Barroso (MG)
Barroso é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022 era de 20 080 habitantes. O barrosense mais ilustre foi o historiador, folclorista e professor Basílio de Magalhães.
A libélula Heteragrion cyane é encontrada apenas neste município, endêmica de uma pequena área de mata ciliar próxima ao Rio das Mortes. Conhecida como Mata do Baú, o fragmento florestal abriga uma grande biodiversidade.
História
A história do município de Barroso remonta ao século XVIII e liga-se diretamente aos bandeirantes, que percorriam a área em busca de ouro. Após a abertura do Caminho Novo pelo filho de Fernão Dias, Rodrigo Dias Paes, criou-se um caminho ligando este às Vilas de São José Del Rei (Tiradentes) e São João Del Rei. Esse caminho conheceu-se como “Caminho de Baixo”, passando por Barroso e atravessando o vale do rio Loures na direção da Caveira (distrito de São Sebastião das Campinas), margeando a parte sul da Serra de São José até alcançar a Ponta do Morro (Prados) e de lá ambas as grandes vilas na Comarca do Rio das Mortes. Barroso era, naquela época, um entroncamento importante entre o Arraial da Borda do Campo (Barbacena) nas margens do Caminho Novo e as vilas de São José e São João Del Rei. A cidade conectava-se com as roças de Alberto Dias (Alfredo Vasconcelos), de Estevão Reis (Ressaquinha) e o Arraial de Calandhay (Carandaí) já no rumo da região das Minas do Ouro onde ficava Vila Rica (Ouro Preto) e Mariana.
O mais antigo registro histórico da cidade, de 1729, é a hipoteca de um terreno pelo português Antônio da Costa Nogueira, que construiu a primeira capela de Sant'Ana do Barroso na freguesia da Borda do Campo (Barbacena). A povoação cresceu em torno dessa capela elevou-se a freguesia em 1874. O distrito de Barroso foi criado no século XIX. Pertenceu aos municípios de Barbacena, Prados e depois Tiradentes. Em 1938, depois da emancipação de Dores de Campos, o distrito de Barroso passou a integrar o novo município.
Há registros de um suposto alferes Joaquim Barroso ter sido o fundador da povoação entre o final século XVII e início do século XVIII, mas trata-se de um equívoco porque a região nessa época era ocupada apenas pelos povos indígenas.
No dia 12 de dezembro de 1953, após articulações políticas de representantes do município de Barroso, a localidade transformou-se em Município pela Lei 1.259, emancipando-se de Dores de Campos. No dia 1 de janeiro de 1954 foi instalado o município e a Comissão de Emancipação erigiu um obelisco na Praça Gustavo Meireles, como marco da histórica data.
Foram os seguintes componentes da Comissão Emancipadora: Geraldo Napoleão de Sousa (presidente), Epifânio Barbosa, Humberto Carbonaro, José da Silva Pinto, Brasilino dos Reis Melo, Silvano Albertoni, José Augusto de Sousa e José Pio de Sousa. Geraldo Napoleão de Souza foi o primeiro prefeito eleito (1955–1959) do município.
A partir das décadas de 1950, 60 e 70, com o advento da indústria de cimento no município, o município observou um expressivo crescimento, atraindo pessoas de diversas áreas a Barroso, que buscavam oportunidades de emprego. O município passou a ter então, um perfil majoritariamente industrial.[carece de fontes?]
Geografia
Com uma área de 81,726 km², faz divisa com os municípios de Barbacena, São João del-Rei, Prados e Dores de Campos.[carece de fontes?]
Barroso está a cerca de 1000 metros acima do nível do mar. Devido a esta altitude, o período de calor é relativamente curto, entre os meses de novembro a março.[carece de fontes?]
A localização de Barroso é estratégica; fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste brasileiro e próximo dos corredores de exportação de Santos, Vitória e Rio de Janeiro. A vegetação predominante são os campos de altitude com manchas de Mata Atlântica e matas de galeria nos vales dos rios das Mortes, Elvas, Loures entre outros, porém iniciando a transição para o Cerrado. O clima é Tropical de altitude.[carece de fontes?]
Conforme a classificação geográfica mais moderna (2017) do IBGE, Barroso é um município da Região Geográfica Imediata de Barbacena, na Região Geográfica Intermediária de Barbacena.
Rodovias
O município é cortado pela rodovia BR-265.
Relevo[carece de fontes?]
Plano: 15%
Ondulado: 60%
Montanhoso: 25%
Hidrografia[carece de fontes?]
Rio das Mortes
Nasce na Serra da Mantiqueira, percorre uma extensão de 278 km e deságua no rio Grande.
Córrego Boqueirão.
Rio Loures.
Rio Elvas.
Córrego do Bandeira.
Ribeirão Alberto Dias.
Rio Ressaquinha.
Demografia[carece de fontes?]
A população de Barroso se mantém em crescimento vegetativo, porém quase sempre de maneira constante, com taxas médias de crescimento anual acima de 2%, segundo o resultado do Censo Demográfico de 2000 no qual se verifica taxa de 2,02% anuais.[carece de fontes?]
Regiões[carece de fontes?]
Barroso está dividida em cinco regionais (regiões). São elas:
Região Central
Zona Oeste
Zona Sul
Zona Leste
Zona Norte
==== Distritos ====
Barroso - sede do município
Boa Vista - 4 km da sede
Caetés - 6 km da sede
Invernada
Zé Deia
Boqueirão
Bom Jardim
Cantagalo
Laranjeira
Brejinho
Olaria
Morro da Telha
==== Bairros[carece de fontes?] ====
Circunscrição eclesiástica
As paróquias de Sant'Ana e do Rosário de Nossa Senhora de Fátima pertencem à Diocese de São João del-Rei.
Cultura
Dialeto local
Segundo o Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG), realizado pela UFJF em 1977, o dialeto local é o mineiro.
Administração
Prefeito: Anderson Geraldo de Paula (2021/2028)
Vice-prefeito: Eduardo Ferreira Pinto (2021/2028)
Presidente da câmara: Maria Trindade Bedesque (2025)
Vereadores: Grasielly Melo das Graças (vice-presidente), Marco Antonio da Silva (Secretário), Henrique de Souza Ribeiro (2°Secretário), Leone Wagner do Nascimento, Joelton Ribeiro, Paulo César, Jean Sandim e João Guilherme.[1]
Referências
Bibliografia
Alves, Fernanda (2011). «Freguesia de Vermoim quer estar mais próxima de Barroso, no Brasil». Maia Primeira Mão. Consultado em 4 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2020
Corrêa, Petterson Ávila (2014). Conflitos ambientais em Barroso: a fábrica de cimento e movimentos sociais (1955-2013) (PDF) (Tese de Mestrado em História). Universidade Federal de São João del Rei
Costa, Antônio Gilberto (2005). Os Caminhos do Ouro e a Estrada Real. Belo Horizonte: Editora da UFMG. ISBN 9788570414588
Minas Gerais. Assembléia Legislativa Provincial (1874). «Lei n.º 2086 de 24 de dezembro de 1874». Arquivo Público Mineiro. Consultado em 3 de fevereiro de 2020. Art. 3º. Fica elevado á cathegoria de parochia o districto do Barroso, termo de Barbacena
Baldonedo Arthur Napoleão (1970), The Município of Barroso: a political administrative analysis. (em inglês), Gainesville: University of Florida, OCLC 18297129, Wikidata Q137162979
Pinto, Jacqueline das Mercês Silva (2005). Basílio de Magalhães - Trajetória e estratégia de mobilidade social (1874-1957) (PDF) (Tese de Especialização em História de Minas). São João del Rei: Universidade Federal de São João del Rei. 46 páginas. Consultado em 28 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 24 de janeiro de 2025
Silva, Wellington José Tibério (2019). Barroso: um relato sobre a origem. Barbacena: Centro Gráfico e Editora. ISBN 978-85-54113-02-5
Silva, Luiz (1960). «Implicacoes Politicas do Desenvolvimento Industrail em Barroso - MG.» (requer pagamento). Revista Brasileira de Estudos Politicos. 9: 234–251
Souza, Geraldo Napoleão de (1979). Barroso, subsídios para a História do Município. Viçosa: Folha de Viçosa
Souza, Marcos Magalhães de (2006). «Barroso, uma história de desmatamentos e de esforços atuais para conservação». Vertentes (UFSJ). 27: 16-26 – via Blog Histórias de Barroso
Souza, Marcos Magalhaes de; Pires, Epifânio Porfiro; Elpino-Campos, Abner; Louzada, Júlio Neil Cassa (2014). «Nesting of social wasps (Hymenoptera: Vespidae) in a riparian forest of rio das Mortes in southeastern Brazil». Acta Scientiarum. Biological Sciences. 36 (2): 189-196. ISSN 1807-863X. doi:10.4025/actascibiolsci.v36i2.21460. Cópia arquivada em 11 de junho de 2025