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Idade Contemporânea

A Dissolução do Império Otomano

Publicado em 13 de novembro de 2025

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A Dissolução do Império Otomano

O Império Otomano vinha sendo chamado há muito tempo de “o doente da Europa”, tendo perdido no século XIX muitos de seus territórios europeus (Grécia, Sérvia, Montenegro e Romênia) e de suas províncias árabes (Argélia e Tunísia, para os franceses, e Egito, para os britânicos).

Em 1908, o Império Austro-Húngaro anexou os antigos territórios otomanos da Bósnia e Herzegovina. No mesmo ano, a Bulgária declarou sua independência. Durante a Guerra Ítalo-Turca (1911-12), em que os otomanos perderam o que é hoje a moderna Líbia, a Liga Balcânica (formada por Montenegro, Bulgária, Grécia e Sérvia) atacou a Turquia. As sub-sequentes Guerras Balcânicas (1912-13) terminaram com a derrota dos otomanos e a perda quase total dos seus territórios balcânicos.

A derrota na Primeira Guerra Mundial terminou com a completa dissolução do Império Otomano, que se viu forçado a devolver os territórios não turcos que ainda possuía, conforme o Tratado de Sèvres, assinado em 1920. Após um breve período de liberdade, a Síria se tornou um protetorado da França. A Palestina, a Jordânia e o Iraque se tornaram protetorados britânicos.

Em 1923, após a saída do sultão Mehmet VI, foi proclamada a República da Turquia, tendo como primeiro presidente o general de exército Mustafa Kemal. Assumindo a alcunha de “Atatürk” (que significa “Pai dos Turcos”), Kemal instituiu no país diversas reformas políticas e sociais — como a abolição do califado, a promulgação de novas leis civis e criminais, a adoção do alfabeto latino e a concessão às mulheres do direito ao voto —, todas destinadas a transformar a Turquia em um Estado moderno e secular.

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