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Idade Média

A Grande Cisma

Publicado em 25 de dezembro de 2024

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A Grande Cisma

Crescentes diferenças políticas e teológicas entre a Igreja oriental bizantina e a Igreja ocidental romana resultaram, em 1054, na separação permanente de ambas, um divisor de águas na história da Igreja que ficou conhecido como a Grande Cisma, ou Cisma Ocidental-Oriente.

A desavença entre Constantinopla e Roma fermentava desde a divisão do Império Romano em parte leste e parte oeste e a transferência da capital – de Roma para Constantinopla – no século IV. O crescente poder de Constantinopla e sua preeminência no embate entre o islamismo e o cristianismo ameaçavam a posição da Igreja romana – ainda que, ao contrário de sua congênere ocidental, a Igreja oriental estivesse cada vez mais abalada por disputas teológicas entre seus patriarcados.

As diferenças culturais e linguísticas entre o Oriente e o Ocidente – a teologia oriental tinha raízes na filosofia grega, enquanto a ocidental era baseada da doutrina cristã, notadamente sobre a primazia do papa sobre o Espírito Santo – que na Igreja romana provém do Pai e do Filho (incorporando o Filho no credo).

As divergências chegaram ao limite em 1054, quando o papa Leão IX e o patriarca de Constantinopla, Michael Cerularius, suprimiram os rituais gregos e latinos, respectivamente, de seus domínios. Isso levou as duas Igrejas, por intermédio de seus representantes oficiais, a excomungar uma à outra. O credo de Constantinopla, mais tarde, ficou conhecida como Igreja ortodoxa e o do Ocidente como Igreja católica. A cisão entre as Igrejas jamais foi sanada, embora o diálogo tenha sido reaberto em anos recentes e as excomunhões, revogadas em 1965.

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A Grande Cisma 2 min de leitura