A Guerra dos anos 1700 e o Surgimento da Prússia
No início do século XVIII, a Europa se viu envolvida em um conflito pelo controle da Espanha e seu império. A Guerra da Sucessão Espanhola (1702-13) eclodiu quando o príncipe francês Filipe de Anjou herdou o trono espanhol. A perspectiva de uma união entre a Espanha e a França espalhou ondas de choque através da Europa. Em 1701, britânicos, holandeses e grande parte dos príncipes alemães formaram uma aliança em favor da reivindicação austríaca ao Império Espanhol.
As lutas se travaram principalmente na Europa, mas também na América do Norte, onde os ingleses combateram os franceses na “Guerra da Rainha Ana”, entre 1702 e 1713. A guerra terminou com o Tratado de Utrecht, em 1713, que reconhecia Filipe de Anjou como Filipe V da Espanha, mas o removia da linha de sucessão francesa. Na América do Norte, os britânicos obtiveram consideráveis ganhos territoriais.
Enquanto isso, o Reino da Prússia (proclamado em 1701), com seu grande exército permanente, surgiu como sério rival da supremacia da Áustria na Alemanha. Em 1740, Frederico, o Grande, da Prússia, anexou a rica província austríaca da Silésia, e conseguiu mantê-la durante a subsequente Guerra da Sucessão Austríaca (1740-48). As lutas foram reiniciadas na Guerra dos Sete Anos (1756-63), na qual a Prússia lutou contra Rússia, França, Áustria e Suécia, enquanto sua aliada, a Grã-Bretanha, lutava contra a França na América do Norte, África e Índia.
A guerra terminou sem mudanças significativas no mapa da Europa, embora a Silésia tivesse permanecido prussiana, e a Prússia, atingido o patamar das grandes potências. Conquistando a maior parte da Nova França — o Canadá e a América do Norte a leste do Mississippi —, a Flórida espanhola e o Senegal, além de superioridade militar sobre os franceses na Índia, a Grã-Bretanha se firmou como a maior potência colonial da época e se consolidou internamente, unindo-se à Escócia em 1707.