está ligado aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século XIX. Em 1873 foi iniciada a construção da ferrovia Campinas a Mogi-Mirim, com ramal até a cidade de Amparo e, posteriormente, até às margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca.
Os trilhos cortaram as terras da Fazenda Belo Monte, entre Jardinópolis e Batatais. Após a inauguração da estação de Batatais, em 3 de outubro de 1886, com a presença do imperador D. Pedro II e sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina, o dono da fazenda, coronel Lúcio Eneas de Melo Fagundes, propôs à companhia a doação de uma área em suas terras para a construção de uma estação. A ação foi apoiada pelos vizinhos do coronel, e a Cia. Mogiana recebeu com simpatia a ideia. O inspetor-geral da companhia na época, o engenheiro polonês Alexandre Brodowski, foi o responsável pelo encaminhamento do pedido e pela construção da estação. A estação foi inaugurada em 5 de setembro de 1894, com armazém e pátio de manobras, e recebeu seu nome em homenagem a ele.
No local da estação começou a crescer um povoado, que viria a se tornar o município de Brodowski. A emancipação da localidade, elevada à categoria de município, ocorreu por meio da Lei n.º 1381, em 22 de agosto de 1913. Na ocasião, o presidente do Estado era Francisco de Paula Rodrigues Alves, enquanto Altino Arantes era o secretário do Interior.
Brodowski abriga o Seminário Maria Imaculada, que chegou à cidade na década de 1960, trazido por Dom Luís do Amaral Mousinho, arcebisbo de Ribeirão Preto.
Brodowski é ainda reconhecida como a "Terra de Portinari", por ser o local de nascimento do famoso pintor Candido Portinari.
Geografia
Está localizado na latitude 21° Sul, e na longitude 47°39'33" oeste, a uma altitude de 850 metros, estando a 27 km de Ribeirão Preto. Possui área de 278,4 km², topografia constituída de terrenos altos e planos, clima tropical de altitude com inverno seco e verão quente.
Demografia
População
Dados demográficos
Dados do Censo - 2000
População Total: 25.277 (Contagem 2020 IBGE [1])
População rural: 1854 hab.
Densidade demográfica: 75,80 hab./km²
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 9,09
Expectativa de vida (anos): 73,56
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,25
Taxa de Alfabetização: 93,1%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,805 [2]
IDH-M Renda: 0,734
IDH-M Longevidade: 0,809
IDH-M Educação: 0,872
(Fonte: IPEA DATA)
Etnias
(Fonte: Censo 2000)
Política e administração
Cidade-irmã
Chiampo - Itália (2019)
Economia
A economia de Brodowski é focada nos Serviços (R$ 414milhões) e na Indústria (R$ 147 milhões), tendo ainda uma grande área para cultivo agrícola, com uma parcela relevante de sua economia dedicada à Agropecuária (R$ 93 milhões).
Infraestrutura
Comunicações
O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade pela Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1982 com o código de área (016).
Pessoas ilustres
Cândido Portinari - pintor brasileiro;
Saulo Ramos - jurista, escritor brasileiro e ex-ministro da Justiça no governo Sarney (1985-1990).
Religião
O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:
Igreja Católica
A igreja faz parte da Arquidiocese de Ribeirão Preto.
Igrejas Evangélicas
Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:
Assembleia de Deus Ministério do Belém.
Congregação Cristã no Brasil.
Composição Religiosa
Cultura
Tendo sido o lar de Cândido Portinari, a cidade abriga o Museu Casa de Portinari dedicado ao pintor e sua história. O museu se dá na antiga residência de Portinari na cidade, preservada devido às muitas obras em pintura mural nas paredes da casa e na capela dos jardins da residência. A casa foi tombada pelo Iphan em 1968, desapropriado pelo governo do estado em 1969 e em 1970 tombado pelo Condephaat, sendo inaugurado como museu no mesmo ano.
O museu também promove exposições a céu aberto na cidade, como a Exposição Giardino Portinari, replicando obras do pintor.